Este blog descreve momentos da vida da banda de rock "Os Tubarões", de Viseu, Portugal entre 1963 e 1968. This blog describes rock band moments of life "Os Tubaroes", Viseu, Portugal between 1963 and 1968.
25 de Abril de 2017

 

Sarau de Finalistas: 27/1/1968 

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 No ano lectivo de 1967-1968 dois dos elementos do conjunto eram finalistas do Liceu Nacional de Viseu: O José Merino (vocalista) e o Victor Barros (viola ritmo). Esta circunstância levou à sua participação nas festas do fim de curso e, por arrasto, o conjunto foi também envolvido em tais actividades, facto que já acontecera, pelos mesmos motivos, na edição anterior (1966-1967).

As festas dos finalistas tinham várias ocasiões importantes: A eleição da Comissão de Finalistas; a colagem dos cartazes; a serenata às colegas de curso e namoradas; o Baile de Finalistas e o Sarau. O Baile e a Matinée tinham ocorrido a 6 e 7 de Janeiro de 1968 com o Sheiks e Os Tubarões, restando o último grande evento, o Sarau de Finalistas, marcado para Sábado, dia 27 de Janeiro e que envolvia todos os alunos procurando cada um deles demonstrar as suas qualidades artísticas.

 

Vivia-se a 2ª metade dos 60’s. Diversos movimentos despontavam pelo Mundo: Os hippies contra a guerra fria e a guerra do Vietname, a favor dos negros vivia-se o movimento black power, experiências com drogas, a minissaia, os movimentos estudantis invadiam as ruas em contestação e vivia-se o apogeu da influência universal da música dos Beatles com Dylan e os Stone’s por perto, entre outros.

Mesmo numa cidade do interior como Viseu vivia-se uma atmosfera de mudança com reflexos numa juventude mais participativa e o envolvimento de jovens Professores com uma postura de maior proximidade com os seus alunos, como veio a acontecer nesta edição das festas estudantis.

 

Liderados pelo professor Dr. Gustavo Barosa que tinha a seu lado o Dr.José Coelho dos Santos e a D.Sílvia Ribeiro Simões foi preparado um grande Sarau com um enorme cartaz que incluiu:

  • Teatro: “O Doido e a morte”, peça em 1 acto de Raul Brandão;
  • A Poesia de Fernando Pessoa;
  • Dança;
  • Variedades;
  • Fados de Coimbra.

Veja aqui o Programa do Sarau:

 

 Como se pode constatar o programa era ambicioso e foi um sucesso que teve repercussões.

 

Imprensa da época - Jornal da Beira de 2/2/1968

 

 Com a devida vénia transcrevemos excertos reportagem do Jornal da Beira a 2/2/1968:


" Assinalando o centenário do nascimento de Raul Brandão, ocorrido em 1967, foi apresentada a curiosa e divulgada peça “O Doido e a Morte”, em que bem se patenteia o talento polifacetado do autor, que nos legou múltiplas produções literárias, quer como romancista, jornalista e historiador, quer como dramaturgo.A encenação e direcção da mesma peça deve-se à reconhecida competência e dedicação do Prof. Dr. Gustavo Barosa; os ensaios estiveram a cargo de outro mestre, o Sr. Dr. José Coelho dos Santos.

Particularmente boa a interpretação do papel de Milhões, a cargo de José Merino. José Girão, na figura de Governador, ressentiu-se bastante dos trabalhos de preparação, traíndo-o, por vezes, a entoação da voz.

Não quiseram os Finalistas deixar de consagrar um momento de poesia ao grande génio que foi Fernando Pessoa. Numa cuidada selecção, a assembleia foi brindada com a audição de algumas das melhores produções do grande poeta. Disseram-nos: Aurora, Conceição, Isabel, Guida, Natércia, Tita e José Rui. Pouco antes, já os mesmos jovens haviam apresentado produções poéticas de A. Herculano, Florbela Espanca e José Régio.

Uma classe de dança, sob a direcção da Profª. D. Sílvia Simões exibiu-se seguidamente e colheu fortes aplausos.

Na rubrica Variedades, actuou um “respeitável conjunto de bigodes”, com Abel Boavida em vocalista. A parte musical continuou com a actuação de “Os Tubarões” (conjunto académico yé-yé, bem conhecido em Viseu e mesmo fora) e de um grupo de meninas (Raquel, Romy, Luzia e Lucy), vindo o espectáculo a terminar com Fados de Coimbra, em que se exibiram Victor e Luis Gonçalves, à guitarra e à viola, e Abel Boavida, como cantor-solista." 


 

 Nós, "Os Tubarões", estivemos envolvidos nos ensaios e preparação do Sarau além de uma actuação própria. Ensaiámos com três bonitas finalistas a interpretarem outros tantos êxitos da época:

          Na foto (e-d): Luzia Sampaio, Rosa Figueiredo Lopes e Lúcia Vasco.

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No Palco do Ginásio do Liceu, Rosa Figueiredo Lopes interpreta ADIOS AMORE,

 podendo ver-se ainda na foto o Victor Barros (v.ritmo) e o Luis Dutra (v.baixo)

 

 Na nossa actuação apresentámos pela primeira vez em público dois temas inéditos de nossa autoria e que integram o nosso disco EP-60-999, o qual só sairia para o mercado no mês de Fevereiro seguinte: Foram eles BABY IT HURTS e o POEMA do HOMEM RÃ, sendo este tema o 1º poema de um Poeta português consagrado a ser musicado por um conjunto POP.

 

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Fados de Coimbra no encerramento do Sarau: Abel Boavida acompanhado à guitarra pelo Victor Gonçalves e à viola Luis Gonçalves e com a presença no Palco do Ginásio dos Finalistas com as sua Cpas e Batinas.

 

  Foi um agradável Sarau do Liceu que mobilizou de forma entusiasmante os jovens da época e até serviu de inspiração para a criação de um Movimento cultural chamado Geração de 60 que chegou a publicar um Jornal.

 

 

 

  

 Pelo nosso lado mal poderíamos imaginar que a nossa agradável participação no Sarau de Finalistas do Liceu Nacional de Viseu de 1967-1968 viria a ser a nossa última actuação pública em Viseu. Estreámos o nosso disco e nunca mais actuámos na nossa cidade. Continuámos a nossa intensa actividade musical em festas de finalistas, espectáculos, no Casino da Figueira da Foz durante o Verão e, em Setembro, no Baile da Festa das Vindimas em Nelas, anunciámos o fim da carreira musical de “Os Tubarões” pois começámos a ser chamados para cumprirmos o Serviço Militar Obrigatório.

E nós, como tantos outros, lá fomos … e por lá andámos: por África e não só ...

 

porep

Agradecimentos: Rosa Figueiredo Lopes e Jorge Vicente.

publicado por os tubaroes, Viseu às 17:43
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11 de Julho de 2015

Old Lady é um tema musical criado pelo José Merino em 1966 com nítida influência “Beatles”. O Zé vivia o seu período mais fértil em criatividade e, soubesse ele tocar algum instrumento, mais títulos musicais teríamos hoje em carteira. Sempre a cantarolar Beatles, rapidamente introduzia variações nos temas que trauteava nascendo um novo trecho musical que posteriormente desenvolvia.

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    - Estávamos no início do ano lectivo 1966/67, primeiros dias  do  Outono.

O Zé Merino vivia em Santo Estêvão e o pai tinha um armazém de lanifícios no nº 36 da Praça D. Duarte, onde hoje está instalada a loja de antiguidades Secopiorum. Todas as manhãs a família chegava de carro pelas 08H45 à Praça D. Duarte, onde nos encontrávamos, e os dois seguíamos juntos para o Liceu pelo trajecto Rua do Comércio, Rua Formosa, Rossio, Parque e Liceu. A Rua Formosa tinha trânsito desde a Praça de Santa Cristina até ao Rossio e o Mercado 2 de Maio era um rebuliço àquela hora cheio de gente.

Quando seguíamos na Rua Formosa no passeio do lado do mercado, apercebemo-nos de que, em frente ao Horta, uma velhinha tentava atravessar a rua com alguma dificuldade devido ao trânsito automóvel que a assustava. O Zé não hesitou e atravessou a rua pegando no braço da Sra. ajudou-a a dirigir-se para o seu destino que era o Mercado. Logo após este gesto, no resto do trajecto para o Liceu o Zé começou a trautear a música e a criar a letra desta sua 1ª composição que tem como título “Old Lady”.

  

 

 

Ao tempo ensaiávamos no Salão Nobre do CLUBE de VISEU, onde tínhamos os instrumentos montados.

Gravador-grundig-tk141.jpgFazia da parte da Direcção o Dr. João Lima, prestigiado Advogado da cidade, que muito nos apoiava e várias vezes referia a necessidade de gravarmos um disco. Um fim de semana em que ensaiávamos o Dr. João Lima apareceu muito entusiasmado com o novo e fantástico gravador Grundig estereofónico que tinha adquirido e que poderíamos utilizar para gravarmos umas músicas.

Dito e feito. Um belo fim de semana lá fomos para o Clube de Viseu ensaiar. O Dr. João Lima e o Rogério Dourado montaram o gravador mesmo no meio do Salão com o microfone dirigido para o Palco. Fizeram-se vários ensaios para estudar o melhor local para a localização do fantástico microfone, também ele estéreo com duas cabeças de registo de som e lá fizemos a nossa primeira gravação de três originais que foram editados pela GROOVIE RECORDS   em 2013.

 

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(e) Foto da bobine original dos temas gravados no Salão Nobre do Clube de Viseu em 1966.

 

 

 

 

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(d) Capa e disco com foto original no palco do Clube de Viseu em 1966

 

 

 

 

 

 

Foram gravados 3 temas originais: Old Lady (José Merino); A girl for me (José Merino e Luis Dutra) e Come back (José Merino e Victor Barros), editados em 2013 e ainda à venda na Editora GROOVIE RECORDS com a referência A PE00001-13.

 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 17:31
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23 de Abril de 2015

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Os Tubarões no palco do Cine-Rossio a 23/4/1967 (e-d): Carlos Loureiro, Victor Barros, José Merino, Luis Dutra e Eduardo Pinto.

 

1967 foi um dos melhores anos da carreira musical dos Tubarões quer na vertente musical, projecção nacional e número de concertos/actuações. E dele haveremos de contar alguns dos episódios mais significativos.

Após a Passagem do Ano no Grande Hotel da Figueira da Foz seguiu-se o Baile de Finalistas do Liceu de Viseu em que partilhámos o palco com o Quinteto Académico a 7 de Janeiro no Cine Rossio.

O CINE-ROSSIO era a única casa de espectáculos em funcionamento em Viseu: cinema, alguns espectáculos e bailes no salão de festas localizado no piso -1, salão que foi também a nossa sala de ensaios durante os anos de 1965 e 1966 a troco de uma permuta com a realização de alguns espectáculos.

Durante a matinée dos finalistas, a 8 de Janeiro, o Sr. Severo, Gerente do Cine-Rossio, abordou o Sr. António Xavier de Sá Loureiro, nosso Produtor, manifestando o desejo para a concretização de mais um espectáculo respondendo às inúmeras solicitações que lhe chegavam do público da cidade.

Ponderadas várias alternativas e tendo em conta a nossa agenda musical programámos um espectáculo de variedades comemorando o nosso de 3º aniversário no mês de Abril. Decidimos convidar para cabeça do cartaz a grande atracção nacional do momento TONICHA que tínhamos conhecido no Casino da Figueira da Foz e estava no auge da sua carreira.

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Para a primeira parte do espectáculo só convidámos Artistas de Viseu:

A apresentação e condução do espectáculo ficou a cargo do Jorge Martins (família Antas de Barros), profissional da Rádio, locutor do Clube Asas do Atlântico (Santa Maria Açores) que se encontrava em Viseu e convivia muito connosco no Snack-Bar Alvorada. Convidámos também o Rui Correia, (o irmão mais novo da Família Correia proprietária da Tinturaria Belcor), nosso benjamim que arrebatava o público a declamar o "Cântico Negro" e não só como aconteceu num Sarau do Liceu, o Conjunto “Os Corsários” e Viçoso Caetano (o poeta de Fornos de Algodres), recém chegado de Moçambique onde viveu um grande êxito da sua carreira musical com a versão portuguesa da Balada dos Boinas Verdes (Ballad of the Green Berets) hino das Forças Especiais Norte Americanas e que passou a ser o hino oficioso dos Paraquedistas portugueses, de que foi Autor. 

 

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Rui Correia a declamar com Luis Dutra na viola baixo.

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   Viçoso Caetano - Com a devida vénia a "No Bairro do Vinil"

 

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Os Tubarões na 1ª parte da festa do 3º aniversário (e-d) Victor Barros, Luis Dutra e Eduardo Pinto

 

Na 2ª parte actuámos nós e a grande atracção TONICHA, que encerrou o espectáculo com muito sucesso e dois "encore".

 

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        Com a devida vénia ao Clube de fãs da Tonicha 

 

Quando contactámos a Tonicha levantou-se a questão de quem a iria acompanhar musicalmente, pois era uma estrela e estava habituada a ser acompanhada por orquestras conhecidas. Como nos conhecia musicalmente de nos ouvir no Casino da Figueira da Foz enviou-nos pelo correio as partiruras das músicas que pretendia cantar e nós comprámos os discos com tais músicas para as tirarmos de ouvido, pois de pautas, só conhecíamos as do Liceu quando íamos saber as notas…

A 23 de Abril realizou-se um grande espectáculo no Cine-Rossio, completamente esgotado e que deu brado na cidade.

Foi assim a comemoração do nosso 3º Aniversário que culminou reunindo todos os Artistas num um fantástico jantar no Hotel Avenida.

 

 


Rui Correia 2.jpg(Testemunho de RUI CORREIA):

“Desse famoso dia 23 de Abril recordo-me:

- Da ternura com todos vocês me rodearam.

- Da importância que o pai do Loureiro me deu. Ele achava que era um jovem promissor...

- De ter entrado, sem querer, e talvez num momento impróprio, no camarim da Tonicha...

- Daquele famoso jantar no Hotel Avenida.

- De as minhas colegas me gozarem pelo meu 3º aniversário. (Veja-se o Cartaz...)

Mas, sobretudo, de ser considerado um parceiro próximo dos Tubarões...”


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 Os Tubarões agradecem os aplausos do público que esgotou o Cine-Rossio a 23/4/1967 (e-d): Carlos Loureiro, Victor Barros, José Merino, Luis Dutra e Eduardo Pinto.

publicado por os tubaroes, Viseu às 02:43
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07 de Maio de 2014

No último trimestre de 1967 um dos mais famosos Alfaiates de Viseu, Álvaro Alfaiate, propôs-se fazer uma indumentária moderna para a qual só teríamos de pagar os tecidos a preço de custo. Em troca teríamos de divulgar a Alfaiataria autora de tais trajes, o que aqui também se faz.

 

 

   

E assim nasceram as famosas casacas à Beatles lançadas na capa do Álbum Sargeant Peppers Lonely Hearts Club Band a 1 de Junho de 1967, e que também foram grande sucesso nas nossas actuações. Eram 7 casacas com as cores Azul claro, Azul escuro, Preta, Rosa, Roxa, Verde e Vermelha que muito animavam a nossa presença em Palco.

Nos intervalos das nossas actuações as Casacas iam para a montra do Álvaro Alfaiate da Rua Alexandre Herculano, 179, acompanhadas de fotos e cartazes nos diversos Palcos por onde nós actuávamos.

 

Duas das Casacas originais, a preta do nosso vocalista José Merino e a vermelha do nosso teclista Carlos Alberto Loureiro, estiveram em exposição no Clube de Viseu no dia 26 de Abril de 2014 devidamente acompanhadas por duas das violas originais do Conjunto de 1966: uma Hofner cor de madeira e uma Vox branca (bacalhau); um microfone  Austríaco AKG original e uma coluna de som Dynacord. Por cima desta estava a maquete que serviu para a foto da capa do disco "Poema do Homem Rã" lançado em Fevereiro de 1968. A foto foi tirada em Novembro de 1967, tendo como fundo a parede lateral direita do Padrão dos Descobrimentos, numa manhã de um domingo encoberto, um dia após a gravação do disco.

 

 

  

Agradecemos o apoio do Fotógrafo José Alfredo

 

porep

publicado por os tubaroes, Viseu às 23:43
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04 de Maio de 2014

Com o apoio das fotos do Fotógrafo José Alfredo reproduzimos alguns momentos da evocação dos 50 anos da estreia de "Os Tubarões" no Clube de Viseu no dia 26 de Abril de 2014:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

porep

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03 de Maio de 2014

Na busca de novos documentos relacionados com a vida do conjunto batemos à porta do Clube de Viseu para saber se no arquivo daquela instituição existiam algumas fotos ou outros documentos. Nada havia.

 

Decidimos então oferecer o espólio do Conjunto relacionado com as nossas actuações naquela Instituição, o que aconteceu num acto público de entrega que ocorreu a 13 de Dezembro último.

 

No seguimento desta oferta entendeu o Clube de Viseu fazer uma vitrine para a exposição deste material convidando-nos para a sua inauguração pelo Dr. Francisco Mendes da Silva, Presidente do Clube de Viseu, no passado dia 26/4, precisamente 50 anos depois de o conjunto se ter estreado no lindíssimo Salão Nobre daquela instituição.

 

Na vitrine podem ver-se 9 fotos de 1963 a 1967, o disco vinil e a bobine magnética original da gravação ao vivo de Old Lady, de Outubro de 1966, registo em sala (live on tape) dos seguintes originais: Old lady (José Merino), A girl for me (José Merino, Luis Dutra), Come back (José Merino, Victor Barros), e outros adereços do conjunto como carteiras profissionais, miniatura da D.Urraca (a carrinha pão de forma do conjunto onde se transportavam os instrumentos e equipamentos, etc …

  

 

 

 

 

  

 

 

 

- Agradecemos o apoio da CITAC - Iluminação que iluminou a vitrine;

 

- Agradecemos os apoios do Fotógrafo José Alfredo e as fotos do José Tomás;

- Agradecemos o apoio do Clube de Viseu 

porep
publicado por os tubaroes, Viseu às 16:11
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02 de Maio de 2014

No Salão do piano do Clube de Viseu foi montada uma exposição com a Memória do Conjunto “Os Tubarões”, composta por 5 paineis e uma mostra de trajes e instrumentos originais do conjunto nos 60’s.

Os 4 primeiros paineis retratavam a vida do conjunto nos anos 1964 a 1968 com a composição do Conjunto, fotografias, programas, cartazes e outros documentos originais de cada ano:

 

1964 e 1965

Os Tubarões 1964 e 1965:

Fotos da estreia do conjunto no Salão Nobre do Clube de Viseu a 26/4/1964. A rodagem nas Termas de S.Pedro Sul. A inauguração do Restaurante/Bar O Tubarão na Figueira da Foz; O Casino da Figueira, as carteiras profissionais. A entrada do Quim Guimarães e a participação no Concurso IÉ-IÉ:

 

1966

Nomeados Embaixadores de Viseu, a final do IÉ-IÉ, os espectáculos em Viseu, Brasil em Viseu, a Figueira da Foz, as fotos do Germano, o Verão no Casino, a foto com Amália, programas do Casino, a gravação do disco Old Lady no Clube de Viseu, a D.Urraca, o Estúdio na Alexandre Hercularo:

  

 

1967

Bailes de Finalisttas; Festa do III aniversário com Tonicha e os Corsários, actuação na Boite "O Caruncho" em Lisboa, o Verão no Casino, a gravação do disco, programas, minuta de contrato. Fotos com Simone de Oliveira e Nicolau Breyner no Casino Figueira. Recortes de imprensa.

 

 

1968

Bailes de Finalistas, o Carnaval na Neve, a saída do disco, de novo o Verão no Casino com Juan Manuel Serrat, Duo Dinãmico, o nosso Estúdio, Playlist, entrevistas, etc ...

 

 

IÉ-IÉ:

Eliminatoria de 10 de outubro de 1965; Meia Final a 15 de Janeiro de 1966 e Final a 30 de Abril 1966.

 

 

 Trajes e Instrumentos:

Casacas à Beatles de 1967, Viola Hofner de 1964 e viola Vox de 1965. microfone AKG, coluna Dynacord e maquete da capa do disco Poema do Homem Rã".

 

 

Com o nosso Bem Haja a José Tomás pelo apoio e fotos.

 

porep

publicado por os tubaroes, Viseu às 10:08
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01 de Maio de 2014

A estreia oficial do conjunto ocorreu a 26 de Abril de 1964 no Salão Nobre do Clube de Viseu.
50 anos depois, correspondendo a um convite da Direcção do Clube de Viseu e do seu Presidente Dr. Francisco Mendes da Silva, decorreu uma cerimónia no mesmo Salão Nobre que incluiu uma Sessão Evocativa (I), uma exposição da vida dos Tubarões com fotos e reportagens, cartazes, programas, discos editados, instrumentos e trajes originais do conjunto (II) a que se seguiu a inauguração de uma vitrine com o espólio do conjunto relacionado com a vida deste naquele Clube (III).

A Sessão Evocativa (I) foi presidida pelo Dr. Francisco Mendes da Silva, Presidente da Direcção do Clube de Viseu, que salientou a razão de ser da cerimónia e os antecedentes que levaram à sua realização. 

 

 

 

Sobre a carreira musical do conjunto e algumas vicissitudes particulares vividas pelo grupo falou quem as viveu por dentro: José António Sacadura: 

 

 

 

"Reunimo-nos hoje para assinalar 50 anos do 1º concerto dos Tubarões, nesta sala do Clube de Viseu.

 

Pessoalmente estou aqui por uma razão muito simples: Amizade. 

Mas uma amizade que nada tem com o popular ditado que diz serem os amigos para as ocasiões, porque para mim, os amigos são para sempre. E como diria outro amigo que partiu recentemente” Um verdadeiro amigo é alguém que pega a sua mão e toca o seu coração. “(Gabriel García Márquez)

 

Estou certo que a maioria dos presentes recorda o trajecto percorrido pelos Tubarões. Muitos tiveram oportunidade de conhecer detalhes das peripécias vividas na época, graças à leitura do Livro “Viseu Anos 60”,que o Eduardo Pinto deu á estampa.

 

Por isso mesmo, não vou repetir factos ali retratados. Limitar-me-ei a evocar, muito sucintamente, alguns aspectos que ajudem a compreender o que esteve na origem, deste grupo de “afoitos infantes”.

 

No início dos anos 60, na juventude visiense predominava um grupo de mais velhos, digamos do 5ºano do liceu para cima, que por já usarem barba, nós, do grupo dos mais novos, passámos a designar” carinhosamente” por Xibos.

 

Esse grupo, aos domingos à tarde, promovia, aqui no Clube de Viseu, matines dançantes.

 

Nós, os mais novos, que já frequentávamos o Clube de Viseu, começamos a assomar á porta desta sala e alguns aventuraram-se a dar o seu pé de dança.

 

A condescendência dos mais velhos, lá permitia a nossa presença, embora sem voto na escolha das músicas postas a tocar no gira-discos.

 

Mas, para este grupo dos mais novos, as matines sabiam a pouco.

 

De alguma maneira influenciados pelas notas musicais que abalavam estruturas e traziam cheiro de novos tempos, e querendo fugir aos olhares “do Regime rigido”, a que no Clube estavam sujeitos, procuraram uma solução alternativa, que lhes desse mais liberdade.

 

E, a solução pensada apontava para criar o que viria a ser um precursor das Bandas de Garagem, neste caso,  um  orgulhoso “clube de garagem”.

 

Porém, um problema subsistia, onde conseguir uma garagem?

 

É então que o Vitor Barros, Vitó para os amigos, consegue convencer seus pais a autorizar que o sonho se tornasse realidade.

 

Assim, não propriamente na garagem, mas, na cave de sua casa em Massorim, nasceu o clube “Só +2”. Mais tarde viria a evoluir e passou a designar-se por “Tic-Tac”.

 

Ali realizávamos matines dançantes às quartas e sábados, com acesso muito restrito e sem mirones.

 

Não se pense que era um Clube qualquer, pois em réplica do Clube de Viseu, também tínhamos lanches e sala de jogo.

 

Para o nosso grupo de então entra um recém-chegado a Viseu, vindo de Moçambique, o António Fernandes, Tó Fifas para os amigos.

 

O Tó Fifas aporta ao grupo novos conhecimentos, que muito contribuíram para o seu fortalecimento.

 

Desde logo, e por graça o refiro, uma nova forma de assobiar, que passámos a usar nas nossas deambulações nocturnas e que peço ao Fifas para exemplificar.

 

Mas o mais interessante foi ter-nos revelado o seu lado artístico, tocando viola e harmónica na perfeição.

 

Daí nasce a ideia de formar um conjunto,” uma Banda de Garagem”, pois  na época banda, só a dos Bombeiros Voluntários ou a de Quadrazais.

 

E para formar esse almejado conjunto havia apenas que ultrapassar um pequeníssimo problema: Nenhum de nós sabia tocar qualquer instrumento.

 

Para que o Fifas, constituído e arvorado em Mestre, pudesse exercer o seu papel,

era preciso seleccionar quem tivesse aptidões para a coisa e arranjar uns instrumentos para iniciar as lições.

 

Tudo isto parecia fácil, até porque para cantor, o Zé Merino preenchia os requisitos, como agora se diz, e não precisava de aprender a tocar. Um dos poucos que se salvava, no meio da harmoniosa desarmonia.

 

Depois de conseguidas duas violas de empréstimo, só ficava a faltar o local para os ensaios.

 

Pois é, mais uma vez a solução passou por casa do Vitó.

 

Ali, na sala de jantar se juntavam o Vitó, o Eduardo, o Luis Dutra, o Zé Merino e o Fifas. Eu, que nem para tocar ferrinhos tinha queda, ( aliás,  meu instrumento de eleição), permanecia de espectador atento, dando apoio moral, e tentando perceber do aproveitamento dos alunos.

 

As violas lá iam contribuindo para o avanço dos instruendos, mas pior estava o baterista Eduardo, que tinha de se contentar com umas caixas de sapatos, uns testos de panelas e uma baquetas, ou melhor canetas da famosa marca BIC.  Assim, se escreveu, literalmente , o primeiro capítulo da história musical do conjunto.

 

E desta forma simples, mas com muito trabalho e dedicação e ultrapassando difíceis obstáculos, o Mestre Fifas conseguiu, com os seus dotes, aproveitar os talentos dos companheiros: Vitó, Luis, Eduardo e Zé.

 

E o melhor corolário foi o espectáculo dado nesta sala em 26 de Abril de 1964, há precisamente 50 anos. Quem diria que os penetras das matines de domingo” esses afoitos infantes”, viriam abafar o gira-discos e os Xibos dançariam ao som das suas tocadelas?

 

Depois de tão prometedor começo, surge a evolução com a entrada dos talentosos Carlos Alberto Loureiro, e mais tarde a do Quim Guimarães.

 

E a carreira lá vai continuando.

 

Mas o zénite chegou com a participação no famoso concurso ié-ié no Monumental em Lisboa, onde assisti a todas as eliminatórias, e para onde mobilizei amigas e amigos daquela época para um apoio forte. Lembrem-se que era um conjunto de província, desconhecido da juventude da capital.

 

A participação foi excelente e o resultado final ninguém o pode explicar, pois em nada correspondeu ao valor de cada um.

Por esta ocasião entra para o lugar do Quim o Valdemar, Vató para os amigos.

 

Pessoalmente e sem qualquer facciosismo posso garantir que os Tubarões mereciam o 2º ou  3º lugar e que o 1º deveria ter sido para os Sheiks, embora o resultado final não tenha explicação plausível. Mistérios do Movimento Nacional Feminino.

 

 Mas para que esta evolução se tivesse tornado realidade foi peça chave, o Exm Senhor Xavier Sá Loureiro, pai do Carlos Alberto, que deu o suporte financeiro indispensável para aquisição de novos instrumentos, supervisionava o dia a dia e toda a logística dos concertos .

 

Como corolário daquela participação, alcançaram a almejada meta: Gravar um disco.

 

Vivendo os Tubarões em Viseu e sendo necessário promover o disco pelas rádios em Lisboa, coube-me a mim e ao Fernando Pascoal de Matos, então já a viver em Lisboa,

dar as entrevistas a esses programas, de que recordo 23ªHora na RR. e PBX na Comercial.

 

Concluirei, afirmando claramente que sem o talento do Fifas, o extraordinário casal Barros, verdadeiros visionários e apoiantes incondicionais, deste grupo, os Tubarões não “teriam saído ao mar”.

 

Sem o suporte financeiro e controlo activo do Sr. Xavier Sá Loureiro, os Tubarões não teriam “nadado até outros mares”.

 

Tendo também, bem presente na memória, o Sr. Sá Loureiro, e  os amigos que tão cedo nos deixaram, Zé Merino e Luis Dutra. Mas quem é lembrado, nunca desaparece.

 

 Quero aqui prestar uma especial e singela homenagem à  Exmª  Senhora Dª Margarida Barros, que felizmente ainda se encontra entre nós e de boa saúde.

 

A Senhora Dª Margarida Barros, mãe do Vitó, foi de facto uma senhora  que  manifestou uma compreensão da juventude dos anos 60, acompanhou este movimento libertário, muito para além dos padrões praticados, pela sociedade de então.

 

 Enternecedora, na forma como acompanhava as nossas iniciativas, o carinho com que nos recebia em sua casa, será sempre recordada com muito afecto por todos os que a frequentaram.

 

E porque uma das singularidades da vida é não o “adeus”, mas o “ reencontro”, peço, para todos os que acabo de evocar, aqueles que partiram e para  os amigos de sempre, aqui presentes, Vitó, Fifas, Eduardo e Carlos Alberto  peço, dizia eu, uma calorosa salva de palmas.

 

Obrigado"

 

Apoios: José António Sacadura, Fotógrafo José Alfredo.

porep 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 00:24
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17 de Dezembro de 2013

 A estreia oficial do conjunto ocorreu a 26 de Abril de 1964 numa Matinée no Clube de Viseu. Foi a nossa casa de ensaios até 1966. Lá guardávamos os nossos instrumentos, ensaiávamos e gravámos três temas inéditos no Salão Nobre, em Outubro de 1966 (Gravador Grundig, live on tape, som ambiente, sem pós produção).


Aproveitando o lançamento do livro "Portugal Eléctrico-Contracultura Rock 1955-1982" de Edgar Raposo e Luis Futre que inclui um disco com os nossos 3 temas gravados no Clube, decidimos entregar os nossos arquivos relacionados com o CLube de Viseu àquela Instituição num Acto Público que ocorreu dia 13/12 pelas 18H30. 


O Dr. Francisco Mendes da Silva, Presidente da Direcção do CLube de Viseu presidiu à sessão com o seu Colega de Direcção Dr. Francisco Capele, estando na mesa quatro elementos do Conjunto (e-d) António N.Fernandes (V.solo), Carlos A.Loureiro (Teclas) Victor Barros (V.ritmo) e Eduardo Pinto (Baterista). 



O Palco do Salão Nobre do Clube de Viseu foi decorado com as Casacas originais do Conjunto pertencentes a (e-d) José Merino (Vocalista) e a Carlos A.Loureiro (Teclas), a maquete original que serviu para a fotocomposição da capa do disco, e a viola Vox Shadow de Victor Barros (uma relíquia). A sessão teve ainda, em projecção contínua, o arquivo fotográfico da vida e obra do conjunto com fundo musical dos 7 temas originais gravados pelos Tubarões.


A arquivo entregue ao Clube de Viseu é composto por 9 fotos, todas do Clube de Viseu dos anos de 1963 a 1967, um exemplar do livro "porViseu'60s - retratos de Viseu e da carreira musical de Os Tubarões" e um exemplar do livro "Portugal Eléctrico-Contracultura Rock 1955-1982". 


(e-d) António N.Fernandes (V.solo), Carlos A. Loureiro (Teclas), Eduardo Pinto (Baterista) e Victor Barros (V.ritmo).
publicado por os tubaroes, Viseu às 13:52
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28 de Agosto de 2013

Nicolau Breyner com Os Tubarões no Salão Nobre do Casino da Figueira, a 31/8/1967.

(e-d) Carlos Alberto Loureiro, Victor Barros, Nicolau Breyner, José Merino, Eduardo Pinto e Luis Dutra. Foto José Santos, Coimbra.

 

" Conhecemos o Nicolau Breyner no Casino da Figueira em Agosto de 1967.

Estreou a 29/8 como cantor, assistiu à nossa matinée desse dia, imediatamente antes do seu ensaio no Salão de Café a que também assistimos. E sentimos alguma proximidade entre nós pela mútua juventude e gosto musical.

O Nicolau com os seus 26 anos era uma vedeta do Teatro, Revista e Cinema e tinha iniciado a carreira de cantor a solo.

 

  Começámos a conviver nesse dia com muita empatia mútua. Ao serão e após a estreia ceámos juntos no Casino e houve logo noitada. O Nicolau, qual vedeta, estava instalado no Grande Hotel. Quando saíamos do Casino já estava tudo fechado na zona central e acabámos por ir até à Sacor, o único lugar ainda aberto às 3 da manhã. Depois de alguns copos e muita laracha divertida regressámos a pé da Sacor que ficava perto da Estação dos Caminhos de Ferro. Quando passávamos nas Docas estavam a entrar algumas traineiras cheias de sardinha, com um brilho único tão reluzente que o Nicolau não resistiu e encomendou duas caixas pedindo que as entregassem de manhã no Grande Hotel. Combinou-se logo uma grande sardinhada para o dia seguinte com o nosso compromisso de tratarmos da logística necessária. O pescador, atónito, lá aceitou o dinheiro e comprometeu-se a entregar as caixas ao outro dia de manhã no Grande Hotel, como veio a acontecer. Ainda antes das 10H00, madrugada para o Nico, toca o telefone da recepção. O Nicolau ainda a dormir perguntava: “Duas caixas de sardinha para mim? Para mim ??? Oh Homem sei lá, leve-as para a cozinha que depois logo se vê; Olhe, ofereça-as aos seus Clientes ao almoço.” E nunca mais se lembrou da sardinhada.

Como combinado encontrámo-nos à tarde no Casino. Entretanto mobilizámos algumas amigas e amigos, uns com carro, e o Zé Gordo preparado com o seu Peugeot, para irmos à sardinhada do Nicolau cujo local mais sossegado e apropriado seria o Cabo Mondego. Quando o Nicolau chegou ao Casino é que se lembrou da sardinhada combinada e do que tinha dito no Hotel. Lá se desfez em desculpas e nos descompôs em riso com as sua inúmeras histórias e graças que lhe saiam em catadupa, não dando tempo para mais alguém falar. Meia hora depois, já com o grupo mais reduzido, o Nicolau manifestou algum interesse em dar uma volta pela Figueira. Logo o Zé Gordo ofereceu os seus préstimos e uma das figueirenses presentes prontificou-se a ser a cicerone na Figueira da Foz e arredores. Foi uma volta longa que terminou tarde na Serra da Boa Viagem. À noite, o Zé Gordo, muito entusiasmado, acercou-se de nós dizendo que o Nicolau tinha uma proposta irrecusável aconselhando-nos a não dizermos que não. Ficámos expectantes pelas novidades que iriam aparecer. Após o Show o Nicolau propôs-nos produzirmos um espectáculo em que ele seria a atracção, nós faríamos sózinhos a 1ª parte e na 2ª acompanharíamos o Show do Nicolau. E não haveria problema pois em Setembro já poderíamos ir para Lisboa e começar os ensaios para em Outubro começarmos a tournée. Foi um projecto que nos agradou sem dúvida, mas … e os estudos, …

Ficou a ideia que a todos entusiasmou, e até o Zé Gordo estava disponível para fazer a cobertura fotográfica do evento de abrangência nacional. E tratámos logo de ensaiarmos uns toques que o Zé Gordo registou para a posteridade.

(e-d) José Merino, Carlos Alberto Loureiro, Eduardo Pinto, Nicolau Breyner, Luis Dutra e Victor Barros. Foto José Santos, Coimbra.

  

Nunca conseguimos concretizar este projecto. O Nicolau somava êxitos sobre êxitos na arte de representar, e nós voltámos ao ano escolar, ainda um pouco meninos dos teen , em vésperas da guerra, marchar, marchar …

No ano seguinte viemos a reencontrar o Nicolau no Casino e, em simultâneo com o Toni de Matos, vivemos cenas absolutamente hilariantes.

 

Mais tarde, já a cumprir o serviço militar em Lisboa, voltámos a conviver com o Nicolau no Monumental em 1969/70, e ainda mais tarde, a partir de 1997 na RTP. Até hoje."

 

in porViseu'60s

          Programa do Casino da Figueira de 29/8 a 1/9 de 1967

 

                                           

                                   Licença da Inspecção Geral dos Espectáculos

publicado por os tubaroes, Viseu às 23:26
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Os Tubarões em livro: porViseu'60s.
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