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Os Tubarões, Viseu, Portugal

Momentos da vida da banda portuguesa de rock "Os Tubarões" (1963 - 1968). Here you can find all about the 60's portuguese rock band "Os Tubaroes" (1963-1968).

30.04.20

INSTRUMENTOS # 3 - AMPLIFICADORES


os tubaroes, Viseu

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O som foi um dos atributos que distinguiu a música POP dos 60’s da vivida até então: Recordem-se as Big Band americanas com o seu som tão específico, a música de Jazz de então, o som das canções italianas, francesas e mesmo da canção romântica americana. E então surgiu o som da guitarra eléctrica: Elvis, o rock, The Shadows, Stones e os Beatles com as suas cabeleiras tão referidas e um novo som tão distintivo da “POP music” tão pouco mencionado.

- Só quando se aproximou a data das nossas primeiras actuações é que começámos a ter a noção da importância do som na música produzida bem como das suas inúmeras componentes que iam muito além das notas, tons e afinação dos instrumentos e vozes, que tanto nos preocupavam.

- Felizmente tivemos bons mestres nesta vertente a começar no Sr. Carlos dos Anjos da óptica Órbita da Rua Vitória, o Quim Guimarães, nosso viola solo, Peiró e outros músicos profissionais com quem convivemos (Casino da FFoz) e amigos que estavam sempre connosco (Camané Serpa, Balula Cid, entre outros).

- Ao tempo todas as bandas nasciam a “copiar” os êxitos que surgiam semanalmente e as respectivas “playlist” não eram mais do que um repositório dos sucessos que toda a gente conhecia. Até a indústria discográfica incentivava a criação de “COVERS” sugerindo sempre a inclusão de um êxito internacional mesmo com letra traduzida/adaptada. Assim foi com os SHEIKS, EKOS e tantos outras.  Nesta vertente nós, “OS TUBARÕES”, fomos uma excepção gravando 4 originais em 1967    - HOMEM RÃ (Alvorada EP 60-999) -  .

- Havia um predicado ligado ao SOM que muito diferenciava as bandas de covers: o balanço!

Bandas com os mesmos instrumentos e os mesmos sistemas de som tinham balanços muitos distintos. E ainda hoje acontece. E o balanço neste género de música é fundamental.

Sempre que em Palco sentíamos que o balanço não estava no ponto desejado tocávamos algumas músicas que nos ajudavam a fazer a correcta “sintonia” deste atributo, como por exemplo: “I Put a Spell on You”, “Satisfaction” ou “The House of the Rising Sun”.

Estávamos em Setembro de 1965, inscritos no Concurso IÉ-IÉ e precisávamos de um viola-solo após a saída do Tó para Lisboa. Pensámos e começámos as conversações com o Quim Guimarães, recentemente saído dos " OS DIAMANTES " por motivos dos estudos. Após muita conversa e promessas aos Pais o Quim entrou para o conjunto onde exerceu uma influência e um rigor musical que muito nos ajudou a crescer. Mais tarde afirmou ...

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Acompanhando o nosso progresso musical e disponibilidade económica fomos adquirindo equipamentos orientados para o tipo de sons e música que praticavamos. Os primeiros amplificadores foram da marca italiana FARFISA e em 1966 entrámos no mundo da VOX que nos acompanhou até ao final da carreira, não deixando de cultivar alguns pequenos luxos como ter um amplificador para cada instrumento ou um Baldwin Burns Sonic que especificamente se destinava a salientar os agudos numa ou noutra música.

Legenda dos amplificadores (1965-1968): 

A) e B)   FARFISA Amplivox18 e FARFISA FR40 C)   DYNACORD      D) BALDWIN BURNS SONIC 

        E)   VOX AC 30             F VOX UL730            G) VOX FOUNDATION

 

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30.04.20

INSTRUMENTOS # 2 - TECLADOS

… de “Cliff Richard and The Shadows” …. a “Eric Burdon and The Animals”


os tubaroes, Viseu

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O modelo da formação incial de “OS TUBARÔES” baseou-se no formato “Cliff Richard and the Shadows”:

 Vocalista, 3 violas e bateria.

Após o estágio de Verão feito nas Termas de S.Pedro do Sul ( FNAT, MÓ e Balneário Rainha D. Amélia) fomos confrontados com a péssima notícia de que o António Fernandes (Tó Fifas, viola-solo, mestre e maestro) iria viver para Lisboa a partir de  Outubro. Ficámos alarmados e de imediato nos lembrámos do Carlos Loureiro, virtuoso no acordeão e com currículo musical (aos 8 anos actuou na estreia da RTP, aos 13 tocava as Czardas de Monti e era uma das atracções da Escola de Mário Costa, sedeada em Viseu e uma das Escolas de Música mais prestigiadas no País.

Após alguns contactos o Carlos aceitou o nosso convite e todos nós viemos a beneficiar com a sua entrada quer em termos musicais quer em termos de estrutura organizacional pois o Sr. António Xavier de Sá Loureiro, Pai do Carlos, começou a acompanhar-nos em todas as vertentes da nossa careira musical.

E foi assim, em boa hora, que os teclados entraram na nossa banda em Outubro de 1964 com estreia na noite de fim do ano no Hotel Grão Vasco, recentemente inaugurado.

A) e B) - Os dois primeiros teclados da banda foram duas pianolas ( anos 1964 e 1965).

Em meados de 1965 entrámos no mundo dos órgãos FARFISA de onde nunca mais saímos.

O 1º Farfisa, um combo-compact (C) de cor vermelha acompanhou-nos no IÉ-IÉ a 10/10/1965 e a 15/01/1965 mas para a final foi substituído pelo Compack One (D), um órgão já profissional com outro fôlego, com uma multiplicidade de sons, tons e misturas e uma pedaleira para o baixo que várias vezes nos desenrascou:

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“- A 14 de Maio de 1966 actuámos no Casino da Figueira da Foz na apresentação da Época de Verão. Após o intervalo, ao iniciar os primeiros acordes musicais o Dutra (viola-baixo) apercebe-se que a sua baixo estava toda desafinada com as cordas completamente soltas. De imediato pediu ao Carlos Loureiro para continuar o baixo com a pedaleira do órgão, o que aconteceu sem que o público se apercebesse, e possibilitou que a viola fosse devidamente afinada nos camarins podendo voltar ao palco na música seguinte. E não foi caso único ...”

 

A saída do viola-solo Quim Guimarães em 1966 (1ºtrim.) aliada aos nossos sucessos na interpretação dos êxitos dos “Animals” (I put a spell on you, It´s my life, the house of the rising sun, we got a get out of this place, …) muito por mérito do timbre e voz do José Merino, avolumaram a importância do teclado na nossa banda e rapidamente adquirimos o topo da gama dos órgãos Farfisa o  Compack Duo  (E) que nos acompanhou até ao final da nossa carreira musical e muito contribuiu para o sucesso que alcançámos.

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Porcaep, 2020-04-27

21.04.20

INSTRUMENTOS # 1 - VIOLAS


os tubaroes, Viseu

Portfólio das nossas violas:

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A) - EGMOND Manhattan,

A 1ª viola da banda adquirida no 1º trimestre de 1964 na Casa Ruvina do Porto por 1.500$00. Teve a sua estreia no Clube de Viseu, a 26 de Abril, fez a época de Verão nas Termas de S. Pedro do Sul, participou no fim do ano no Hotel Grão Vasco e num espectáculo no Cine Rossio no 1º trimestre de 1965. Continuou a sua carreira como importante instrumento de recurso até ao final de 1965.

B) - VOX Dominator 

Vox – Marca Inglesa de instrumentos musicais fundada em 1957, muito conhecida pelos seus amplificadores, também lançou diversos instrumentos musicais – guitarras eléctricas, órgãos electrónicos, bandolins eléctricos, entre outros. As violas VOX apareceram em 1962 e o modelo DOMINATOR com 3 pastilhas é de 1964.

A “nossa” VOX DOMINATOR apareceu na banda via VITÓ (Victor Barrros) no início de 1965. Toda branca, muito bonita e elegante, com três pastilhas paralelas, 3 potenciómetros e um selector teve estreia pública como viola solo no 1º trimestre de 1965 no  CINE ROSSIO  num espectáculo de apoio a um filme em que participámos. Foi sempre uma viola presente na nossa carreira e ainda hoje continua na posse do seu proprietário.

C) - HOFNER

Marca de origem Austro-Hungara com sede na Alemanha, data de 1887 com a construção de violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, Arcos, etc. Também produz violas eléctricas.

Esta Hofner esteve ao serviço em 1965 e 1966. Teve a sua estreia na  7ª Eliminatória do IÉ-IÉ  a 10/10/1965 de Outubro de 1955, participou nas festas de fim do ano no Clube de Viseu, e teve uma brilhante actuação na semi-final do IÉ-IÉ a 15 de janeiro de 1966 onde brilhou na interpretação do "it's my life" (The Animals). Viola de meia caixa com boa sonoridade, discreta e bonita.

D) - GALANTI Bass

Marca italiana de acordeãos desde 1890, acompanhou os tempos com a construção de orgãos clássicos e mais tarde electónicos. Quando o rock and roll emergiu como a força dominante na música, e a popularidade do acordeão viu um declínio dramático, a Galanti respondeu a essa mudança cultural adicionando guitarras elétricas e teclados ao seus produtos.

Robusta e de som poderoso acompanhou a nossa carreira musical a partir de Setembro de 1965 tendo participado nas três actuações do IÉ-IÉ com grande brilhantismo dando suporte capaz às soberbas interpretações do nosso vocalista  JOSÉ MERINO no "it's my life" e "We gotta get out of this place" dos Animals que arrebataram o público do Monumental obrigando-nos a um encore.

Participou nas gravações de todos os originais da banda: OLD LADY (3 títulos, 1966, Clube de Viseu, live on tape) e Poema do Homem Rã, single Alvorada EP-60-999 de 1967.

E) - FENDER Stratocaster

Após o mês de Agosto no Tubarão e no Casino da Figueira da Foz sentíamos a necessidade de encontrar um viola solo, o que aconteceu em Viseu, em Setembro de 1965. Após várias conversas e "namoros" entra para a banda o novo viola solo Quim Guimarães , um virtuoso e conhecido músico de Viseu, com currículo, apresar de muito jovem. Precisávamos de instrumentos pois estávamos inscritos no Grande Concurso IÉ-IÉ, a começar. Com a supervisão do nosso Empresário António Xavier Loureiro fomos à Casa Ruvina no Porto e de uma assentada adquirimos:

  • 1 Fender Stratocaster; 1 Galanti Bass; 1 Teclado Farfisa; 1 Amplificador Farfisa.

Foi o nosso maior investimento em instrumental preparando a banda para o grande salto que se antevia. A Fender Stratocaster (americana) entrou no conjunto e acompanhou-nos até ao final da carreira, tendo participado em todos os grandes momentos da nossa vida musical: IÉ-IÉ, discos, concertos e espectáculos, sendo o mais importante o concerto da semi-final do IÉ-IÉ, 15 de janeiro de 1966, onde o Quim Guimarães, num inédito encore, tocou o voo do moscardo com a viola nas costas arrebatando o público do Teatro Monumental.

F) - GUILD Starfire IV

A marca norte-americana de violas GUILD nasceu em 1953 e tornou-se famosa a partir dos anos 60, quando começou a ser adoptada por músicos dos diferentes géneros musicais: Country, Jazz e Rock quer nas suas versões acústicas quer eléctricas. De facto a pureza do som destas violas valoriza quaquer género musical e agrada muito aos músicos pois a nitidez do som revela-se quer nos agudos quer nos graves. Nos 60's algumas bandas inglesas utilizaram-nas como atributo distintivo do seu som, como foi o caso dos KINKS.

A primeira GUILD chegou à nossa banda em Setembro de 1967 com a entrada do VATÓ (Valdemar Ramalho) para viola solo. Vivíamos o ano da nossa maior actividade musical no País com actuações em todos os fins de semana. No Verão, após a época de exames, actuámos nas festas populares do S.Pedro em S.Pedro do Sul (28 e 29 de Junho) e estreámo-nos no Casino da Figueira da Foz a 22 de Julho com o Conjunto João Paulo e por lá ficámos todo o Verão até ao final de Setembro. Era visível o nosso cansaço e a necessidade de voltarmos a ter um viola solo, lugar vago desde Fevereiro de 1966 com a saída involuntária do Quim Guimarães. E assim se concretizou a entrada do Vató para a banda.

Podem apreciar o inimitável som desta GUILD Starfire IV aqui no  POEMA do HOMEM Rà, música da autoria do Vató com letra de António Gedeão. Esta música entrou na história do POP pois posicionou o António Gedeão como o 1º Poeta português a ser musicado por uma banda portuguesa (2 anos antes da edra Filosofal).

G) - GUILD Starfire Bass

Após a nossa actuação com os SHEIKS no Baile e Matinée dos Finalistas de Viseu (6 e 7 de Janeiro 1968) soubemos através do nosso representante em Lisboa, Fernando de Matos, que aliado aos rumores do fim da carreira dos SHEIKS o Edmundo Silva (viola-baixo) queria vender o seu equipamento de baixo composto por uma linda Guild Starfire Baixo cor de cereja e o amplificador VOX UL460 os quais  adquirimos pelo valor total de 25.000$00. E foi uma bela aquisição pois esta viola-baixo tinha um som especial, muito nítido e o conjunto enriqueceu o nosso parque instrumental o qual, à época, era dos melhores do País. 

Acompanhou-nos até Setembro de 1968, data em que o SMO - Serviço Militar Obrigatório nos impediu de continuarmos a nossa carreira tão promissora.

 

NOTA: Não expomos neste artigo todas as violas que utilizamos durante a nossa carreira. Mas são as que mais nos acompanharam e deram corpo ao nosso som. Outras houve também não menos importantes como as violas de caixa não eléctricas onde demos os 1ºs acordes no Clube TIC-TAC a partir de Setembro de 1963. Sem estas é que nunca teríamos chegado às melhores, aqui retratadas.

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porep (Abril 2020)

14.04.20

INSTRUMENTOS # 0 - viola EGMOND


os tubaroes, Viseu

Viola Egmond Manhattan. 

No início de 1964 a Casa Ruvina do Porto, lançou umas violas eléctricas  Viola EGMOND , formato bacalhau, a preço muito acessível 1.500$00 (7,5€ - valor que não andaria longe do salário médio mensal em Portugal). Tratava-se de um modelo de 1961 a preço de arromba da marca holandesa EGMOND, modelo Manhattan, formado por uma tábua azul em formato de viola (bacalhau) com uma pastilha branca e dois potenciómetros, um para o volume e outro para a tonalidade.

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E começámos a sonhar …

Engendrámos um plano para adquirirmos um bacalhau de que tanto precisávamos. Foram vários os expedientes utilizados, nomeadamente as parcas poupanças individuais, algum dinheiro em caixa do Bar do nosso Clube de Garagem TIC-TAC (localizado na cave da casa dos Pais do Vitó no Massorim na Rua Conselheiro Sousa Macedo, 165, 3510-049 Viseu) e o recurso à venda de moedas antigas de prata que alguns tinham em casa, e que a loja de Numismática no início da Rua Alexandre Lobo, esquina com a Rua de Cimo da Vila, nos comprava a bom preço, pensávamos nós.

Após acordo telefónico com a Casa Ruvina e com parte do pagamento a ser feito a prestações tendo como fiador o Pai do Beto Carrilho, lá foram ao Porto o (Fifas) António Fernandes e o Luis Dutra pela madrugada, de autocarro só com bilhete de ida, fardados de Estudantes (capa e batina a preceito), num dia muito chuvoso de inverno rigoroso, levantar o bacalhau Egmond. O regresso foi uma aventura maior pois, sem dinheiro nem para transporte nem para sustento, só havia uma maneira para o regresso: à boleia. A verdade é que chegaram tarde e a más horas, molhadinhos que nem pintos, mas contentes pela missão cumprida.

E para todos nós foi uma grande excitação pegar naquela preciosidade. Passámos então a ensaiar com uma viola eléctrica a sério que usava como amplificador um rádio Shaub Lorenz a válvulas, duas violas de caixa (uma utilizada como viola baixo) e a bateria feita com uma composição mista de várias caixas de sapatos. 

Esta viola Egmond fez a sua estreia pública no Clube de Viseu (26/04/1964) e acompanhou-nos até Setembro de 1965.

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(Clube de Viseu, 26-04-1964. e-d: José Merino, Luis Dutra, António Fernandes, Eduardo Pinto e Victor Barros)

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( Cinema CINE- ROSSIO, Viseu Maio de 1965 - e-d: Eduardo Pinto, António Fernandes, Victor Barros, Luis Dutra, José Merino e Carlos Loureiro)

Hoje, como se vê aqui, é uma peça de Colecção .

Fotos da FOTO GERMANO.

porep

06.04.20

Zé Merino - o meu 1º "namorado"


os tubaroes, Viseu

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Legenda: Ilda Maria e José Merino aos 3 anos de idade.

Foi no emblemático Bairro do Massorim que vivi a minha infância e parte da minha juventude.

Éramos quase uma grande família, pois todos se conheciam. As crianças juntavam-se nos quintais, inventavam brincadeiras e faziam desses espaços a sua casa.
Chegou Outubro e com ele as brincadeiras foram interrompidas pela ida à escola. Fiquei eu e um amigo que, por sermos os mais novos, tivemos o ingresso adiado. Com ele brincava, ria e, por isso, o recordo sempre como tendo sido o meu primeiro "namorado"... Um dia a família dele mudou-se para uma casa com um grande jardim nos arredores da cidade.
Como as nossas mães eram muito amigas continuaram a visitar-se e graças a essa amizade o convívio manteve-se até ao momento em que a vida, com as suas voltas nos separou e os encontros passaram a ser mais esporádicos, mas sempre selados por um grande abraço.
Este grande Amigo um dia resolveu partir para um lugar distante, mas comigo, com todos os que conviveram com ele, com a família que o amava ficou uma saudade que nunca deixa de doer.
Esta a minha pequena homenagem e os votos de que, quando nos voltarmos a encontrar, ele me cante uma bela canção.

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Legenda: José Merino, Maria Eufémia, Ilda Maria e D. Celeste (Mãe do Zé e M.Eufémia). 

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  por Ilda Maria Marques

05.04.20

GERMANO-MOSAICO 4


os tubaroes, Viseu

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# - Com um agradecimento à Foto Germano. Fotos de uma exposição realizada em 2007 no Hotel Montebelo pela organização do OMA com a Foto Germano.

 

04.04.20

GERMANO-MOSAICO 3


os tubaroes, Viseu

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            # - Com um agradecimento à Foto Germano.

               - Fotos de uma exposição realizada em 2007 no Hotel Montebelo pela organização do OMA com a Foto Germano.

 

03.04.20

GERMANO-MOSAICO 2


os tubaroes, Viseu

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   # - Com um agradecimento à Foto Germano.

      - Fotos de uma exposição realizada em 2007 no Hotel Montebelo pela organização do OMA com a Foto Germano.

01.04.20

GERMANO - O Mestre da Arte Fotográfica.


os tubaroes, Viseu

Germano Bento Ferreira (1912-1975).

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      001 Germano Bento Ferreira (1913-1975).jpg

          O Acervo fotográfico que o GERMANO deixou, verdadeiro Património da cidade, demonstra a sua Mestria na Arte fotográfica nas duas grandes disciplinas: paisagem e retrato.

Na paisagem destacam-se as inúmeras fotografias de Viseu e o seu desenvolvimento ao longo dos anos 50 e 60, incluindo a fotografia aérea, na qual também foi pioneiro.

Germano Bento Ferreira foi um fotógrafo de Viseu que enobreceu a cidade. Com um comportamento cívico digno de nota, pessoa educada de trato e traje elegante, discreto, retratou a cidade onde se estabeleceu nos anos 40 como ninguém.  Homem do seu tempo com espírito aberto cedo se ligou à modernidade automóvel e até aos aviões. Em algumas das suas fotos podem ver-se os seus automóveis, devidamente estacionados, a representarem sua assinatura. Também tirou o brevet e são dele as primeiras e melhores imagens aéreas da cidade.

Pelo seu Estúdio na Rua Formosa, 97, passou toda a cidade e era hábito seu colocar na montra fotos de Estúdio dos rostos mais bonitos da região. Numa tarefa menos conhecida também se dedicou à pintura da qual ainda existem alguns testemunhos em colecções particulares.

Foram-lhe sempre atribuídas ideias de liberdade que se vieram a confirmar no 25 de Abril que assumiu com grande alegria e dedicação às causas pelas quais sempre militou com a sua habitual discrição e que não pode vivenciar por traição do seu coração.

Somos testemunhas de muitos contactos com o Artista, sempre atento à vida da cidade, como o atestam as 6 sessões exclusivas de fotos do nosso conjunto durante a nossa carreira musical.

Aqui lhe prestamos esta singela homenagem.

Nota: Com os agradecimentos à Foto Germano.