Este blog descreve momentos da vida da banda de rock "Os Tubarões", de Viseu, Portugal entre 1963 e 1968. This blog describes rock band moments of life "Os Tubaroes", Viseu, Portugal between 1963 and 1968.
15 de Outubro de 2011

 

Foi no domingo, 9 de Outubro, que Os Tubarões se reuniram de novo em Gondemaria, na fantástica casa do Carlos Alberto, para uma confraternização especial motivada pela presença do Luso-Americano Quim Guimarães (Kim Senders) ex-Executivo da Direcção de Marketing da Coca-Cola, radicado em Atlanta, Estados Unidos. E para surpresa do Encontro apareceu um bolo feito pela filha do Rogério Dourado, a Filipa Dourado http://deliciasdapipas.blogspot.com/ que nos presenteou com um bolo com o formato da D.URRACA, com a decoração de 1968 - Preta e Cor de laranja.

Grande ambiente de confraternização que incluiu muito convívio, estórias, memórias e muita música.

Mais um grande momento de uma amizade nascida há 47 anos. É Obra !

Da esquerda/direita: Carlos Alberto, Luis Dutra, Fernando Pascoal de Matos, Teresa Merino, Tó Fernandes (Fifas), Eduardo Pinto e Quim Guimarães.

Grande dia, boa atmosfera e alegre convívio.

Um especial agradecimento aos anfitriões Irene e Carlos Alberto.

 

 

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publicado por os tubaroes, Viseu às 03:27
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25 de Abril de 2011

 

Quase todos os dias, normalmente depois das aulas, passávamos pelo nosso clube de garagem o “TIC-TAC”. Aos Sábados tínhamos quase sempre audição de novos discos e por vezes baile com ensaios de passes para as danças das matinées do Clube de Viseu. Quanto ao Conjunto continuávamos a ensaiar na Casa do Adro. Como instrumentos tínhamos as duas violas holandesas Egmond Manhattan, uma viola acústica, a caixa de sapatos e, quando podíamos, uma bateria alugada ou emprestada, mesmo só com a tarola e um prato. A nossa “playlist” iniciou-se com alguns dos êxitos do Cliff Richard incluindo, entre outras, as seguintes músicas: Evergreen tree, The young ones, Bachelor boy, Living doll, A girl like you, When the girl in your arms. Dos Shadows, só soladas, como Perfídia, Apache, Guitar Tango, Peace Pipe, Dance On e Sleep Walk. Do Elvis ensaiávamos o It’s now or never, Tutti frutti, Be-bop-a-lula. E também outros êxitos da época como o Oh Carol do Neil Sedaka, América, La Bamba e o If I had a hammer do Trini Lopez, o Bye bye love, The Everly Brothers, When the saints go marching in, Louis Amstrong, Hello Mary Lou, Ricky Nelson, e o Derniers Baisers dos Les Chats Sauvages. Incluíamos ainda algumas outras músicas instrumentais como as Crianças do Pireu, e o Charlston que eram sempre bem acolhidas pelo público gerando sempre alguma animação na pista. Um pouco mais tarde as músicas dos Beatles.

Foi em Março de 1964 que a Radio Caroline, a mais famosa estação clandestina de rádio, iniciou as suas emissões a partir de um barco localizado em águas internacionais ao largo do Reino Unido. Foi criada com o objectivo de promover a novíssima música Pop e os novos conjuntos musicais que as Rádios tradicionais não passavam, e algumas até, boicotavam. A Radio Caroline lançou os novos conjuntos, discos, singles e elaborava uma classificação semanal dos êxitos através do seu Top Ten. Foi esta a rádio que promoveu os Beatles, os Rolling Stones, os Who, os Animals, os Searchers, os Kinks, os Manfred Man, os Hollies, os Birds e muitos outros, com os lançamentos antecipados dos seus novos singles. Tinha um tipo de locução muito viva e dinâmica que contrastava com a voz pautada e respirada da escola de rádio tradicional. E nós por cá sintonizávamos em FM o programa “a 23ªHora”, um programa da nova geração, dinâmico e com muita audiência junto das camadas jovens, e um pouco mais tarde o “Em Órbita”, no Rádio Clube Português. A música Pop ganhava definitivamente o estrelato.

Em Abril reiniciaram-se as matinées quinzenais no Clube de Viseu, sempre aos domingos, agora organizadas pelo grupo Arranha Teddy Twist Club (Os Xibos) liderados pelo O.Martins, F.Matos, Palhoto e J.Barreiros. Era o Grupo mais próximo do nosso, cerca de um ano lectivo mais adiantados, e que acompanhavam à distância as notícias sobre a evolução do Conjunto. Surgiu então a ideia de se organizar uma matinée dançante para a apresentação pública de Os Tubarões junto do seu público alvo. Aconteceu a 26 de Abril com instrumentos e aparelhagens emprestados, em que ainda um dos nossos Rádios serviu de amplificador da viola ritmo do Victor, uma Egmond Manhattan. Foi uma tarde memorável, um grande sucesso com sala esgotada, que gerou uma boa receita a qual permitiu o arranjo do gira-discos do Clube, que já apresentava sinais de algum cansaço. Fizémos dois takes de cerca de uma hora cada com um intervalo e, no final, alguns encore, naturalmente a pedido do público. Dessa data e para a posteridade ficou esta foto com o nosso primeiro grupo de Amigas, Fãs e Admiradores. Na foto podem ver-se: (Superior, esq/dir.) Sá, António Júlio Valarinho, Tó Fernandes, Tito, Eduardo Pinto, Cristiano e mais atrás o Luis Mesquita e o Carlos Alberto ao tempo do Conjunto “Os Ases” com quem partilhámos alguns instrumentos e equipamentos; (meio, e/d) Zé Sacadura, Luis Dutra, Vitó, Zé Merino e Frederico; (em pé) Lena Viegas, Graça Ébil, Anita, Manuela, Helena, Teresa Guerra, Alcina e Dulce. Este sim foi para nós o nosso verdadeiro baptismo de palco, o nosso primeiro concerto para o nosso público, num Palco de boas memórias onde voltámos a actuar inúmeras vezes.

 ‘.’ Extracto do livro porViseu'60s. - Retratos de Viseu nos 60's, e da vida musical do Conjunto Académico Os Tubarões, a editar em breve.

publicado por os tubaroes, Viseu às 18:35
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23 de Março de 2010

Vivíamos no limiar dos anos 60. O interesse musical da juventude crescia acompanhando a vulgarização dos discos de vinil e o aparecimento dos gira-discos portáteis. Na música ligeira moderna estávamos na época madura do Rock n’ Roll, na moda do Hula Hoop, e no início do grande êxito “The Twist” de Chubby Checker.

E a animação repercutia-se em todos os extractos da Sociedade. Vieram os Bailes, alguns com datas fixas como a Passagem do Ano, o Carnaval, as Festas dos Santos Populares, e os Bailes dos Bombeiros Voluntários durante a Feira de S. Mateus, e outros com motivos diversos como os Bailes de Finalistas, as Festas de Aniversário e mais tarde os Bailes de Garagem.

 

No Clube de Viseu era êxito garantido o Baile do Fim do Ano e a Matinée do dia 1 de Janeiro, para os mais Jovens. No Carnaval ganhava tradição o Baile de Máscaras (sábado magro), o Baile de Gala (sábado gordo) e o Baile de Carnaval, na terça-feira, além de uma ou duas Matinées para os mais Jovens.

 

E terá sido inspirado por estas que, em 1961/62, um grupo de jovens liderados por E.Faro, T.Madeira, J.Peixoto e Q.Cavaleiro, todos na casa dos 17/18 anos, conseguiu o apoio da Direcção do Clube para a realização de matinées dançantes, de 15 em 15 dias, em que a música de dança era a dos êxitos dos discos de vinil que cada grupo levava para serem tocados no gira-discos da casa. O preço de entrada era de 2$50 e mais tarde 5$00 e as receitas serviam para a compra de discos, tendo mesmo em 1962 sido adquirido um magnífico gira-discos com duas colunas acopladas. Nestas matinées cada grupo tentava “mostrar” o que melhor sabia dançar em conjunto, do Slop ao Twist, com os passes estudados e ensaiados durante a semana para serem publicamente demonstrados na matinée seguinte. Célebre ficou a música "BABY ELEPHANT WALK" do filme HATARI (1962) com John Wayne, um dos maiores Artistas do Cinema de então, música que foi objecto de uma coreografia própria que originou muitos ensaios e que era dançada em conjunto com passes cuidadosamente sincronizados. Esta coreografia manteve-se no top durante várias matinées, sendo objecto de vários encore durante a mesma tarde, com todos os dançarinos alinhados em longas filas pelo salão.

 

Na época 1963/64 a gestão das matinées passou para o grupo liderado por O.Martins, F.Matos, A.Palhoto e J.Barreiros. Foi na matinée de 26 de Abril de 1964 que, excepcionalmente e com grande excitação, se estrearam "OS TUBARÕES", com instrumentos e aparelhagens emprestados, em que até um Rádio serviu de amplificador da viola ritmo do Victor. Foi uma tarde de sucesso com uma receita espectacular que até permitiu o arranjo do gira-discos, que já apresentava sinais de algum cansaço.

 

Por Eduardo Pinto, com o apoio de Fernando Matos e de Foto Germano

publicado por os tubaroes, Viseu às 21:13
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Os Tubarões em livro: porViseu'60s.
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