Este blog descreve momentos da vida da banda de rock "Os Tubarões", de Viseu, Portugal entre 1963 e 1968. This blog describes rock band moments of life "Os Tubaroes", Viseu, Portugal between 1963 and 1968.
25 de Abril de 2017

Joaquim Guimarães dos Santos (Quim Guimarães)

(C.V. Musical, Viseu anos'60s)

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- Do Avô herdou uma guitarra portuguesa mas a sua inspiração e admiração vieram do Pai, visto que o via e ouvia horas sem par a dedilhar a sua viola, e pelos 10 anos já o acompanhava em harmónica de boca.

Este dueto, Pai e Filho, chegou a gravar melodias que aos domingos iam para o Ar na antena da Rádio Caramulo com um repertório baseado no folclore nacional. A fama alastrou pelo bairro com a vizinhança a sintonizar bem alto a Rádio Caramulo e as transmissões dos arranjos musicais do Senhor Abel e seu filho Quinzinho. Aos 12 anos, ensinado pelo Pai, aprendeu os primeiros acordes na viola mas o que verdadeiramente despertou o seu talento foi o filme “Rock Around the Clock” do Bill Haley and his Comets, que viu da Geral do nosso AVENIDA TEATRO na Avenida Emídio Navarro (sensívelmente onde hoje está o Restaurante Casablanca).

 


"Teria uns doze/treze anos qundo pedi ao meu pai para me ensinar a tocar viola. Ele disse-me: olha Quim, eu ensino-te os tons e tu praticas... vai ser difícil ao principio e tens que ter os dedos da mão esquerda calejados. Ensinou-me a colocar a mão esquerda e a posição do pulso no braço da viola para abranger as cordas todas, e deu-me instruções para colocar os dedos da mão direita nas cordas para tocar. O que ninguém sabe é que aprendi a pôr os dedos da mão direita na viola de uma maneira incorreta... assim o dedo que deveria ser na corda mi pu-lo na corda sol e troquei a posição. Na viola eléctrica tocava com palheta mas na viola acústica sempre toquei técnicamente incorreto... ainda hoje!!!!" (... QG)


 

 

Não mais largou a viola e em 1960 foi convidado a participar no acampamento da Mocidade Portuguesa actividade incluída no evento da inauguração do monumento aos Descobrimentos em Belém. Neste encontro da juventude da Mocidade Portuguesa de todos os Continentes, os serões musicais eram encontros geracionais que animavam e uniam os jovens portugueses vindos de todos os cantos do Mundo.

Em 1961 num Sarau dos Alunos da Escola Comercial e Industrial de Viseu (actual Escola Secundária Emídio Navarro) teve a primeira formação musical com Gualter, que cantava “You are my destiny” e “Diana” grandes êxitos de Paul Anka, com o Fausto que tocava acordeão e o Quim Guimarães que já solava êxitos dos Shadows como “Os Cavaleiros do Céu” e o “Apache”.

 

- Anunciados como o Conjunto “Os Petas” a sua actuação foi considerada um grande sucesso e o início de uma carreira musical destes três jovens músicos que durante alguns anos animaram várias festas em Viseu em vários grupos musicais.

 

    (Os Petas) com (e-d) Desconhecido, Fausto, Gualter, Quim Guimarães e Desconhecido.

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 01 00 FB 539021_10200184076183227_133086078_n b.jpA evolução da música ligeira atraía cada vez mais a juventude e apareciam duos como “The Kings", trios vocais a cantar tirolês, Paul Anka, Conchas e, no Liceu, o Beto Gonçalves a cantar Elvis Presley. O Quim Guimarães passou a ser o “Viola” de serviço acompanhando todos eles na sua viola acústica, até que um jovem colega com muito geito para a electrónica inventou um microfone para a viola criando assim a sua primeira viola eléctrica inaugurada num famoso Sarau do Liceu.

 

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Ao tempo Viseu tinha um grande Mestre da música ligeira, Mário Costa, conhecido e apreciado a nível nacional que além de uma prestigiada Escola Musical de Acordeãos, desde os anos 50’s dirigia a Orquestra Cine JAZZ a qual, além de animar as festas e bailes que se realizavam pela cidade e arredores, acompanhava as grandes vedetas da Canção Nacional que muitas vezes actuavam no nosso famoso Avenida Teatro, acima referido. A idade de alguns elementos do Cine Jazz e os ventos da nova onda musical levaram Mário Costa a formar o seu próprio conjunto convidando o Quim Guimarães, o Gualter e o Fausto a juntarem-se ao Carlinhos da Sé, voz e bateria e alguns elementos vindos da Orquestra Cine Jazz.

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 Conjunto de Mário Costa com (e-d): Gualter (contra-baixo), Quim Guimarães (viola), António Correia (violino), Fausto (acordeão) e Mário Costa ao piano.

 

Em Janeiro de 1962 o famoso baile de finalistas do Liceu de Viseu teve como principal atracção o Conjunto italiano Andrea Tosi alternando com o Conjunto de Mário Costa. Para o Quim Guimarães foi a sua noite de sonho musical pois além de muito andar a aprender com os ensaios do Mário Costa pôde assistir ao vivo a uma actuação de outros músicos de grande craveira com quem também muito aprendeu. Motivos particulares levaram Mário Costa a sair da cidade. Camilo Costa, seu filho, ficou à frente da Escola de Acordeãos e o Conjunto Mário Costa deu origem a dois novos conjuntos em Viseu: Os Condes liderados por Camilo Costa e os Diamantes formados por Quim Guimarães (viola), Gualter (voz e contra-baixo), Fausto (piano e acordeão) e o Carlinhos da Sé (voz e bateria).

01 04 Diamantes copy.jpgOs Diamantes com (e-d): Norton, Fausto, Carlinhos da Sé e Gualter (Clube de Viseu, 1965).

 

Entretanto os Pais do Quim Guimarães deram-lhe um valioso presente: uma viola eléctrica.

Foi o momento da grande viragem da sua vida musical sentindo em definitivo que os seus verdadeiros companheiros de vida eram a música e a sua nova viola. Como perfeccionista que era, sempre se preocupou com o rigor da interpretação e a temática do som, uma disciplina não muito cuidada na região. Com a sua nova viola eléctrica entregou-se aos seus ensaios solitários, diários e de horas a fio. Objectivo: a perfeição !

 


"Nessa altura eu ensaiava muito, sózinho em casa. Por vezes passava horas a tocar viola e a praticar escalas. O Assunção, grande amigo meu, emprestou-me um gravador de fita com músicas novas, algumas do grupo francês "Les Chats Sauvages". Eles e outros grupos da altura inspiraram-me a adaptar "O Voo do Moscardo". Passei horas e dias a ensaiar sem parar, fiz muitos calos nas mãos, e finalmente usei o dedo mindinho que me ajudou muito na execução do Voo do Moscardo. A partir daí era capaz de executar qualquer música... não havia obstáculos para nada!!!”(... Q.G.)


  

E a sua interpretação do “Voo do moscardo” começou a ser muito famosa e apreciada pois era a mostra do seu virtuosismo e um momento alto nas suas actuações. Só a interpretava quando sentia motivação e ambiente para tal.

Os Diamantes lideraram as festas da cidade de Viseu e arredores entre 1962 e 1964 actuando por todo o Distrito de Viseu com uma playlist de músicas de baile composta por música tradicional portuguesa, brasileira e sul-americana, italiana e francesa. "Os Diamantes" evoluiram muito nesses dois anos e já se preocupavam com a sua apresentação cuidando a roupa com que actuavam e também a sua postura em palco.


“Tocámos muito, sempre juntos e aprendemos muito também, mas a nova música estava a chegar de Inglaterra... os guedelhudos!!! “Os Beatles!!!!! Twist and Shout”. Essa era a música que eu queria tocar. E um dia ouvi tocar um grupo novo de Viseu... “Os Tubarões”, e eles tocaram o Twist and Shout!!!!!!!!!!! Claro nessa altura “Os Tubarões” estavam a começar, mas notei logo muito potencial...” (... Q.G.)


 

Em meados de 1965, perante o desafio do Grande Concurso IÉ-IÉ, o Quim Guimarães foi convidado a integrar “Os Tubarões” como viola solo, missão que aceitou com alegria pois além de músicas dos consagrados Beatles e Rolling Stones "Os Tubarões" tocavam muitos êxitos dos conjuntos do momento destacando-se a música dos "The Animals", conjunto de Eric Burdon e Alan Price que se aventuravam em novos desafios instrumentais assentes nos blues e folk.

 


“... ... Começámos a ensaiar no Cine Rossio preparando a nossa participação no IÉ-IÉ. Nos ensaios, sempre que alguma música ou som não fosse do agrado do Quim, ele parava de tocar, saía do Palco e ia para a assistência ouvir-nos, esmiuçava todos os instrumentos e sons e obrigava-nos a repetir até perceber e levar-nos a corrigir o pormenor que não lhe soava bem. Com ele começámos a interpretar músicas de uma craveira musical mais exigente quer na vertente instrumental quer na vertente de vozes.” (...porViseu’ 60s.)


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Os Tubarões nos ensaios no Cine Rossio para Concurso IÉ-IÉ: Foto da esq.: 1ª Eliminatória (Out.1965); Foto dir.: 2: Semi-Final (Jan.1966). Formação: Voz: José Merino; Teclas: Carlos A. Loureiro; Viola Solo: Quim Guimarães; Viola Ritmo Victor Barros; Viola Baixo: Luis Dutra; Bateria: Eduardo Pinto.  


 

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A estreia de “Os Tubarões” com o Quim Guimarães ocorreu no “Jantar à Americana” no Grande Hotel Lisboa nas Termas de S. Pedro do Sul no final do mês de Setembro de 1965. 

 

 

 

Os Tubarões no Grande Hotel Lisboa- (e-d) Luis Dutra (Baixo), Victor Barros (Ritmo) e Quim Gui,marães (Solo) e José Merino (Vocalista).

 

 

A 9 de Outubro Os Tubarões apresentaram-se na 7ª Eliminatória do Grande Concurso IÉ-IÉ com “Os Sheiks” (Lisboa), “Os Galãs” (Porto), “Os Kzares” (Aveiro) e “Os Jovens do Ritmo” (Seixal). Juntamente com “Os Sheiks”, “Os Tubarões” foram apurados para a fase seguinte, as semi-finais.

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Concurso IÉ-IÉ: Os Tubarões no Palco do Teatro Monumental, Lisboa

 

 

- Entretanto em Portugal corria a moda dos Festivais IÉ-IÉ e também em Viseu se realizou uma tarde IÉ-IÉ numa matinée de domingo no Cine-Rossio com a participação de “Os Corsários” um conjunto também de Viseu e “Os Tubarões”, que as imagens documentam.

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Festival IÉ-IÉ em Viseu (1965): (e-d): Os Corsários (José Figueiredo, Carlos Assunção, Norton e Fernando Dias) e Os Tubarões (Luis Dutra, Quim Guimarães, José Merino, Eduardo Pinto e Carlos Lureiro.

 

- Em Dezembro os Tubarões foram notificados da sua passagem às meias-finais do IÉ-IÉ marcada para o dia 15 de Janeiro de 1966.


“Concurso IÉ-IÉ: Semi-final.

… Fomos chamados para a 2ª semi-final que se realizou a 15 de Janeiro no Teatro Monumental com os seguintes conjuntos: os Saints (futuros Claves), que vieram a ganhar na final do Concurso, os Jets, os Cometas Negros de Castelo Branco, os Kímicos, e os Boys de Coimbra.

... Entrámos em palco vestidos com um bonito fato cinzento de trespasse feito na Alfaiataria Freitas em S. Pedro do Sul e começámos com o Satisfaction, um clássico com aceitação muito generalizada e a adesão foi muito boa. Seguiram-se os primeiros acordes do baixo do We gotta get out o this place, último êxito dos Animals, grupo que tinha uma configuração instrumental muito semelhante à nossa para além do timbre do Zé Merino lembrar o timbre do Eric Burdon. Ainda com os aplausos no ar o Quim arrancou com os inconfundíveis primeiros acordes do “I Feel Fine” e terminámos com uma fortíssima interpretação do Zé Merino no “It’s my life” dos Animals, uma música do final do ano de 1965 especialmente escrita para a voz do Eric Burdon, com uma construção musical forte iniciada pela viola baixo que sincroniza com a viola solo na segunda frase musical, e assim se mantêm durante partes da música, sempre em crescendo, e sobre a qual evolui um timbre forte de voz que nalgumas fases incita ao diálogo com os coros. Sem dúvida uma boa música que nós tocávamos muito bem. E a plateia foi ao rubro. Foi uma tarde memorável. Não conseguíamos sair do palco pois os aplausos não paravam. O público pedia mais uma música e não se cansava de aplaudir. Nós agradecíamos no Palco com o Zé a dizer estar rebentado da garganta. Então o Quim Guimarães virou-se para o Júri algures no Balcão à nossa direita, levantou o indicador direito e interrogou: “só mais uma?” e foi-nos dada autorização. Interpretámos o “voo do moscardo”, um instrumental clássico que o Quim tinha adaptado à viola eléctrica, e em que demonstrava todo o seu virtuosismo. Brilhou com todo o Monumental em pé quando colocou a viola no ombro direito e solava com a viola nas costas. Uma monumental tarde no Monumental! Durante esta música parti uma das baquetas que me feriu um dos dedos jorrando sangue pela bateria. Tocámos até ao final com o público em pé. Foi uma ovação!” (...porViseu’ 60s.)


 

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Concurso IÉ-IÉ: Reportagem Jornal O Século de 16/01/1966 e anúncio dos Finalistas em Abril de 1966.

 


“Gostei imenso de tocar com a malta dos Tubarões... juntos vimos um progresso enorme em execução e adquirimos até fama nacional. Nunca me esquecerei da semi-final do concurso IÉ-IÉ no Teatro Monumental em Lisboa em Janeiro de 1966. Finalmente estávamos a fazer frente aos melhores conjuntos Portugueses da altura... foi um dos melhores dias da minha vida!!!! A gritaria era tanta que deixei de ouvir o que estava a tocar. Foi tudo por instinto... nessa altura não haviam sistemas de feedback. “Os Tubaroes” foram um sucesso enorme!

Foi também um dia muito triste da minha vida ... na audiência estava a minha namorada que me criticou muito porque eu só queria tocar a viola e ignorava os estudos. Foi um balde de água fria.

Assim acabou a minha jornada musical.” (... Q.G.)


Após esta semi-final "Os Tubarões" regressaram a Viseu, animaram o Carnaval do Clube de Viseu tendo sido a última actuação musical do Quim Guimarães que, face às pressões decidiu ir viver para Lisboa terminando assim uma carreira musical muito promissora e empobrecendo o panorama musical da nossa cidade. 

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Os Tubarões no Carnaval de 1966 no Clube de Viseu, última actuação pública do Quim Guimarães.

 

 O Quim Guimarães saiu de Viseu para Lisboa em Março de 1966, em 1967 foi chamado a cumprir o serviço militar obrigatório. Foi mobilizado para a Guiné em 1968 após o que se reuniu à Família em Moçambique. Iniciou a sua vida profissional e familiar, após 1974 radicou-se na Africa do Sul, tirou um curso de Marketing e começou a trabalhar na Coca Cola onde chegou a Director Geral de Vendas. De seguida agarrou uma oportunidade na Coca Cola Americana onde se afirmou atingindo o lugar de Director de Supply Chain na Divisao Corporativa de Marketing. Após uma carreira internacional e muitas viagens o Quim Guimarães, cidadão americano, goza hoje a sua reforma dedicando-se aos 5 filhos, amigos e à fotografia nunca perdendo de vista o piano e a sua inseparável viola. A Viseu tem vindo a espaços para estar com os Amigos que por cá deixou e ainda se lembram, com muitas saudades, do seu “voo do moscardo” do qual não há nenhuma gravação.

 

Porep.

Fontes: Quim Guimarães, porViseu’60s, “Os Tubarões”. (1) - Foto gentilmente cedida por Aires de Matos 

publicado por os tubaroes, Viseu às 16:08
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08 de Abril de 2012

 

Com a devida vénia ao Diário de Coimbra.

 

 
Na mesa: Domingos Silva, Fernando Ruas, Eduardo Pinto, Vitor Pais e João Ataíde.
 
Vató (Valdemar Ramalho), Vitor Pais e esposa.
 
 
Carlos Alberto Loureiro, Vitó (Victor Barros) e Amadeu Jorge.
 
 
Luis Dutra, Maria José Ordonhas e Nuno Teixeira.
 
 
 

 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 20:13
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05 de Abril de 2012


 
Com a devida vénia ao Semanário O Figueirense de 20120405, foto do dia 31/3 no Casino da Figueira.
Legenda (esq.dir.): Carlos Alberto Loureiro, teclados, Vató(Valdemar Ramalho), viola solo, Eduardo Pinto, bateria, Vitó(Victor Barros), viola ritmo e Luis Dutra, viola baixo.  

 
publicado por os tubaroes, Viseu às 23:16
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25 de Março de 2012

...in "Jornal do Centro", Nº523, 23 de Março 2012.

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 07:31
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18 de Março de 2012

Legenda (esqd/dir): Carlos Alberto Loureiro (teclas), José Merino (vocalista), Victor Barros (viola ritmo), Valdemar Ramalho (viola solo), Luis Dutra (viola baixo) e Eduardo Pinto (bateria), na Galeria do Salão de Café do Casino, em Agosto de 1968.

 

Os Tubarões irão regressar ao Casino da Figueira da Foz no próximo dia 31 de Março, Sábado, a partir das 18H00 na sessão de apresentação do livro porViseu'60s que relata a vida do conjunto entre 1963 e 1968 descrevendo a sua carreira musical devidamente enquadrada na época e no modus vivendi dos anos 60’s.

 

No livro é dado especial destaque à importância do Casino na carreira musical do conjunto, que entre os anos 1965 a 1968 ali animou os meses de Verão e onde os seus elementos se cruzaram com inúmeras vedetas e músicos profissionais de grande craveira que os apoiaram e ajudaram a crescer musicalmente quer individualmente quer colectivamente.

 

Também são referidos episódios inéditos da vida do conjunto como a explicação das razões da sua mudança do Restaurante O Tubarão, que inauguraram em Agosto de 1965, para o Casino, algumas aventuras e desventuras, e são referidos alguns dos inúmeros amigos que então fizeram.

 

“.os.amigos.

Na Figueira da Foz fizemos muitas e grandes amizades as quais perduram até aos dias de hoje.

 

Recordamos o grupo da Figueira com muitos amigos como o Victor Pais, os irmãos Beja com a sua Vela Solex, o Jorge Raio e o seu Fiat 600, o Cró, o Jobé, o Zé Lemos, o Gina, o Beli e ainda as Primas Seco, a Manuela Bolacha, e a Fernanda.

O grupo de Coimbra liderado pelo Né Brinca com o seu Hilman Imp, o Cortesão;

O grupo muito animado de Maiorca com as manas Pontes de Sousa, o grupo de Lisboa com as manas Pétinhas, o grupo Espanhol liderado pela Api e pelo Manolo e os Holandeses liderados pelas manas Yoko.

Muitas e boas saudades.

 

E não podemos esquecer os lugares por onde passávamos como o Café Nicola com o seu famoso bife à café, os pregos da Sacor junto à Estação de caminho de ferro, as Paellas na Praia com o grupo espanhol, a Serra das Óptimas Viagens, o Clube de Ténis, as festas na casa do Vitor Pais, etc …. sem nunca faltar o amendoim, sempre do melhor e bem torradinho, e as melhores pevides do mundo que o Sr. Loureiro nunca se esquecia de nos abastecer.”

 

…in porViseu’60s, pag.88

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 15:49
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10 de Março de 2012

 

 

O livro porViseu’60s – retratos de Viseu nos anos 60’s e da vida musical do conjunto académico "Os Tubarões" irá ser apresentado no próximo dia 31 de Março, Sábado, a partir das 18H00 no Casino da Figueira da Foz, local onde “Os Tubarões” actuaram na época de Verão, como conjunto residente entre 1965 e 1968.

 

“Foi a nossa Escola Superior de Música. Adquirimos métodos de trabalho rigorosos, disciplina nos horários, contactámos com grandes profissionais que procuravam sempre ajudar e ensinar-nos os pormenores e detalhes que enriqueciam as nossas interpretações já que, ao tempo, o repertório musical de todos os conjuntos era baseado em covers dos êxitos da música Pop. O Casino foi a nossa Escola e a Figueira a nossa cidade do Verão”.

 

No próximo dia 31 de Março “Os Tubarões” estarão presentes no Casino da Figueira da Foz na apresentação do livro que relata com algum detalhe a sua passagem musical e social por aquela bonita Praia, os Artistas com quem se cruzaram e os inúmeros Amigos que então fizeram.

 

“Expectantes, aguardamos o reencontro dos nossos Amigos e a visita ao Casino onde passámos os melhores momentos da nossa carreira musical.

 

Favor apareçam no Sábado 31 de Março pelas 18H00 no Casino da Figueira da Foz !!!”

 

Os Tubarões - os.tubaroes.viseu@gmail.com

http://www.myspace.com/tubaroes http://ostubaroesviseu.blogs.sapo.pt/ 

 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 19:54
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03 de Março de 2012

 
A IDADE DA INOCÊNCIA
(Apresentação do livro porViseu'60s pelo Professor Almiro de Oliveira na Casa da Beira Alta, 20120204)
 

VISEU (anos 60’s) e os TUBARÕES  ( a propósito do livro de Eduardo Pinto, 2011 )

  

1. Creio ter sido (a informação é do autor) o primeiro leitor do livro que, amavelmente, o Eduardo Pinto me levou a casa, onde me encontrava, em Agosto de 2011, em período de convalescença pós operatória. E quero desde já dizer que o li de uma só vez, e que tal me levou 3 agradáveis horas de autêntico flash-back sobre a minha juventude.

A tal idade da inocência !

 

Inocência, sim ma non tropo, como nas páginas do livro do Eduardo Pinto se pode testemunhar.

Eram, então, os fantásticos anos 60 e nós os “teen agers”da altura: 15, 16, 17, 18 anos !

 

Era o tempo em que Viseu se podia meter todo dentro de um quadrilátero definido pelas coordenadas do lado Sul da Cava de Viriato, do Liceu, do Fontelo e do Bairro de Massorim.

 

Era o tempo da algazarra comercial na Rua Direita, da arrumada Rua Formosa e das atribulações na Rua do Comércio, por causa do “Mercado da Praça”.  

 

Era o tempo das tardes calmas e dos encontros furtivos no Parque da Cidade e das múltiplas aventuras no Fontelo.

 

Era o tempo de gente da gente fina do Bairro de Massorim e das novas vivendas da Avenida que ia para o quartel.

 

Era o tempo da guerra colonial que atormentava todas as famílias (eu acho que todos tinham ou um filho, ou um irmão, ou um qualquer familiar próximo, ou um Amigo lá na Angola, ou na Guiné, ou em Moçambique).

Era o tempo dos aerogramas.

 

Era o tempo dos cafés: do Alvorada (“sede dos Tubarões”); do Vitória (local barulhento e de encontro de jovens estudantes do Liceu); do Rossio (dos Senhores e dos Intelectuais); do Santa Cruz (do dominó); das Beiras (da malta da Ribeira, dos estudantes da Escola Industrial e Comercial e das classes mais modestas); do Morujeira (que reunia a malta do perímetro das Cava, da Av. da Bélgica e que rivalizava com o da Estação); Café da Estação ─ sim, havia uma estação onde chegavam e de onde partiam umas geringonças que davam pelo nome de comboios (a carvão) e de automotora (a diesel) que ligava Viseu a Espinho e Viseu a Santa Comba Dão.

E é bom lembrar que, de Viseu a Espinho se gastava, no mínimo, 4 horas de comboio/automotora.

 

Era o tempo dos “fiscais dos isqueiros” que “habitavam” os cafés, e também era o tempo dos Pides … e, às vezes, estas duas figuras coincidiam na mesma pessoa ─ pelo menos era essa a ideia no imaginário das pessoas.

 

Era o tempo das pastelarias, que tão bem o Eduardo Pinto pintou nas suas páginas, com pinceladas magníficas de caracterização dos costumes e das pessoas que por ali andavam na Horta o na Santos (o Aquário).

 

Era o tempo dos bailes e matinés no Cine Rossio e das noites de terça feira no Teatro Avenida onde a troco de vinte e cinco tostões/três escudos se viam 2 filmes de longa metragem.    

 

Era, também, o tempo do Café Luciano e dos seus caramujos (a 1 escudo cada), que ainda quentes, eram disputados pelos alunos da Escola Industrial e Comercial, quando saíam das aulas … ao meio dia !

 

Também era o tempo das tardes de quarta feira e de Sábado, passados no Académico de Viseu, a jogar ping-pong ou bilhar livre, em amena e franca camaradagem, num perde-paga de que só resultou forte amizade e solidariedade.

 

Era o tempo da inocência !

 

2. Era o tempo em que o mês de Junho nos trazia aquele perfume inebriante e inconfundível das tílias nas noites quentes do Rossio ─ para onde convergia a fina flôr da cidade e a malta mais jovem e inquieta.

 

Era o tempo em que toda a cidade ansiava pelo mês de Setembro para, nos terrenos da Feira, poder desfrutar de um mês de convívio e diversão com familiares e amigos, que aí se deslocavam de todo o País ─ e onde começaram a aparecer os primeiros emigrantes franceses e suíços.

 

Era o tempo dos “Campeonatos de bonecos” (agora são matraquilhos), que nas tardes de semana, alguns mais habilidosos e afoitos faziam com os donos dos stands de diversão, que se instalavam na Feira de s. Mateus, e que chegavam a transitar de um ano para o outro.

 

Era o tempo, …  era o tempo, … era a idade da inocência !

  

3. De repente, em turbilhão, surgem os Corsários e os Tubarões.

Primeiro incipientes, titubeantes, mas em breve a ser alvo das paixões mais desenfreadas, de muitos comentários e críticas acintosos, os Tubarões rapidamente se transformam num símbolo da juventude iconoclasta e da cidade de Viseu.

 

Veja-se, aliás, como o Eduardo Pinto conta a história do reconhecimento público e político (pela mais alta autoridade da cidade e do Distrito), numa altura em que o Regime e a sociedade não andavam metidas nestas andanças … e, até, baniam este tipo de actividades e iniciativas.

 

Claro que, a idade da inocência até chegou a permitir sonhar com a conquista do 1º prémio do Concurso em Lisboa …

 

Mas, foi uma convulsão sentida na cidade esta erupção social dos Tubarões … claro que da parte de baixo da cidade havia alguma inveja, dizendo-se que “aquilo é lá dos meninos queques do Liceu e da gente fina de Massorim”.

 

Mas, no final, todos se queriam associar ao êxito dos Tubarões.

 

E o monumento ao Rei D. Duarte lá traduz a eloquência a serenidade e a prudência requeridas às críticas … e o Monumento do Viriato mostra bem que até ele desembainhou a espada para defender os detractores dos Tubarões ─ que diabo, eles eram Viseenses !

 

O Camões (porque era da concorrência, claro) lá o desterraram para o Parque da Cidade, onde, certo dia (no testemunho de um poeta da cidade, que eu conheci pessoalmente) alguém ouviu este diálogo:

 

que estás aí a fazer Camões,

Homem de tanto valor ?

 

A que o vate terá respondido:

 

estou a apanhar bolotas

Para aqueles idiotas

Que aqui me vieram pôr.”

 

  

4.  Em Janeiro de 1965 “emigrei” para o Porto e pude testemunhar que aqui, também se ouviam os acordes dos Tubarões … que, às vezes, se confundiam com os Shadows e Les chats sauvages. Mas, naquele tempo, Viseu estava, sobretudo, virada para Coimbra e para Lisboa.

 

Todavia, os fins de semana em Viseu iam-me alimentando o sentimento de identificação com a cidade e com os seus ídolos ─ não propriamente como embaixador ou como delegado mas, sempre que podia, à roda dos amigos nos Cafés, no Instituto Comercial ou na Universidade, lá ia divulgando, envaidecendo-me com os meus amigos que faziam parte dos Tubarões e com os êxitos destes.

 

5.  É … foi a idade da inocência  …

 

Das amizades fortes e desinteressadas.

Dos vizinhos, dos cafés e das conversas com os mais velhos.

 

Dos noticiários mitigados que nos chegavam de África e da guerra colonial e das inquietações crescentes que sentíamos, à medida que se aproximava e
nos batia à porta a idade do serviço militar.

 

O tempo em que alguns amigos saíam, clandestinamente, do País para outros países europeus

 

O tempo em que milhares de beirões e transmontanos saíam a salto do País em vagas que faziam lembrar (não sei se alguém se lembra) os “ratinhos” que, vindos das profundezas de Vila Nova de Paiva, Penedono ou Trancoso, e das entranhas das Beiras, chegavam a Viseu para apanhar o comboio com as suas arcas e as suas ninhadas de filhos a caminho das searas do Alentejo !

 

Por isso, os Tubarões foram uma lufada de ar jovem e de ar fresco: abanaram os equilíbrios sociais e familiares e mostraram ao País a força de um interior que tirando partido do seu capital telúrico, queriam conquistar Lisboa e por pouco … a Inglaterra !

 

Não nasceu Afonso Henriques em Viseu ? E não conquistou Lisboa ? Não foi o Magriço Senhor da Beira Alta ? E não foi herói entre os heróis em Inglaterra ?

 

Então ?!!

 

Bem haja !

 

Bem haja ao Eduardo Pinto e aos Tubarões o contributo para reforçar a Alma e o orgulho dos Viseenses !

 
 
publicado por os tubaroes, Viseu às 10:41
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01 de Março de 2012

A LER DEVAGAR em Lisboa, na LX FACTORY, foi palco da apresentação do livro porViseu'60s no dia 29/2. Com lotação esgotada aqui fica o olhar de HOMEM CARDOSO, S.Pedrense convicto que fez questão de estar presente e declarou: " Os Tubarões são a grande referencia da minha geração e todos nós vos devemos essa glória que foi ver o "interior" entrar pela porta grande das salas a beira mar plantadas onde vos vi e ouvi com muita emoção."

 

 

 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
publicado por os tubaroes, Viseu às 19:29
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11 de Fevereiro de 2012

Convite para a apresentação do Livro porViseu'60s na Livraria Ler Devagar a 29/2 às 18H30:

 

 

 

 Uma sessão muito divertida numa das mais bonitas Livrarias do Mundo, em Lisboa na LX FACTORY em Alcântara, Rua Rodrigues de Faria, 103, 1300 Lisboa.

 

 

Como chegar:

 

Da Av. De Ceuta em direcção a Alcântara, passe o Largo de Alcântara em direcção ao rio (Rua João de Oliveira Miguéns), vire à direita na rua dos eléctricos (R.Fradesso da Silveira) até ao Largo das Fontainhas, vire à esquerda para a Rua Rodrigues de Faria, até ao fim da Rua e entre.

Está num mundo novo de Arte, Design e Moda:

A LX FACTORY : “Data de 1848, que a Companhia de fiação e Tecidos Lisbonense, um dos mais importantes complexos fabris de Lisboa se instala em Alcântara. Esta área industrial de 23.000 m2 foi nos anos subsequentes, ocupada pela Companhia Industrial de Portugal e Colónias, tipografia Anuário Comercial de Portugal e Gráfica Mirandela.

 

A LX FACTORY é uma ilha criativa ocupada por empresas e profissionais da indústria também tem sido cenário de um diverso leque de acontecimentos nas áreas da moda, publicidade, comunicação, multimédia, arte, arquitectura, música, etc. gerando uma dinâmica que tem atraído inúmeros visitantes a re-descobrir esta zona de Alcântara.”

 

Assista à apresentação do livro porViseu'60s e venha conhecer a LER DEVAGAR, telefone 213 259 992, mail: mail@lerdevagar.com, recentemente considerada uma das 20 mais bonitas Livrarias do Mundo.

publicado por os tubaroes, Viseu às 15:08
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06 de Fevereiro de 2012

Salão cheio na Casa da Beira Alta. 

 

Pois foi no sábado passado, 4 de Fevereiro pelas 16H00, com o salão da Casa da Beira Alta esgotado, que Fernanda Braga da Cruz, Presidente da Direcção, abriu a sessão apresentando os membros da Mesa: Almiro de Oliveira, Professor Universitário, António Moniz, Presidente da A.Geral da Casa da Beira Alta, Fernando Ruas, Presidente da C.M.Viseu e Eduardo Pinto o autor do livro porViseu’60s. Após as boas vindas e os agradecimentos, Fernanda Braga da Cruz salientou algumas das actividades da Casa da Beira Alta que tanto tem dinamizado, dando a palavra a Almiro de Oliveira, viseense, convidado a fazer a apresentação do livro.

 

Almiro de Oliveira guiou com segurança e mestria o público pelo Viseu dos anos 60 com descrições, imagens, pormenores e curiosidades dos seus tempos de estudante, relembrou pessoas e lugares, episódios pitorescos e não deixou sequer de brindar a assistência com um célebre poema dedicado a Camões, da autoria de um “conhecido anónimo”, a quando da colocação da sua estátua num canto recôndito do Parque da Cidade: ” Que fazes aqui Camões, Homem de tão grande valor? - Estou a apanhar bolotas, para os grandes idiotas, que aqui me vieram pôr”.

Almiro de Oliveira deu assim, com elegância, o tom que pautou toda a restante sessão.

 

Eduardo Pinto, agradecendo o convite e a presença de todos, expôs as razões que o levaram à aventura da escrita, assente na profunda amizade que une os membros do Conjunto desde a sua infância. Salientou o quanto todos se sentem ligados à cidade de Viseu onde se reunem com regularidade relembrando as aventuras vividas, que foram a verdadeira fonte inspiradora para a elaboração do livro com a descrição da carreira musical que partilharam antecedida de um enquadramento do modus vivendi da época numa cidade do interior.

 

Fernando Ruas falou de Viseu, como não poderia deixar de ser. Do passado ao presente enalteceu o estado actual da cidade que já ultrapassou os 100 mil habitantes, a 2ªcidade do País com a população mais jovem, a qualidade de vida, o ambiente e o crescimento urbano controlado que tem atraído e fixado população oriunda de outros pontos do País, sem se esquecer de referir que em Viseu não há “sem abrigo” e os Seniores não são esquecidos pois tem programas específicos que lhes são dedicados.

 

E a assistência quis participar.

Com a surpresa de todos Camilo Costa, filho do Maestro Mário Costa que tanto dinamizou a vertente musical da cidade nos anos 50 e 60, tomou a palavra relembrando de forma emotiva a sua vivência de viseense terminando com uma declamação cantada de um poema seu. 

 

 

 

 

 

 

Ilda Marques, membro da Direcção, com o seu exemplar do livro devidamente anotado, numa contagiante e afectuosa emoção, relembrou inúmeros episódios da vida estudantil e musical da juventude da época provocando saudáveis sorrisos, gargalhadas e algumas lágrimas nalguns dos presentes.

 E outros elementos tomaram a palavra num ambiente muito cordial onde os afectos, as boas memórias de tão bons tempos pulgaram pelo salão. 

 

 

  

 

 

 

 

 

Antes do encerrar da sessão vários elementos da Direcção da Casa da Beira Alta presentearam a assistência com a récita do Poema do Homem Rã de António Gedeão musicado pelos Tubarões e o João Gomes brilhou com uma dança ao som da música dos Tubarões. 

 

A sessão encerrou com todos os presentes a cantarem em coro o hino "Viseu, Senhora da Beira".

A Casa da Beira Alta ofereceu um Porto de Honra aos presentes que se mantiveram em alegre convívio até a noite chegar.

 

 

 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 22:12
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Os Tubarões em livro: porViseu'60s.
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