Este blog descreve momentos da vida da banda de rock "Os Tubarões", de Viseu, Portugal entre 1963 e 1968. This blog describes rock band moments of life "Os Tubaroes", Viseu, Portugal between 1963 and 1968.
27 de Novembro de 2017

 

Sarau de Finalistas: 27/1/1968 

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 No ano lectivo de 1967-1968 dois dos elementos do conjunto eram finalistas do Liceu Nacional de Viseu: O José Merino (vocalista) e o Victor Barros (viola ritmo). Esta circunstância levou à sua participação nas festas do fim de curso e, por arrasto, o conjunto foi também envolvido em tais actividades, facto que já acontecera, pelos mesmos motivos, na edição anterior (1966-1967).

As festas dos finalistas tinham várias ocasiões importantes: A eleição da Comissão de Finalistas; a colagem dos cartazes; a serenata às colegas de curso e namoradas; o Baile de Finalistas e o Sarau. O Baile e a Matinée tinham ocorrido a 6 e 7 de Janeiro de 1968 com o Sheiks e Os Tubarões, restando o último grande evento, o Sarau de Finalistas, marcado para Sábado, dia 27 de Janeiro e que envolvia todos os alunos procurando cada um deles demonstrar as suas qualidades artísticas.

 

Vivia-se a 2ª metade dos 60’s. Diversos movimentos despontavam pelo Mundo: Os hippies contra a guerra fria e a guerra do Vietname, a favor dos negros vivia-se o movimento black power, experiências com drogas, a minissaia, os movimentos estudantis invadiam as ruas em contestação e vivia-se o apogeu da influência universal da música dos Beatles com Dylan e os Stone’s por perto, entre outros.

Mesmo numa cidade do interior como Viseu vivia-se uma atmosfera de mudança com reflexos numa juventude mais participativa e o envolvimento de jovens Professores com uma postura de maior proximidade com os seus alunos, como veio a acontecer nesta edição das festas estudantis.

 

Liderados pelo professor Dr. Gustavo Barosa que tinha a seu lado o Dr.José Coelho dos Santos e a D.Sílvia Ribeiro Simões foi preparado um grande Sarau com um enorme cartaz que incluiu:

  • Teatro: “O Doido e a morte”, peça em 1 acto de Raul Brandão;
  • A Poesia de Fernando Pessoa;
  • Dança;
  • Variedades;
  • Fados de Coimbra.

Veja aqui o Programa do Sarau:

 

 Como se pode constatar o programa era ambicioso e foi um sucesso que teve repercussões.

 

Imprensa da época - Jornal da Beira de 2/2/1968

 

 Com a devida vénia transcrevemos excertos reportagem do Jornal da Beira a 2/2/1968:


" Assinalando o centenário do nascimento de Raul Brandão, ocorrido em 1967, foi apresentada a curiosa e divulgada peça “O Doido e a Morte”, em que bem se patenteia o talento polifacetado do autor, que nos legou múltiplas produções literárias, quer como romancista, jornalista e historiador, quer como dramaturgo.A encenação e direcção da mesma peça deve-se à reconhecida competência e dedicação do Prof. Dr. Gustavo Barosa; os ensaios estiveram a cargo de outro mestre, o Sr. Dr. José Coelho dos Santos.

Particularmente boa a interpretação do papel de Milhões, a cargo de José Merino. José Girão, na figura de Governador, ressentiu-se bastante dos trabalhos de preparação, traíndo-o, por vezes, a entoação da voz.

Não quiseram os Finalistas deixar de consagrar um momento de poesia ao grande génio que foi Fernando Pessoa. Numa cuidada selecção, a assembleia foi brindada com a audição de algumas das melhores produções do grande poeta. Disseram-nos: Aurora, Conceição, Isabel, Guida, Natércia, Tita e José Rui. Pouco antes, já os mesmos jovens haviam apresentado produções poéticas de A. Herculano, Florbela Espanca e José Régio.

Uma classe de dança, sob a direcção da Profª. D. Sílvia Simões exibiu-se seguidamente e colheu fortes aplausos.

Na rubrica Variedades, actuou um “respeitável conjunto de bigodes”, com Abel Boavida em vocalista. A parte musical continuou com a actuação de “Os Tubarões” (conjunto académico yé-yé, bem conhecido em Viseu e mesmo fora) e de um grupo de meninas (Raquel, Romy, Luzia e Lucy), vindo o espectáculo a terminar com Fados de Coimbra, em que se exibiram Victor e Luis Gonçalves, à guitarra e à viola, e Abel Boavida, como cantor-solista." 


 

 Nós, "Os Tubarões", estivemos envolvidos nos ensaios e preparação do Sarau além de uma actuação própria. Ensaiámos com três bonitas finalistas a interpretarem outros tantos êxitos da época:

          Na foto (e-d): Luzia Sampaio, Rosa Figueiredo Lopes e Lúcia Vasco.

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No Palco do Ginásio do Liceu, Rosa Figueiredo Lopes interpreta ADIOS AMORE,

 podendo ver-se ainda na foto o Victor Barros (v.ritmo) e o Luis Dutra (v.baixo)

 

 Na nossa actuação apresentámos pela primeira vez em público dois temas inéditos de nossa autoria e que integram o nosso disco EP-60-999, o qual só sairia para o mercado no mês de Fevereiro seguinte: Foram eles BABY IT HURTS e o POEMA do HOMEM RÃ, sendo este tema o 1º poema de um Poeta português consagrado a ser musicado por um conjunto POP.

 

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Fados de Coimbra no encerramento do Sarau: Abel Boavida acompanhado à guitarra pelo Victor Gonçalves e à viola Luis Gonçalves e com a presença no Palco do Ginásio dos Finalistas com as sua Cpas e Batinas.

 

  Foi um agradável Sarau do Liceu que mobilizou de forma entusiasmante os jovens da época e até serviu de inspiração para a criação de um Movimento cultural chamado Geração de 60 que chegou a publicar um Jornal.

 

 

 

  

 Pelo nosso lado mal poderíamos imaginar que a nossa agradável participação no Sarau de Finalistas do Liceu Nacional de Viseu de 1967-1968 viria a ser a nossa última actuação pública em Viseu. Estreámos o nosso disco e nunca mais actuámos na nossa cidade. Continuámos a nossa intensa actividade musical em festas de finalistas, espectáculos, no Casino da Figueira da Foz durante o Verão e, em Setembro, no Baile da Festa das Vindimas em Nelas, anunciámos o fim da carreira musical de “Os Tubarões” pois começámos a ser chamados para cumprirmos o Serviço Militar Obrigatório.

E nós, como tantos outros, lá fomos … e por lá andámos: por África e não só ...

 

porep

Agradecimentos: Rosa Figueiredo Lopes e Jorge Vicente.

publicado por os tubaroes, Viseu às 12:51
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11 de Julho de 2015

Old Lady é um tema musical criado pelo José Merino em 1966 com nítida influência “Beatles”. O Zé vivia o seu período mais fértil em criatividade e, soubesse ele tocar algum instrumento, mais títulos musicais teríamos hoje em carteira. Sempre a cantarolar Beatles, rapidamente introduzia variações nos temas que trauteava nascendo um novo trecho musical que posteriormente desenvolvia.

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    - Estávamos no início do ano lectivo 1966/67, primeiros dias  do  Outono.

O Zé Merino vivia em Santo Estêvão e o pai tinha um armazém de lanifícios no nº 36 da Praça D. Duarte, onde hoje está instalada a loja de antiguidades Secopiorum. Todas as manhãs a família chegava de carro pelas 08H45 à Praça D. Duarte, onde nos encontrávamos, e os dois seguíamos juntos para o Liceu pelo trajecto Rua do Comércio, Rua Formosa, Rossio, Parque e Liceu. A Rua Formosa tinha trânsito desde a Praça de Santa Cristina até ao Rossio e o Mercado 2 de Maio era um rebuliço àquela hora cheio de gente.

Quando seguíamos na Rua Formosa no passeio do lado do mercado, apercebemo-nos de que, em frente ao Horta, uma velhinha tentava atravessar a rua com alguma dificuldade devido ao trânsito automóvel que a assustava. O Zé não hesitou e atravessou a rua pegando no braço da Sra. ajudou-a a dirigir-se para o seu destino que era o Mercado. Logo após este gesto, no resto do trajecto para o Liceu o Zé começou a trautear a música e a criar a letra desta sua 1ª composição que tem como título “Old Lady”.

  

 

 

Ao tempo ensaiávamos no Salão Nobre do CLUBE de VISEU, onde tínhamos os instrumentos montados.

Gravador-grundig-tk141.jpgFazia da parte da Direcção o Dr. João Lima, prestigiado Advogado da cidade, que muito nos apoiava e várias vezes referia a necessidade de gravarmos um disco. Um fim de semana em que ensaiávamos o Dr. João Lima apareceu muito entusiasmado com o novo e fantástico gravador Grundig estereofónico que tinha adquirido e que poderíamos utilizar para gravarmos umas músicas.

Dito e feito. Um belo fim de semana lá fomos para o Clube de Viseu ensaiar. O Dr. João Lima e o Rogério Dourado montaram o gravador mesmo no meio do Salão com o microfone dirigido para o Palco. Fizeram-se vários ensaios para estudar o melhor local para a localização do fantástico microfone, também ele estéreo com duas cabeças de registo de som e lá fizemos a nossa primeira gravação de três originais que foram editados pela GROOVIE RECORDS   em 2013.

 

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(e) Foto da bobine original dos temas gravados no Salão Nobre do Clube de Viseu em 1966.

 

 

 

 

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(d) Capa e disco com foto original no palco do Clube de Viseu em 1966

 

 

 

 

 

 

Foram gravados 3 temas originais: Old Lady (José Merino); A girl for me (José Merino e Luis Dutra) e Come back (José Merino e Victor Barros), editados em 2013 e ainda à venda na Editora GROOVIE RECORDS com a referência A PE00001-13.

 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 17:31
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01 de Maio de 2014

A estreia oficial do conjunto ocorreu a 26 de Abril de 1964 no Salão Nobre do Clube de Viseu.
50 anos depois, correspondendo a um convite da Direcção do Clube de Viseu e do seu Presidente Dr. Francisco Mendes da Silva, decorreu uma cerimónia no mesmo Salão Nobre que incluiu uma Sessão Evocativa (I), uma exposição da vida dos Tubarões com fotos e reportagens, cartazes, programas, discos editados, instrumentos e trajes originais do conjunto (II) a que se seguiu a inauguração de uma vitrine com o espólio do conjunto relacionado com a vida deste naquele Clube (III).

A Sessão Evocativa (I) foi presidida pelo Dr. Francisco Mendes da Silva, Presidente da Direcção do Clube de Viseu, que salientou a razão de ser da cerimónia e os antecedentes que levaram à sua realização. 

 

 

 

Sobre a carreira musical do conjunto e algumas vicissitudes particulares vividas pelo grupo falou quem as viveu por dentro: José António Sacadura: 

 

 

 

"Reunimo-nos hoje para assinalar 50 anos do 1º concerto dos Tubarões, nesta sala do Clube de Viseu.

 

Pessoalmente estou aqui por uma razão muito simples: Amizade. 

Mas uma amizade que nada tem com o popular ditado que diz serem os amigos para as ocasiões, porque para mim, os amigos são para sempre. E como diria outro amigo que partiu recentemente” Um verdadeiro amigo é alguém que pega a sua mão e toca o seu coração. “(Gabriel García Márquez)

 

Estou certo que a maioria dos presentes recorda o trajecto percorrido pelos Tubarões. Muitos tiveram oportunidade de conhecer detalhes das peripécias vividas na época, graças à leitura do Livro “Viseu Anos 60”,que o Eduardo Pinto deu á estampa.

 

Por isso mesmo, não vou repetir factos ali retratados. Limitar-me-ei a evocar, muito sucintamente, alguns aspectos que ajudem a compreender o que esteve na origem, deste grupo de “afoitos infantes”.

 

No início dos anos 60, na juventude visiense predominava um grupo de mais velhos, digamos do 5ºano do liceu para cima, que por já usarem barba, nós, do grupo dos mais novos, passámos a designar” carinhosamente” por Xibos.

 

Esse grupo, aos domingos à tarde, promovia, aqui no Clube de Viseu, matines dançantes.

 

Nós, os mais novos, que já frequentávamos o Clube de Viseu, começamos a assomar á porta desta sala e alguns aventuraram-se a dar o seu pé de dança.

 

A condescendência dos mais velhos, lá permitia a nossa presença, embora sem voto na escolha das músicas postas a tocar no gira-discos.

 

Mas, para este grupo dos mais novos, as matines sabiam a pouco.

 

De alguma maneira influenciados pelas notas musicais que abalavam estruturas e traziam cheiro de novos tempos, e querendo fugir aos olhares “do Regime rigido”, a que no Clube estavam sujeitos, procuraram uma solução alternativa, que lhes desse mais liberdade.

 

E, a solução pensada apontava para criar o que viria a ser um precursor das Bandas de Garagem, neste caso,  um  orgulhoso “clube de garagem”.

 

Porém, um problema subsistia, onde conseguir uma garagem?

 

É então que o Vitor Barros, Vitó para os amigos, consegue convencer seus pais a autorizar que o sonho se tornasse realidade.

 

Assim, não propriamente na garagem, mas, na cave de sua casa em Massorim, nasceu o clube “Só +2”. Mais tarde viria a evoluir e passou a designar-se por “Tic-Tac”.

 

Ali realizávamos matines dançantes às quartas e sábados, com acesso muito restrito e sem mirones.

 

Não se pense que era um Clube qualquer, pois em réplica do Clube de Viseu, também tínhamos lanches e sala de jogo.

 

Para o nosso grupo de então entra um recém-chegado a Viseu, vindo de Moçambique, o António Fernandes, Tó Fifas para os amigos.

 

O Tó Fifas aporta ao grupo novos conhecimentos, que muito contribuíram para o seu fortalecimento.

 

Desde logo, e por graça o refiro, uma nova forma de assobiar, que passámos a usar nas nossas deambulações nocturnas e que peço ao Fifas para exemplificar.

 

Mas o mais interessante foi ter-nos revelado o seu lado artístico, tocando viola e harmónica na perfeição.

 

Daí nasce a ideia de formar um conjunto,” uma Banda de Garagem”, pois  na época banda, só a dos Bombeiros Voluntários ou a de Quadrazais.

 

E para formar esse almejado conjunto havia apenas que ultrapassar um pequeníssimo problema: Nenhum de nós sabia tocar qualquer instrumento.

 

Para que o Fifas, constituído e arvorado em Mestre, pudesse exercer o seu papel,

era preciso seleccionar quem tivesse aptidões para a coisa e arranjar uns instrumentos para iniciar as lições.

 

Tudo isto parecia fácil, até porque para cantor, o Zé Merino preenchia os requisitos, como agora se diz, e não precisava de aprender a tocar. Um dos poucos que se salvava, no meio da harmoniosa desarmonia.

 

Depois de conseguidas duas violas de empréstimo, só ficava a faltar o local para os ensaios.

 

Pois é, mais uma vez a solução passou por casa do Vitó.

 

Ali, na sala de jantar se juntavam o Vitó, o Eduardo, o Luis Dutra, o Zé Merino e o Fifas. Eu, que nem para tocar ferrinhos tinha queda, ( aliás,  meu instrumento de eleição), permanecia de espectador atento, dando apoio moral, e tentando perceber do aproveitamento dos alunos.

 

As violas lá iam contribuindo para o avanço dos instruendos, mas pior estava o baterista Eduardo, que tinha de se contentar com umas caixas de sapatos, uns testos de panelas e uma baquetas, ou melhor canetas da famosa marca BIC.  Assim, se escreveu, literalmente , o primeiro capítulo da história musical do conjunto.

 

E desta forma simples, mas com muito trabalho e dedicação e ultrapassando difíceis obstáculos, o Mestre Fifas conseguiu, com os seus dotes, aproveitar os talentos dos companheiros: Vitó, Luis, Eduardo e Zé.

 

E o melhor corolário foi o espectáculo dado nesta sala em 26 de Abril de 1964, há precisamente 50 anos. Quem diria que os penetras das matines de domingo” esses afoitos infantes”, viriam abafar o gira-discos e os Xibos dançariam ao som das suas tocadelas?

 

Depois de tão prometedor começo, surge a evolução com a entrada dos talentosos Carlos Alberto Loureiro, e mais tarde a do Quim Guimarães.

 

E a carreira lá vai continuando.

 

Mas o zénite chegou com a participação no famoso concurso ié-ié no Monumental em Lisboa, onde assisti a todas as eliminatórias, e para onde mobilizei amigas e amigos daquela época para um apoio forte. Lembrem-se que era um conjunto de província, desconhecido da juventude da capital.

 

A participação foi excelente e o resultado final ninguém o pode explicar, pois em nada correspondeu ao valor de cada um.

Por esta ocasião entra para o lugar do Quim o Valdemar, Vató para os amigos.

 

Pessoalmente e sem qualquer facciosismo posso garantir que os Tubarões mereciam o 2º ou  3º lugar e que o 1º deveria ter sido para os Sheiks, embora o resultado final não tenha explicação plausível. Mistérios do Movimento Nacional Feminino.

 

 Mas para que esta evolução se tivesse tornado realidade foi peça chave, o Exm Senhor Xavier Sá Loureiro, pai do Carlos Alberto, que deu o suporte financeiro indispensável para aquisição de novos instrumentos, supervisionava o dia a dia e toda a logística dos concertos .

 

Como corolário daquela participação, alcançaram a almejada meta: Gravar um disco.

 

Vivendo os Tubarões em Viseu e sendo necessário promover o disco pelas rádios em Lisboa, coube-me a mim e ao Fernando Pascoal de Matos, então já a viver em Lisboa,

dar as entrevistas a esses programas, de que recordo 23ªHora na RR. e PBX na Comercial.

 

Concluirei, afirmando claramente que sem o talento do Fifas, o extraordinário casal Barros, verdadeiros visionários e apoiantes incondicionais, deste grupo, os Tubarões não “teriam saído ao mar”.

 

Sem o suporte financeiro e controlo activo do Sr. Xavier Sá Loureiro, os Tubarões não teriam “nadado até outros mares”.

 

Tendo também, bem presente na memória, o Sr. Sá Loureiro, e  os amigos que tão cedo nos deixaram, Zé Merino e Luis Dutra. Mas quem é lembrado, nunca desaparece.

 

 Quero aqui prestar uma especial e singela homenagem à  Exmª  Senhora Dª Margarida Barros, que felizmente ainda se encontra entre nós e de boa saúde.

 

A Senhora Dª Margarida Barros, mãe do Vitó, foi de facto uma senhora  que  manifestou uma compreensão da juventude dos anos 60, acompanhou este movimento libertário, muito para além dos padrões praticados, pela sociedade de então.

 

 Enternecedora, na forma como acompanhava as nossas iniciativas, o carinho com que nos recebia em sua casa, será sempre recordada com muito afecto por todos os que a frequentaram.

 

E porque uma das singularidades da vida é não o “adeus”, mas o “ reencontro”, peço, para todos os que acabo de evocar, aqueles que partiram e para  os amigos de sempre, aqui presentes, Vitó, Fifas, Eduardo e Carlos Alberto  peço, dizia eu, uma calorosa salva de palmas.

 

Obrigado"

 

Apoios: José António Sacadura, Fotógrafo José Alfredo.

porep 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 00:24
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27 de Junho de 2013

S. Pedro do Sul foi uma terra importante na carreira de “Os Tubarões” por influência da Família do Vitó (Victor Barros), especialmente dos seus Pais D. Margarida Barros e Sr. Francisco Barros que sempre nos acarinharam e trataram como filhos. A porta da casa de S.Pedro estava sempre aberta e foram inúmeras as vezes que por ali ficámos com cama, mesa e roupa lavada.

 

Pois nos finais de 1963 lá fomos tocar no Clube de S.Pedro com instrumentos emprestados. Tocámos meia dúzia de músicas que todos esqueceram, nem seriam para recordar.

Já em 1964, estagiamos nas Termas, actuámos na FNAT, na MÓ - a primeira discoteca da terra construída no cimo do edifício cilindríco de um antigo moinho localizado mesmo junto do rio com acesso pelo lado direito da ponte em frente à Pensão David e no então chamado Casino – localizado no primeiro andar do Balneário Rainha D. Amélia. Em 1965 e 1966 animámos diversas festas no Hotel Lisboa.

Em 1967, no Cine-Teatro de S.Pedro do Sul demos um concerto de beneficência a favor dos Bombeiros Voluntários e acompanhámos a Lenita Gentil, actuámos nas Festas da Vila em Junho num Arraial Minhoto localizado nos Jardins do Palácio do Marquês de Reriz e em 1968 na Cabana, uma Boîte criada nos jardins da Vivenda Maria José, frontal ao jardim da Câmara Municipal.

As fotos reproduzem a nossa actuação nas Festas do S.Pedro na Cabana.

 

 Legenda (esq-dir): Carlos Alberto Loureiro (teclas), José Merino (voz), Victor Barros (v-ritmo), Eduardo Pinto (bateria) e Luis Dutra(v-baixo). Os exames retiveram o Vató no Colégio do Carregal do Sal, onde estudava, pelo que não participou na festa.

 

Estaríamos sem dúvida no auge da nossa carreira em termos musicais e instrumentais, como se comprova nas fotos.

 

 

Instrumentos: Orgão Farfisa Compact Duo; Violas Fender Stratocaster e Guild Starfire Bass.

 Amplificadores: VOX AC30; VOX UL460; VOX730 e Burns 6X2 120 para as vozes.

 

 E as Festas de S.Pedro em S.Pedro do Sul em 1968 foram um retumbante sucesso ainda hoje recordadas por muitos, como o descreve o Zé Pereira que as organizou e até aliciou o VItó conseguindo não só a nossa presença "Cabeça de Cartaz" como um reduzido cachet (três actuações com o cachet de duas) num lanche negocial animado que ele ainda hoje recorda. 

  

“  ...    V.Exª deverá recordar-se da importância que teve no ano de 1968 o contrato fechado com a famosa discoteca "A CABANA" com o qual esse grupo foi beneficiado a troco de umas cervejas pagas pelo Vitó nas negociações que ocorreram, no Café do ………, no largo frente á sua casa. 

O êxito então verificado ficou a dever-se em grande parte à promoção que fizemos nos meios de comunicação social nacionais e internacionais, o que chegou a ter a intervenção da PIDE e dos nossos amigos Legionários para controlar e fiscalizar o elevado número de entradas. O Comandante era nosso amigo pois diariamente se alimentava de bom vinho de Lafões tendo também ajudado sem problemas. A "grande enchente" feminina foi motivada pelos artistas, belos, garbosos e altamente coloridos, que tocaram e encantaram levando a referida população feminina a manifestar-se estrondosamente…

 

Com a colaboração de Zé Pereira.

 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 22:03
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05 de Abril de 2012


 
Com a devida vénia ao Semanário O Figueirense de 20120405, foto do dia 31/3 no Casino da Figueira.
Legenda (esq.dir.): Carlos Alberto Loureiro, teclados, Vató(Valdemar Ramalho), viola solo, Eduardo Pinto, bateria, Vitó(Victor Barros), viola ritmo e Luis Dutra, viola baixo.  

 
publicado por os tubaroes, Viseu às 23:16
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25 de Abril de 2011

 

Quase todos os dias, normalmente depois das aulas, passávamos pelo nosso clube de garagem o “TIC-TAC”. Aos Sábados tínhamos quase sempre audição de novos discos e por vezes baile com ensaios de passes para as danças das matinées do Clube de Viseu. Quanto ao Conjunto continuávamos a ensaiar na Casa do Adro. Como instrumentos tínhamos as duas violas holandesas Egmond Manhattan, uma viola acústica, a caixa de sapatos e, quando podíamos, uma bateria alugada ou emprestada, mesmo só com a tarola e um prato. A nossa “playlist” iniciou-se com alguns dos êxitos do Cliff Richard incluindo, entre outras, as seguintes músicas: Evergreen tree, The young ones, Bachelor boy, Living doll, A girl like you, When the girl in your arms. Dos Shadows, só soladas, como Perfídia, Apache, Guitar Tango, Peace Pipe, Dance On e Sleep Walk. Do Elvis ensaiávamos o It’s now or never, Tutti frutti, Be-bop-a-lula. E também outros êxitos da época como o Oh Carol do Neil Sedaka, América, La Bamba e o If I had a hammer do Trini Lopez, o Bye bye love, The Everly Brothers, When the saints go marching in, Louis Amstrong, Hello Mary Lou, Ricky Nelson, e o Derniers Baisers dos Les Chats Sauvages. Incluíamos ainda algumas outras músicas instrumentais como as Crianças do Pireu, e o Charlston que eram sempre bem acolhidas pelo público gerando sempre alguma animação na pista. Um pouco mais tarde as músicas dos Beatles.

Foi em Março de 1964 que a Radio Caroline, a mais famosa estação clandestina de rádio, iniciou as suas emissões a partir de um barco localizado em águas internacionais ao largo do Reino Unido. Foi criada com o objectivo de promover a novíssima música Pop e os novos conjuntos musicais que as Rádios tradicionais não passavam, e algumas até, boicotavam. A Radio Caroline lançou os novos conjuntos, discos, singles e elaborava uma classificação semanal dos êxitos através do seu Top Ten. Foi esta a rádio que promoveu os Beatles, os Rolling Stones, os Who, os Animals, os Searchers, os Kinks, os Manfred Man, os Hollies, os Birds e muitos outros, com os lançamentos antecipados dos seus novos singles. Tinha um tipo de locução muito viva e dinâmica que contrastava com a voz pautada e respirada da escola de rádio tradicional. E nós por cá sintonizávamos em FM o programa “a 23ªHora”, um programa da nova geração, dinâmico e com muita audiência junto das camadas jovens, e um pouco mais tarde o “Em Órbita”, no Rádio Clube Português. A música Pop ganhava definitivamente o estrelato.

Em Abril reiniciaram-se as matinées quinzenais no Clube de Viseu, sempre aos domingos, agora organizadas pelo grupo Arranha Teddy Twist Club (Os Xibos) liderados pelo O.Martins, F.Matos, Palhoto e J.Barreiros. Era o Grupo mais próximo do nosso, cerca de um ano lectivo mais adiantados, e que acompanhavam à distância as notícias sobre a evolução do Conjunto. Surgiu então a ideia de se organizar uma matinée dançante para a apresentação pública de Os Tubarões junto do seu público alvo. Aconteceu a 26 de Abril com instrumentos e aparelhagens emprestados, em que ainda um dos nossos Rádios serviu de amplificador da viola ritmo do Victor, uma Egmond Manhattan. Foi uma tarde memorável, um grande sucesso com sala esgotada, que gerou uma boa receita a qual permitiu o arranjo do gira-discos do Clube, que já apresentava sinais de algum cansaço. Fizémos dois takes de cerca de uma hora cada com um intervalo e, no final, alguns encore, naturalmente a pedido do público. Dessa data e para a posteridade ficou esta foto com o nosso primeiro grupo de Amigas, Fãs e Admiradores. Na foto podem ver-se: (Superior, esq/dir.) Sá, António Júlio Valarinho, Tó Fernandes, Tito, Eduardo Pinto, Cristiano e mais atrás o Luis Mesquita e o Carlos Alberto ao tempo do Conjunto “Os Ases” com quem partilhámos alguns instrumentos e equipamentos; (meio, e/d) Zé Sacadura, Luis Dutra, Vitó, Zé Merino e Frederico; (em pé) Lena Viegas, Graça Ébil, Anita, Manuela, Helena, Teresa Guerra, Alcina e Dulce. Este sim foi para nós o nosso verdadeiro baptismo de palco, o nosso primeiro concerto para o nosso público, num Palco de boas memórias onde voltámos a actuar inúmeras vezes.

 ‘.’ Extracto do livro porViseu'60s. - Retratos de Viseu nos 60's, e da vida musical do Conjunto Académico Os Tubarões, a editar em breve.

publicado por os tubaroes, Viseu às 18:35
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24 de Fevereiro de 2011

 

O Carnaval de 1968 foi a 27 de Fevereiro. Fomos contratados para fazermos o Canaval na Neve pelo Clube Nacional de Montanhismo. Foi um óptimo contrato objecto de leilão entre as várias propostas que nos surgiram, e que se fechou com um

cachet no valor de 30.000$00 mais a estadia.

Saímos de Viseu no Sábado de manhã à frente de uma grande comitiva com vários carros e muitos amigos. Estava um dia muito frio, chovia muito, e por isso optámos pelo trajecto Viseu, Guarda, Covilhã, Torre. Nevava quando chegámos à Covilhã, onde nos concentrámos e almoçámos. A subida para a Serra foi muito difícil porque caía um grande nevão e havia uma grande fila de trânsito nos dois sentidos. Na frente seguia a D. Urraca (a nossa carrinha VW pão de forma) com o Rogério Dourado e o Victor Barros, carregada com os instrumentos. Subia muito lentamente e começou a patinar. As horas passavam e não se avançava. Pedimos ajuda à GNR que, com dois jeeps, conseguiu fazer chegar a D. Urraca ao Clube de Montanhismo, já rebocada e com o motor gripado.

Com o Salão completamente esgotado, nessa noite a festa começou  pouco mais tarde mas animou muito e foi até às tantas.

Foi o Carnaval mais divertido da história do Conjunto.

Cá fora a neve caía incessantemente e as estradas continuavam bloqueadas. O Carnaval da Neve realizava-se nas Penhas da Saúde na Colónia Infantil da Montanha, um edifício grande que além do Salão da Festa tinha várias camaratas. Como ninguém podia sair a Organização disponibilizou as camaratas, divididas em feminina e masculina com os tradicionais beliches, separadas por meias paredes que não chegavam ao tecto. Muito tarde e a más horas, depois de o Baile acabar, começavam os diálogos entre os casais separados na busca dos artigos de higiene, que propiciavam comentários cruzados, oportunos, com muito humor e a gargalhada era geral. O Vató andava muito inspirado e saía-se com cada àparte que não deixava ninguém dormir. E como era Carnaval …

Foi de morrer a rir!

 

 Na foto, da tarde de 25 de Fevereiro de 1968, o José Merino, o Carlos Assunção (Os Corsários) e o Carlos Alberto Loureiro brincam na neve frente à Colónia. Pode ainda ver-se o Cooper do Assunção estacionado junto à Colónia.

 

 

 

 

 

 

 

Por Eduardo Pinto, extracto das memórias de Os Tubarões.

 

os.tubaroes.viseu@gmail.com    http://ostubaroesviseu.blogs.sapo.pt/

 

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publicado por os tubaroes, Viseu às 22:31
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23 de Fevereiro de 2011

 

Imprensa em 1968

A imprensa comenta o nosso disco:

“Eles são seis. Carlos Alberto, Vitor Barros, Luis Dutra, José Alexandre, Valdemar António e Eduardo Pinto formam «Os Tubarões». Viseu orgulha-se do seu jovem conjunto. E eles sabem prestigiar a cidade onde vivem. O seu primeiro disco, agora editado pela Alvorada, tem atrás de si quatro anos de preparação, que foi o tempo que «Os tubarões» deram a si próprios para estruturar o conjunto. E o disco, o EP-60-999, com dois trechos em inglês e outros dois em português da autoria dos elementos do sexteto, dá conta do nível atingido pelo conjunto de Viseu."



publicado por os tubaroes, Viseu às 00:28
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01 de Março de 2010

    Um dos maiores êxitos do cinema estreou em 1961. Trata-se de uma obra ímpar , "WEST SIDE STORY" , um filme que marcou toda a juventude dessa época de ouro e de referência chamada "os 60s.". Inovou, fez moda, lançou hábitos e comportamentos que se reflectiram no dia a dia dos jovens em todo o Mundo.
O enredo do filme, o formato, a qualidade musical e o casting eram excepcionais como o comprovam os inúmeros prémios obtidos, nomeadamente 10 Óscares e mais de 15 outros prémios. Com um formato de opereta musical, abordando de forma inovadora o tema da emigração e integração dos jovens Porto Riquenhos em Nova York, e uma banda sonora assinada pelo génio de "LEONARD BERNSTEIN" Maestro, Compositor e Educador, ao tempo de todos conhecido pela televisão com a transmissão dos seus célebres Concertos para Jovens com a Filarmónica de Nova York, onde com uma excitação e entusiasmo únicos explicava os passos e o ABC da música, de toda a música, de qualquer tipo de música.

 
O filme, considerado um "Romeu e Julieta" moderno, retrata a luta pelo controlo do território (ruas) entre dois grupos de jovens rivais -"gangs", um de Nova York, os Jets, e outro de Porto Riquenhos, os Sharks. Durante um baile um dos líderes dos Jets (Tony) cruza-se com a irmã (Maria) do líder dos Shark (Bernardo) e nasce uma paixão impossível e proibida entre “gangs” rivais.
Do elenco fazem parte nomes como Natalie Wood, no papel de Maria, Richard Beymer, o Tony, Russ Tamblyn, como Riff, Rita Moreno como Anita e George Chakiris, como Bernardo. Eram os principais actores de um enorme grupo que dançava, representava e cantava obras imortais como Maria, Tonight, I Feel Pretty, América e tantos outras, grandes músicas que fizeram sucesso e perduram até aos dias de hoje.
…/…
Um desporto muito popular no início dos anos 60 era o Hoquei em Patins. Portugal liderava nos campeonatos da Europa e Mundial e os relatos transmitidos pela Emissora Nacional prendiam todos os portugueses aos aparelhos de rádio. Clubes locais disputavam campeonatos muito emotivos com rivalidades regionais muito saudáveis. E o hóquei em patins era um desporto popular entre os jovens. Em Viseu tínhamos o campo do Fontelo e o campo do Parque da Cidade. E a prática deste desporto também era fomentada nos estabelecimentos de ensino (Liceu e Escola Comercial), facultando tempo e alguns meios para tal.
Nos anos 61 a 63 o nosso grupo começou a consolidar-se no hóquei em patins que praticávamos no Parque da Cidade. Terá sido em meados de 61 que o nosso amigo Júlio, mais velho, forte, muito boneicheirão e irrequieto, Guarda-Redes e Treinador de Hoquei, nos motivou e mobilizou para a criação do Hoquei Clube de Viseu. E lá andámos a formar o Clube, a criar os meios e a formar equipa para entrarmos no campeonato. E o Clube fez-se.
…/…
Foi a 23 de Abril de 1963 que o filme West Side Story estreou em Portugal. E terá sido num dos primeiros fins de semana de Junho de 1963 que o filme chegou ao Cine-Rossio de Viseu. Lembramo-nos bem do muito que conversámos, discutimos e fantasiámos a propósito do filme, de N.I., dos personagens, das músicas, danças e gangs.
Em Viseu os Cafés eram os lugares priveligiados de encontro e convívio dos jovens com afinidades comuns. Assim havia o Café Rossio (estudantes e bilhares), o Café Bijou (futebol), o Café das Beiras (estudantes da Escola Comercial), o Monte Branco (estudantes do Liceu), etc.
Porventura inspirados no West Side Story, alguns destes convívios deram origem a grupos com interesses específicos comuns e que tinham nomes próprios. Lembramos o grupo “Roça o tojo” do Café Rossio, com interesse nos bilhares e futebol, o grupo Arranha Twist Clube, com a alcunha de “Os Xibos” por grande parte dos seus membros usarem pêra, sediado no Arranha Céus onde se reuniam e ensaiavam danças como o Twist e o Slop que exibiam nas matinées do Clube de Viseu, e o grupo “Só+2”, sediado na Cave da casa do Victor no Maçorim, com organização de festas, bailes e ensaios de danças, e convívio em ambiente de “garagem”. Este nosso grupo tinha regras próprias, quotas semanais, lanches e bailes às 4ªs e Sábados ao som dos discos de vinyl tocados num fabuloso gira-discos portátil Teppaz-Óscar. A admissão de novos elementos era preferencialmente aos pares escrutinada por todos os membros. E um dos membros recentes do grupo foi o Tó Fernandes, vindo de Moçambique, bom ginasta, tocava viola e tinha um repertório engraçado. E daqui nasceu a ideia de formar um conjunto, à imagem de Cliff Richard e The Shadows, no top de então. Após a peripécia da escolha de quem tocava qual instrumento veio a atribuição de um nome. E imperou a opinião do nosso vocalista José Merino, que nunca escondeu a admiração que tinha pelo George Chakiris, o Bernardo dos Sharks do West Side Story, impondo o nome daquele grupo. Nasceu assim no último trimestre de 1963 o conjunto "OS TUBARÕES" com António Nogueira Fernandes (fundador e o único que sabia tocar viola e ficou o solista), José Merino (vocalista), Victor Barros (viola ritmo), Luis Dutra (viola baixo) e Eduardo Pinto (baterista).


http://www.myspace.com/tubaroes 

os.tubaroes.viseu@gmail.com
Eduardo Pinto, 2010-02-28
 

publicado por os tubaroes, Viseu às 01:12
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Os Tubarões em livro: porViseu'60s.
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