Este blog descreve momentos da vida da banda de rock "Os Tubarões", de Viseu, Portugal entre 1963 e 1968. This blog describes rock band moments of life "Os Tubaroes", Viseu, Portugal between 1963 and 1968.
22 de Julho de 2018

O VATÓ, viola-solo de "OS TUBARÕES"

 

VATó 1968 2.bmp

  

O Vató foi nosso viola-solo de 1967 até ao téminus da nossa carreira musical em Setembro de 1968 motivada pela chamada de alguns dos membros do conjunto para o Serviço Militar Obrigatório.

O Vató além de viola-solo também cantava. Musicou e interpretou, de António Gedeão, "O Poema do Homem Rã" título do nosso EP-60999 editado em Fevereiro de 1968, fazendo de "Os Tubarões" a primeira banda POP portuguesa a musicar um Poeta Português (Biografia do IÉ-IÉ de Luis Pinheiro de Almeida). Esta música foi incluída no LP "THE WILD 60's SOUNDS" sendo considerada um dos exemplos do Psicadélico de Portugal.

Em sua memória transcrevemos o texto da sua entrada para o Conjunto em Setembro de 1967 publicado no livro "porViseu ‘60s" que poderá ler neste blog.

 

“.o.convite.ao.vató.

 

O Pai do Vató, o Sr. Valdemar Ramalho, óptima pessoa muito conhecida e respeitada na Figueira, tudo fazia pelo filho e tudo lhe dava desde que ele fosse cumpridor nos estudos, o que nem sempre acontecia. Apesar de tudo o Vató já tinha a sua viola Guild Star Fire, muito bonita e com som inigualável, e o seu amplificador Vox 730 para “brincar” em casa.

Após alguma aproximação com o Vató que começou a ir mais vezes ao Casino e a assistir às nossas actuações, o Sr. António Xavier Loureiro convidou os Pais do Vató para jantarem no Casino e assistirem à nossa actuação. O que aconteceu com grande sucesso. Tocávamos no Salão Nobre que tinha péssimas condições acústicas com inúmeros ecos repartidos por todas as paredes e provocados pelos inúmeros espelhos do Salão. Com a experiência adquirida e o bom equipamento que tínhamos, dominávamos bem o som, o que era um dos factores muito apreciados por todos os Públicos, mesmo aqueles que, não dançando, podiam estar nas mesas a ouvir música ou a conversar. E este factor diferenciador aliado a alguma boa fama de bons rapazes e estudantes razoáveis possibilitou que o Sr. Valdemar autorizasse a entrada do Vató para o Conjunto.

Aproximava-se o novo ano escolar e o Vató matriculou-se como aluno interno no Colégio do Carregal do Sal, bem perto de Viseu, o que iria facilitar os ensaios aos fins de semana, como veio a acontecer a partir de Outubro de 67."

 

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( Setembro de 1967, Luis Dutra e Vató num ensaio no Estúdio de "Os Tubarões em Viseu)

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 01:03
05 de Abril de 2012


 
Com a devida vénia ao Semanário O Figueirense de 20120405, foto do dia 31/3 no Casino da Figueira.
Legenda (esq.dir.): Carlos Alberto Loureiro, teclados, Vató(Valdemar Ramalho), viola solo, Eduardo Pinto, bateria, Vitó(Victor Barros), viola ritmo e Luis Dutra, viola baixo.  

 
publicado por os tubaroes, Viseu às 23:16
24 de Fevereiro de 2011

 

O Carnaval de 1968 foi a 27 de Fevereiro. Fomos contratados para fazermos o Canaval na Neve pelo Clube Nacional de Montanhismo. Foi um óptimo contrato objecto de leilão entre as várias propostas que nos surgiram, e que se fechou com um

cachet no valor de 30.000$00 mais a estadia.

Saímos de Viseu no Sábado de manhã à frente de uma grande comitiva com vários carros e muitos amigos. Estava um dia muito frio, chovia muito, e por isso optámos pelo trajecto Viseu, Guarda, Covilhã, Torre. Nevava quando chegámos à Covilhã, onde nos concentrámos e almoçámos. A subida para a Serra foi muito difícil porque caía um grande nevão e havia uma grande fila de trânsito nos dois sentidos. Na frente seguia a D. Urraca (a nossa carrinha VW pão de forma) com o Rogério Dourado e o Victor Barros, carregada com os instrumentos. Subia muito lentamente e começou a patinar. As horas passavam e não se avançava. Pedimos ajuda à GNR que, com dois jeeps, conseguiu fazer chegar a D. Urraca ao Clube de Montanhismo, já rebocada e com o motor gripado.

Com o Salão completamente esgotado, nessa noite a festa começou  pouco mais tarde mas animou muito e foi até às tantas.

Foi o Carnaval mais divertido da história do Conjunto.

Cá fora a neve caía incessantemente e as estradas continuavam bloqueadas. O Carnaval da Neve realizava-se nas Penhas da Saúde na Colónia Infantil da Montanha, um edifício grande que além do Salão da Festa tinha várias camaratas. Como ninguém podia sair a Organização disponibilizou as camaratas, divididas em feminina e masculina com os tradicionais beliches, separadas por meias paredes que não chegavam ao tecto. Muito tarde e a más horas, depois de o Baile acabar, começavam os diálogos entre os casais separados na busca dos artigos de higiene, que propiciavam comentários cruzados, oportunos, com muito humor e a gargalhada era geral. O Vató andava muito inspirado e saía-se com cada àparte que não deixava ninguém dormir. E como era Carnaval …

Foi de morrer a rir!

 

 Na foto, da tarde de 25 de Fevereiro de 1968, o José Merino, o Carlos Assunção (Os Corsários) e o Carlos Alberto Loureiro brincam na neve frente à Colónia. Pode ainda ver-se o Cooper do Assunção estacionado junto à Colónia.

 

 

 

 

 

 

 

Por Eduardo Pinto, extracto das memórias de Os Tubarões.

 

os.tubaroes.viseu@gmail.com    http://ostubaroesviseu.blogs.sapo.pt/

 

www.facebook.com/tubaroes                  www.myspace.com/tubaroes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 22:31
23 de Fevereiro de 2011

 

Imprensa em 1968

A imprensa comenta o nosso disco:

“Eles são seis. Carlos Alberto, Vitor Barros, Luis Dutra, José Alexandre, Valdemar António e Eduardo Pinto formam «Os Tubarões». Viseu orgulha-se do seu jovem conjunto. E eles sabem prestigiar a cidade onde vivem. O seu primeiro disco, agora editado pela Alvorada, tem atrás de si quatro anos de preparação, que foi o tempo que «Os tubarões» deram a si próprios para estruturar o conjunto. E o disco, o EP-60-999, com dois trechos em inglês e outros dois em português da autoria dos elementos do sexteto, dá conta do nível atingido pelo conjunto de Viseu."



publicado por os tubaroes, Viseu às 00:28
19 de Outubro de 2010

Letra de António Gedeão, Musica de Valdemar António (Vató) que também é o Intérprete. Gravado para a Alvorada em Outubro de 1967 num Estúdio que ficava na Calçada de Santana em Lisboa. Para a Pós-Produção estava acordado a inclusão de sons marinhos e os ruídos de um mergulhador na fase de refrão e coros, o que não aconteceu. O Disco foi publicado no Carnaval de 1968, quando estava acordado sair no Natal. Teve 5 edições e hoje não há. Procuram-se os Masters !!!

publicado por os tubaroes, Viseu às 22:33
Os Tubarões em livro: porViseu'60s.
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