Este blog descreve momentos da vida da banda de rock "Os Tubarões", de Viseu, Portugal entre 1963 e 1968. This blog describes rock band moments of life "Os Tubaroes", Viseu, Portugal between 1963 and 1968.
04 de Janeiro de 2016

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 (Fotos da Foto Germano)

 

O nosso Verão musical em 1964 foi passado nas Termas de S.Pedro do Sul. Foram umas férias fantásticas de convívio, muita amizade e um verdadeiro estágio musical. Tocámos em 3 Palcos: Na FNAT em espectáculos de encerramento dos turnos quinzenais, no Casino Rainha D. Amélia onde realizámos os nossos primeiros bailes com cachet, e na MÓ, a 1ª e mais original Boîte das Termas que se localizava na cobertura de um velho moinho na margem norte do Rio Vouga no início da ponte.

Retomadas as aulas entrou para o Conjunto o Carlos Alberto Loureiro (teclados) e saiu o António Fernandes (viola solo) por ter ido estudar para Lisboa. O Pai do Carlos Alberto, o Senhor António Xavier de Sá Loureiro, passou a ser o nosso Empresário gerindo a nossa carreira. A nossa sede para contactos era na Rua 5 de Outubro, 103-2º, casa do Alberto Carrilho nosso Relações Públicas.

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Estava acordado irmos animar as festas do Clube de Viseu – Baile de fim do ano e matinée dançante no dia 1.

Naquele ano, 1964, tinha sido inaugurado o Hotel Grão Vasco o que foi um grande acontecimento na cidade.

 

" Em 1964 Viseu tinha como oferta turística hoteleira várias Pensões: André (hoje Rossio/Parque), Central (muito popular por ter lançado o primeiro snack bar na cidade, A Gruta, com o famoso prego com ovo a cavalo), Ramboia, Bocage, Ideal, Passarinho, S. Lázaro, Preto, Viriato, Lusitana, Parreira do Minho, e eventualmente outras. Mas Hotel só havia o Avenida justificando-se plenamente um novo Hotel na cidade. Pertencente à Família Ferreira dos Santos, Família muito conhecida e de prestígio na cidade, donos da Estalagem Viriato localizada junto à Ponte de Fagilde a caminho de Mangualde, o Hotel Grão Vasco foi construído no espaço do antigo Quartel e tinha como seu Director Geral o João Ferreira dos Santos que quis organizar uma festa no 1º fim de ano do Hotel ...".

 

João Ferreira dos Santos entrou em contacto com o Sr. António Xavier Loureiro para nos contratar para irmos animar o fim do ano no Hotel. O contrato com o Hotel foi fechado pelo cachet de 4.000$00.

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O Baile do fim de ano realizou-se no Salão do Hotel frontal à recepção e o nosso Palco ficou instalado por baixo da zona das escadas para o 1º piso. Foi a nossa prova de fogo na cidade. Começámos pelas 23H00 e foi até às 04H00 da manhã, só nós, com poucos intervalos pois não havia outro sistema de som. Salão esgotado com a presença dos hóspedes do Hotel e também muitas famílias da cidade que não quiseram faltar a tão importante evento no lugar mais chique de Viseu. Para nós foi a primeira apresentação pública na cidade e, como é natural nestas situações, fomos alvo de um apertado escrutínio com todos os presentes a opinarem sobre o nosso desempenho: “São geitosos” deve ter sido a frase mais ouvida na noite a nosso respeito.

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 A formação que actuou no Hotel Grão Vasco no fim do ano de 1964 (e-d): Victor Barros, viola ritmo, José Merino, voz, Luis Dutra, viola baixo, Eduardo Pinto, bateria e Carlos Alberto Loureiro, teclados.

 

A partir de 1965 o Hotel Grão Vasco passou a ser uma verdadeira sala de visitas da cidade de Viseu. Davam-se os primeiros passos no fomento do Turismo em Portugal e, com o novo Hotel Grão Vasco, a cidade passou a ser incluída nos roteiros turísticos de Portugal. Começaram a chegar autocarros com excursões de turistas de várias origens, com preponderância para os Franceses e os Brasileiros. Geralmente chegavam às 3ªs ou 4ªs feiras pelas 19H00, instalavam-se, jantavam e dormiam. Na manhã do dia seguinte visitavam a cidade (a Rua Formosa, Mercado 2 de Maio, Rua do Comércio e Centro Histórico e Rua Direita) e seguiam para outras paragens.

Em 1966, após a final do Concurso IÉ-IÉ, o nosso amigo Germano fez um conjunto de fotografias no átrio do Hotel e de uma delas, um postal ilustrado que era vendido nos Agostinhos, no Café Rossio e em várias tabacarias da cidade e consta que foi um sucesso comercial.

 

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Em 1967 voltámos a actuar no Hotel Grão Vasco dando suporte a uma série de passagens de Modelos da Woolmark que acompanhámos em várias partes do País.

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Hotel Grão Vasco, 1967 (e-d): José Merino, voz; Carlos Loureiro, teclados, Victor Barros, viola ritmo, Eduardo Pinto, bateria e Luis Dutra, viola baixo. 

 

Agradecimentos: Foto Germano;

Citação: porViseu 60's

porep

 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 19:25
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11 de Julho de 2015

Old Lady é um tema musical criado pelo José Merino em 1966 com nítida influência “Beatles”. O Zé vivia o seu período mais fértil em criatividade e, soubesse ele tocar algum instrumento, mais títulos musicais teríamos hoje em carteira. Sempre a cantarolar Beatles, rapidamente introduzia variações nos temas que trauteava nascendo um novo trecho musical que posteriormente desenvolvia.

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    - Estávamos no início do ano lectivo 1966/67, primeiros dias  do  Outono.

O Zé Merino vivia em Santo Estêvão e o pai tinha um armazém de lanifícios no nº 36 da Praça D. Duarte, onde hoje está instalada a loja de antiguidades Secopiorum. Todas as manhãs a família chegava de carro pelas 08H45 à Praça D. Duarte, onde nos encontrávamos, e os dois seguíamos juntos para o Liceu pelo trajecto Rua do Comércio, Rua Formosa, Rossio, Parque e Liceu. A Rua Formosa tinha trânsito desde a Praça de Santa Cristina até ao Rossio e o Mercado 2 de Maio era um rebuliço àquela hora cheio de gente.

Quando seguíamos na Rua Formosa no passeio do lado do mercado, apercebemo-nos de que, em frente ao Horta, uma velhinha tentava atravessar a rua com alguma dificuldade devido ao trânsito automóvel que a assustava. O Zé não hesitou e atravessou a rua pegando no braço da Sra. ajudou-a a dirigir-se para o seu destino que era o Mercado. Logo após este gesto, no resto do trajecto para o Liceu o Zé começou a trautear a música e a criar a letra desta sua 1ª composição que tem como título “Old Lady”.

  

 

 

Ao tempo ensaiávamos no Salão Nobre do CLUBE de VISEU, onde tínhamos os instrumentos montados.

Gravador-grundig-tk141.jpgFazia da parte da Direcção o Dr. João Lima, prestigiado Advogado da cidade, que muito nos apoiava e várias vezes referia a necessidade de gravarmos um disco. Um fim de semana em que ensaiávamos o Dr. João Lima apareceu muito entusiasmado com o novo e fantástico gravador Grundig estereofónico que tinha adquirido e que poderíamos utilizar para gravarmos umas músicas.

Dito e feito. Um belo fim de semana lá fomos para o Clube de Viseu ensaiar. O Dr. João Lima e o Rogério Dourado montaram o gravador mesmo no meio do Salão com o microfone dirigido para o Palco. Fizeram-se vários ensaios para estudar o melhor local para a localização do fantástico microfone, também ele estéreo com duas cabeças de registo de som e lá fizemos a nossa primeira gravação de três originais que foram editados pela GROOVIE RECORDS   em 2013.

 

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(e) Foto da bobine original dos temas gravados no Salão Nobre do Clube de Viseu em 1966.

 

 

 

 

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(d) Capa e disco com foto original no palco do Clube de Viseu em 1966

 

 

 

 

 

 

Foram gravados 3 temas originais: Old Lady (José Merino); A girl for me (José Merino e Luis Dutra) e Come back (José Merino e Victor Barros), editados em 2013 e ainda à venda na Editora GROOVIE RECORDS com a referência A PE00001-13.

 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 17:31
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02 de Maio de 2014

No Salão do piano do Clube de Viseu foi montada uma exposição com a Memória do Conjunto “Os Tubarões”, composta por 5 paineis e uma mostra de trajes e instrumentos originais do conjunto nos 60’s.

Os 4 primeiros paineis retratavam a vida do conjunto nos anos 1964 a 1968 com a composição do Conjunto, fotografias, programas, cartazes e outros documentos originais de cada ano:

 

1964 e 1965

Os Tubarões 1964 e 1965:

Fotos da estreia do conjunto no Salão Nobre do Clube de Viseu a 26/4/1964. A rodagem nas Termas de S.Pedro Sul. A inauguração do Restaurante/Bar O Tubarão na Figueira da Foz; O Casino da Figueira, as carteiras profissionais. A entrada do Quim Guimarães e a participação no Concurso IÉ-IÉ:

 

1966

Nomeados Embaixadores de Viseu, a final do IÉ-IÉ, os espectáculos em Viseu, Brasil em Viseu, a Figueira da Foz, as fotos do Germano, o Verão no Casino, a foto com Amália, programas do Casino, a gravação do disco Old Lady no Clube de Viseu, a D.Urraca, o Estúdio na Alexandre Hercularo:

  

 

1967

Bailes de Finalisttas; Festa do III aniversário com Tonicha e os Corsários, actuação na Boite "O Caruncho" em Lisboa, o Verão no Casino, a gravação do disco, programas, minuta de contrato. Fotos com Simone de Oliveira e Nicolau Breyner no Casino Figueira. Recortes de imprensa.

 

 

1968

Bailes de Finalistas, o Carnaval na Neve, a saída do disco, de novo o Verão no Casino com Juan Manuel Serrat, Duo Dinãmico, o nosso Estúdio, Playlist, entrevistas, etc ...

 

 

IÉ-IÉ:

Eliminatoria de 10 de outubro de 1965; Meia Final a 15 de Janeiro de 1966 e Final a 30 de Abril 1966.

 

 

 Trajes e Instrumentos:

Casacas à Beatles de 1967, Viola Hofner de 1964 e viola Vox de 1965. microfone AKG, coluna Dynacord e maquete da capa do disco Poema do Homem Rã".

 

 

Com o nosso Bem Haja a José Tomás pelo apoio e fotos.

 

porep

publicado por os tubaroes, Viseu às 10:08
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06 de Julho de 2012

 

Orfeão de Viseu

 

Nas décadas de 1950/60 o Orfeão de Viseu tinha uma grande actividade cultural promovendo o Canto, Teatro, Poesia e Variedades.

Eram famosos os concertos dados pelo Orfeão de Viseu que se deslocava a várias localidade das regiões Centro e Norte do País.

 

Teatro no Orfeão de Viseu, 1950.
 

 

 

     Ulisses Sacramento, viseense de gema, iniciou as suas lides artísticas no Orfeão de Viseu na representação teatral e também no canto, actividade ao tempo orientada pelo Maestro Mário Costa. Ulisses Sacramento salientava-se quer na representação quer no canto e, com o seu grande à vontade, contagiava com a sua boa disposição e laracha todos os que o rodeavam.

 

                 Ulisses Sacramento, 1951.

 

 Os Companheiros da Alegria

 

Em 1951 a organização da Volta a Portugal desafia Igrejas Caeiro a organizar um espectáculo em cada localidade onde a Volta a Portugal chegava. Igrejas Caeiro aceitou o desafio e iniciou um projecto cultural de cariz popular muito inovador com o nome de “Os Companheiros da Alegria”.

Começou por ser um espectáculo de variedades de música ligeira com variados concursos que em cada um dos espectáculos procuravam envolver os
locais tornando o espectáculo interactivo. E em simultâneo com o espectáculo Igrejas Caeiro lançou também um programa diário de rádio transmitido pelo Rádio Clube Português.

 

“Os Companheiros da Alegria” tiveram um grande sucesso e formaram-se enquanto Companhia de Teatro que, mesmo após a Volta a Portugal, não parava com os espectáculos por todo o País.

Um grande sucesso nacional que com o passar do tempo enriqueceu o seu formato de espectáculo com a inclusão de rubricas de Teatro, Revista e Opereta, atraindo também os maiores nomes artísticos nacionais da época.

 

Os Companheiros da Alegria, 1953.

 

Os espectáculos integravam variados tipos de concursos, alguns dos quais destinados a descobrir novos Artistas como  “Tem um minuto para mostrar o que vale”. Na primeira vez que a Volta passou por Viseu com “Os Companheiros da Alegria”, Ulisses Sacramento foi desafiado por amigos a ir até ao Avenida Teatro assistir e participar nesse concurso. E a sua prestação foi tão eloquente que foi contratado por Igrejas Caeiro para integrar de imediato o elenco dos “Companheiros da Alegria”.

Ulisses Fernando, seu novo nome artístico, iniciou assim uma carreira profissional nos Companheiros da Alegria com a sua primeira actuação oficial no Cine Teatro da Guarda. Com a sua voz romântica de timbre muito harmonioso e bonito especializou-se na chansonnette francesa, tipo de música que dominava os êxitos da época, com grandes nomes do Musicall Francês como Edith Piaf, Maurice Chevalier, Charles Trenet, Gilbert Bécaud, entre outros.

E foram vários os sucessos interpretados por Ulisses Fernando como Bell Ami, Douce France, Bolero, Mademoiselle de Paris e Pigalle.

 

Ulisses Fernando (Sacramento) com Igrejas Caeiro e outros Artistas dos Companheiros da Alegria.

 

Ulisses Fernando Sacramento fez a sua carreira profissional como elemento efectivo dos Companheiros da Alegria onde fez Teatro, Revista e Opereta, cantou e encantou com as suas interpretações e ouviu muitos aplausos dos quais o que mais o marcaram foi uma das suas actuações no S.Luis onde foi ovacionado de pé por todo o público.

 

Em 1954 Igrejas Caeiro instala “Os Companheiros da Alegria” no Teatro da Trindade em Lisboa.

Com todos os espectáculos esgotados recebe uma nota da Inspecção Geral dos Espectáculos proibindo a continuação da sua actividade teatral. Segundo informações da época este facto deveu-se a uma entrevista de Igrejas Caeiro em que este Artista afirmava que “Nehru era o maior estadista daquela geração”.

Vivia-se em pleno a época salazarista e uma declaração destas era perturbadora para um regime que apreciava pouco tanto sucesso não controlável daquele grupo independente. E assim aproveitou este facto para encerrar as actividades da Companhia levando todos os seus Artistas para o desemprego. Ulisses Fernando foi assim apanhado nesta proibição que também o impediu de ir cumprir um excelente contrato para uma digressão acordada para Angola.

 

Ulisses Fernando regressou de novo a Viseu onde acabou por integrar como vocalista a Orquestra Cine Jazz dirigida pela Maestro Mário Costa vivendo alguns momentos de glória uma vez que além de cantor era um grande entertainer e apresentador que animava todas as festas da Região.

 

Actuação da Orquestra Cine Jazz com Mário Costa ao piano, Ulisses Sacramento vocalista, Carlinhos da Sé na bateria, António Correia no violino, Chaves no saxofone e Manuel Pires no rabecão.

 

              Ulisses Sacramento em palco.

 

Ulisses Fernando Sacramento, Artista ilustre de Viseu, tem hoje 89 anos e vive na sua cidade mais longe do nosso Rossio de que tanto gosta e do qual tem muitas saudades.

 

porep com a devida vénia de porViseu!

 

Com a colaboração de Teresa Merino e Celso Albergaria;

 

Apoios : FOTO GERMANO

              e Luis Costa

publicado por os tubaroes, Viseu às 17:34
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24 de Maio de 2012

 Orquestra Cine Jazz, Viseu (1942 - 1961)

 

 
Foto de 1942. Legenda (esq-dir.): António Correia - violino, Francisco (Chico Alfaiate) - bateria, Desconhecido - banjo, Desconhecida - piano, Patrocínio - trompete, Irineu Amaral - saxofone e Chaves - saxofone.
 
 
A Orquestra Cine Jazz de Viseu terá sido constituída nos anos 40's em Viseu, data da fotografia, e durante 20 anos foi um marco na música ligeira da cidade.
As suas actuações ocorriam no Orfeão de Viseu, no Café Rossio, na Feira de S. Mateus quer acompanhando os Artistas que ali actuavam no Palco principal quer animando os Bailes dos Bombeiros Voluntários às 4ªas e sábados, no Grémio (Clube de Viseu), Festas e Romarias por todo o Norte de Portugal, Queima das Fitas de Coimbra e apoiando os espectáculos no grandioso Avenida Teatro.
Na época Viseu tinha uma das melhores casas de espectáculo do País onde todos os grandes Artistas Nacionais desejavam actuar. Era o Avenida Teatro que fazia par com o Teatro Nacional de S.Carlos. Situado na Avenida Emídio Navarro o Avenida Teatro tinha sido inaugurado em 1921, com 2.000 lugares, 1.500 lâmpadas eléctricas, 2 Plateias, Geral, dois andares de Camarotes e ainda um Jardim exterior. Era uma Casa de Espectáculos de grande prestígio onde se realizavam os melhores espectáculos do País, quer de Teatro quer música ligeira. Por ali passaram as mais prestigiadas Companhias de Teatro Nacionais, foram transmitidos em directo vários espectáculos de Variedades como os Serões para Trabalhadores da Emissora Nacional, Os Companheiros da Alegria onde actuou o ilustre e romântico cantor Viseense Ulisses Sacramento, os espectáculos da Volta a Portugal, as grandes Revistas à Portuguesa tão populares na época.
 
A partir de 1947, ano em que o Maestro Mário Costa chegou à cidade, toda a animação cultural musical sofreu um grande impulso, sendo a Orquestra Cine Jazz um dos motores dessa dinamização. O Maestro Mário Costa terá iniciado as suas actuações a solo no Café Rossio aos fins de semana. O seu irrequieto e saudável modo de estar aliado com a sua dinâmica natural cedo começou a movimentar a vertente musical da cidade, assumiu a liderança da Orquestra Cine Jazz a qual começou a enfrentar novos desafios profissionais como a acompanhar grandes artistas nacionais.
 
Orquestra Cine Jazz no Avenida Teatro acompanhando a Maria de Fátima Bravo(esq) e Maria Amélia Canossa, anos 50's. A Orquestra, dirigida pelo Maestro Mário Costa, ao piano, com António Correia no violino, Patrício no trompete, Chaves ao saxofone, Manuel Pires ao rabecão e Martins na bateria.
 
 

 Maestro Mário Costa acompanha Luis Piçarra e numa pausa descontraída com Henrique Mendes.
 
 
 Actuação da Orquestra Cine Jazz, (+-1960), Festas dos Santos Populares no Académico de Viseu com (esq.dir): Carlinhos da Sé o vocalista, Patrocínio no trompete, Martins na bateria, Chaves no saxofone, Desconhecido no rabecão, António Correia no violino e Maestro Mário Costa ao piano.
 

 

 

 Ano 1960/61, Clube de Viseu, talvez a última formação da Orquestra Cine Jazz com a entrada de novos e jovens músicos (esq.dir.): Gualter no rabecão, Quim Guimarães na viola eléctrica, Martins na bateria, António Correia no violino, Fausto no acordeão e Maestro Mário Costa no piano.

Gualter, Quim Guimaães e Fausto, com o Carlinhos da Sé formaram a seguir Os Diamantes.

 

Agradecemos o apoio de Camilo Costa, Celso Soares Albergaria e João Correia dos Santos. Fotos do livro porViseu'60s e arquivo Foto Germano.

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 22:01
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04 de Dezembro de 2011

 

 

O CINE ROSSIO

(do livro porViseu60s - Informações em porviseu@sapo.pt )

 

 

 

 

 Cine Rossio.

 

 

A partir de 1961 Viseu tinha uma única casa de espectáculos activa: o cinema Cine-Rossio localizado nas traseiras da Câmara, que iniciou as suas actividades em 1952. O edifício dispunha de três pisos e, dizia-se, tinha sido construído para albergar uma garagem: o piso -1, ao nível do actual Mercado, era um Salão de eventos onde se realizavam os bailes de Finalistas; no piso 0 situava-se a sala de cinema em anfiteatro, com um palco com boca de cena a toda a largura da sala mas com uma pequena profundidade de +- 2,5m, o que era uma grande limitação para outros espectáculos, com uns camarins rudimentares. Tinha 2ª e 1ª Plateias, e ao fundo da sala um conjunto de 12 Frisas de 6 lugares extensíveis a 8. No Piso 1 tinha o Bar e a Cabine de Projecção. Havia cinema às 3ªs, normalmente cowboys ou filmes de pancadaria, 5ªs Sábados e Domingos.

 

Embora com grandes limitações de área de palco também se realizavam alguns espectáculos no Salão de Cinema do Cine Rossio. Por ali passaram a Escola de Acórdeãos de Mário Costa, o Carlos do Carmo, o Conjunto Académico João Paulo e a Tonicha, entre outros.

Acompanhando o sucesso crescente da música ligeira dos anos 60's surgiram muitos filmes musicais. E nos Cinemas começou a moda de, aos intervalos da projecção destes filmes, actuarem os novos conjuntos Pop o que também aconteceu no Cine Rossio nos anos de 1965 e 1966 onde nós, Os Tubarões, actuámos inúmeras vezes.

 

 
 
.espectáculo.no.cine.rossio.  

    

 

   Regressámos à nossa linda terra, às aulas, aos ensaios no Cine Rossio, aos bailes, aos espectáculos e aos amigos.

E Viseu recebeu-nos muito bem. Toda a cidade falava connosco. E a nossa vida agitou-se ainda mais.

Aumentaram as solicitações, os contactos, os contratos e o nosso cachet subiu.

Com o fotógrafo Germano, artista impar que retratou a cidade como ninguém e que nos deixou um arquivo de imagens de Viseu que são um património único, fizemos várias provas fotográficas com diversos fins. Uma das fotos, tirada no Hotel Grão Vasco, deu origem a um postal ilustrado, disponível em vários expositores e cafés da cidade, e que foi record de vendas na cidade durante vários anos.

O Sr. Severo queria fazer um espectáculo no Cine Rossio para nos apresentar em Viseu após a nossa participação na final do IÉ-IÉ. O mesmo ficou marcado para 28 de Maio, aproveitando a projecção da comédia musical Every Day’s a Holiday com Freddie and The Dreamers, John Leyton, Mike Sarne, Ron Moody, Liz Fraser entre outros. Foi o nosso 1º Concerto em Viseu depois da final do IÉ-IÉ. O preço dos bilhetes era de 5$50 para a 2ªPlateia, 9$50 para a 1ª Plateia e 12$50 para as poltronas. As Frisas (6 lugares) eram a 57$50. Sessão completamente esgotada com todas as frisas com cadeiras extra. Foi um sucesso que terminou tarde com vários encore, muitos pedidos do Clube de Fãs, e uma dedicatória especial do “E que tudo o mais vá pró inferno” para umas fãs do Brasil que haviam chegado para umas férias em Vil de Soito. Foi um espectáculo muito divertido e animado."

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 21:53
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03 de Dezembro de 2011

TEATROS e CINEMAS de VISEU

 

No princípio do Século XX Viseu chegou a ter cinco casas de Espectáculos: Teatro da Rua Escura, Teatro Viriato, Teatro Paraíso, Avenida-Teatro e o Cine-Rossio. Em 1959 já só estavam activos o Avenida-Teatro, o Teatro Viriato e o Cine-Rossio.

  

 

 O TEATRO VIRIATO 

(do livro porViseu60s - Informações em porviseu@sapo.pt )

 

 

 

 (Fotos cedidas pela Foto Germano, Rua Formosa, Viseu)

  

Nos anos 60 o Teatro Viriato, inaugurado em 1883 com o nome de Theatro Boa União, já tinha encerrado as suas portas e dava lugar a um Armazém de Mercearias.

 

 

 (Foto inédita do interior do Teatro Viriato enquanto Armazem de Mercearias)

 

 

 

Felizmente voltou a ser reconstruído respeitando a traça original, e reiniciando as suas actividades em 1998.

 

 

 
publicado por os tubaroes, Viseu às 20:04
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30 de Novembro de 2011

TEATROS e CINEMAS de VISEU

 

No princípio do Século XX Viseu chegou a ter cinco casas de Espectáculos: Teatro da Rua Escura, Teatro Viriato, Teatro Paraíso, Avenida-Teatro e o Cine-Rossio. Em 1959 já só estavam activos o Avenida-Teatro, o Teatro Viriato e o Cine-Rossio.

 

 

 

 O AVENIDA TEATRO 

(do livro porViseu60s - Informações em porviseu@sapo.pt )

 

O Avenida-Teatro foi inaugurado em 1921, dispunha de 2.000 lugares com duas Plateias e Geral, dois andares com Camarotes, jardins exteriores, uma iluminação única com mais de 1.500 lâmpadas. Era considerado o melhor teatro da sua época a par com o S.Carlos. Nos anos 50 passavam no Avenida-Teatro peças de Teatro, números de Revista, os grandes Artistas Nacionais da época acompanhados pela Orquestra do Maestro Mário Costa, os Serões para Trabalhadores da Emissora Nacional e os espectáculos da Volta a Portugal. Mas no final da década já era o cinema que tinha maior destaque nesta imponente casa de espectáculos de Viseu localizada na Avenida Emídio Navarro, sensivelmente no local onde hoje se encontra o restaurante Casablanca. Acabou por fechar as suas portas no início da década de 60, vindo a ser demolido em 1971.

  

 

 (Fotos Germano: Avenida Teatro 1955, Planta da Sala e Programa de Cinema)

 

O Filme “A Epopeia do Pacífico” apresentado no Domingo 17 de Novembro de 1957 tinha a seguinte lista de preços:

Camarote de 1ª –   6 entradas: 30$00 (15 cts);

                           4 entradas: 20$00  (10 cts);

                           2 entradas: 12$00 (5,9);

Camarote de 2ª –   6 entradas: 20$00 (10 cts);

                           4 entradas: 15$00  (7,5 cts);

                           2 entradas: 7$50 (3,7 cts);

1ª Plateia                               7$50 (3,7 cts);

2ª Plateia                               5$00 (2,5 cts);

Geral numerada                      3$00 (1,5 cts);

Geral simples                          2$50 (1,2 cts);

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Do Blog porviseu http://porviseu.blogs.sapo.pt/

 

Teatros de Viseu (1941)



"MUlTO longo vai já o tempo em que, de entusiasmos na alma assistíamos embevecidos com ternura, a um dramalhão complicadíssimo com que o cinema nos presenteava em sessões mudas verdadeiramente quilométricas, só suportáveis em étapes.
Com ritmo cinematográfico o tempo foi passando e, a arte do movimento aperfeiçoada e sonorizada, conquistou os «exércitos de cinéfilos» espalhados pelo mundo.
Todos os cinéfilos de Viseu, tem acompanhado, com manifesto agrado as diversas étapas vencidas pela Empresa dos Teatros e Cinemas da cidade, no que diz respeito não só ao melhoramento dos programas que são levados ao écran como também pelo aumento de sessões, quer em matinées, como em soirées.
Evidentemente que, se o empresário sr. Alberto Rodrigues, assim tem procurado beneficiar o público, é porque este – o de Viseu - bem entendido, tem sabido compreender que, um esforço quando se faz em beneficio de outrem, esse outrem tem, a compreensão de que para si, resultou algo de proveitoso.
0 público de Viseu, habituou-se ao bom cinema e, esse hábito, foi a Empresa Alberto Rodrigues que o trouxe a Viseu, com a exibição de filmes de elevada categoria e recente produção. Daí, já não era possível voltar a atrás, embora essa intenção não existisse mas para se manter um cartaz que ao público interesse, necessário é que, a Empresa, aguente com produções de inferior categoria, que são o rabo dos grandes filmes. Isto é que a maior parte dos cinéfilos ignoram.
0 grande Avenida-Teatro, cuja fachada aqui reproduzimos e o antigo Viriato, são sem dúvida duas grandes casas de espectáculos que reúnem as necessárias condições da sua categoria e, a sua frequência tem sido assás compensadora do esforço dispendido pela Empresa.
De tempos a tempos, a Empresa pretende trazer ao público de Viseu uma ou outra companhia de teatro mas, já porque a arte de representar no palco tem diminuído bastante e muitos já preferem o cinema sonoro, a Empresa, acompanhando a preferência do público dá-lhe aquilo que mais lhe agrada.
Assim, sabemos que, para 1942, tem a Empresa Alberto Rodrigues, a marcação de grande número de produções de cartaz, que sem dúvida Viseu continuará a apreciar com aquela preferência que até agora se tem verificado.
Ao ilustrarmos este Documentário com um pouco de prosa sabre os teatros e cinemas em Viseu, não podemos terminar sem prestar homenagem ao Sr. Alberto Rodrigues e ao Gerente da sua Empresa, Sr. Luiz Liz.

Viseu – Outubro 1941." (in Documentário Gráfico de Viseu – 1942)

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 22:41
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13 de Junho de 2010

O Café Rossio, na Rua Formosa em 1966. Foto Germano.

 

O Café Rossio.

 

O Café Rossio era uma instituição na cidade de Viseu por onde passava toda a gente.

Lá tudo se sabia, da cidade do país ou da região. Do poder ou da oposição.

Para nós, estudantes, subir ao primeiro andar era crescer, ser quase adulto, poder iniciar o fumar, o bilhar, e assistir às apostas dos matulões, meio-heróis/vilões, que falavam alto, muito fanfarrões.

Recordamos boas memórias do Café Rossio que nos inspiraram nestas palavras:

 

 

 

Café Rossio:

 

O Lugar !

O Café, a conversa, o estar,

os do Contra, os do Poder,

os das tricas, e os do morder,

os do bem e do mal dizer,

e os do comer ...

e os do fino, e os da televisão.

 

Tudo era redondo naquele r/c,

as mesas até aos pés,

as travessas dos cafés,

as cadeiras e o corrimão,

até a esquina e o Balcão.

 

Por aquele chão de madeira

passava a cidade inteira.

O Doutor e a menina,

o "Formidável" e a Flausina,

o Liceu e a Escola,

a Política e a Bola.

 

Vazio, vazio,

só nas noites de verão.

Quando o calor apertava,

a cidade passeava

horas a fio,

num louco rodopio,

nesse grande salão

que era o Rossio.

Cada um na sua mão,

quase todos num sentido,

e poucos na contra-mão.

 

E o Bilhar !!!

Quem não se lembra da atmosfera daquele 1º andar ?

Pelas janelas abertas, de par em par,

saía fumo, um palavrão, e entrava o ar.

 

Muitos tacos, muito giz,

os candeeiros mesmo em cima do nariz

do entendido que ensinava o aprendiz,

só concentrado nas palavras do seu juiz.

 

Na mesa ao lado já com as bolas a rodar,

o fumo, os nervos, o silêncio, e o rezar,

para esta jogada vir a confirmar,

aquela aposta que estava mesmo a ganhar,

não fora a última tacada espirrar.

 

Ah,

que aventura era lá entrar !!!

O estado adulto antes de lá chegar !

Valeu a pena por lá passar !

 

 

por eduardo pinto

"Os Tubarões"

 

 

O nosso bem haja a "Foto Germano"

publicado por os tubaroes, Viseu às 20:47
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05 de Junho de 2010

Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários

(Feira de S. Mateus, Setembro de 1960)

 

Nos terrenos da Feira de S. Mateus foi construído nos anos 30’s um bonito edifício de arquitectura modernista, cujas traseiras davam para a Central Eléctrica localizada na rua da Ponte de Pau. Tratava-se do Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários de Viseu (BVV), seguramente o maior e o mais bonito edifício, o de maior destaque e prestígio no recinto da Feira de S. Mateus, com um piso único elevado ao estilo de uma “mezzanine”. Tratava-se de um amplo Salão com duas frentes rasgadas para o recinto da Feira de S. Mateus e que durante o período da feira, todo o mês de Setembro até às vésperas da data de início do ano escolar a 6 de Outubro(+-), era utilizado pelos Bombeiros Voluntários de Viseu para a prestação de serviços de restauração servindo o montante apurado como reforço de fundos tão necessários ao suporte das suas actividades totalmente voluntárias.

 

Os Bombeiros Voluntários de Viseu sempre tiveram muito valor, um enorme prestígio na cidade e eram um foco de entusiasmo e adesão de muita juventude que, voluntariamente e com grande orgulho, aderia a tão nobre e justa causa de ajuda à comunidade. Além das suas actividades voluntárias de socorro às populações os BVV tiveram no passado uma grande intervenção cultural nomeadamente através de um Grupo de Teatro Amador que levou à cena no Teatro Viriato várias peças algumas delas acarinhadas pela nossa conterrânea Mirita Casimiro.

 

Pois durante a Feira de S. Mateus, nos anos 60’s, o Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários era o local mais “chique” e mais cobiçado da Feira. O espaço tinha atributos únicos como os disputadíssimos “toilletes” (uma fragilidade no “adn” da Feira que se mantém), as mesas viradas à rua que permitiam observar e comentar os passeantes e visitantes, assistir aos espectáculos, gincanas e outras iniciativas como se se estivesse num camarote de um teatro. Havia serviços de chá com torradas ou farturas, o branco a copo, ou o famosíssimo Caldo Verde com a broa fresca de Vildemoinhos. Além destes serviços directos este Pavilhão também era o mais seguro refúgio sempre que a chuva pregava as suas partidas, o que não era tão raro quanto isso.

Todo o serviço no Salão de chá era feito pelos bombeiros voluntários nos seus tempos livres, com o traje azul de bombeiro e os seus reluzentes botões de latão amarelo. O Salão, à esquerda de quem entrava, tinha um enorme e altíssimo balcão de serviço, com vista e controlo de todo o espaço. À direita deste, no canto frontal à entrada, o estrado para a Orquestra. À esquerda uma entrada que dava acesso aos famosos “toilletes” e ainda a uma Copa mais recatada e só para “Maiores” onde se podia beber um copo (branco, tinto, cerveja, Bussaco ou pirolito), acompanhado por um petisco (pasteis de bacalhau, panados, enguias, empadas ou rissóis, …).

 

Nos dias principais da Feira havia uma cerrada disputa pelas mesas viradas à rua e não era raro assistir-se à marcação presencial com horas de antecipação.

 

E aos Sábados?

Aos Sábados havia “Chá Dançante” no Salão de Chá dos Bombeiros Voluntários de Viseu (tempos houve que eram às 4ªs e sábados). Eram quatro bailes com grande procura, quase sempre esgotados que punham a cidade numa grande agitação. Os cabeleireiros entupiam, os sapateiros engraxavam, os perfumes esgotavam, e as mais jovens debutavam numa grande comoção. Ir ao Baile dos Bombeiros era uma grande emoção!!!

 Ao princípio os bailes eram animados pelas orquestras locais como a Orquestra do Cine Jazz, a orquestra do Mário Costa, Os Diamantes, entre outras. Na época de maior sucesso já eram as principais Orquestras Nacionais como a de Shegundo Galarza, Toni Hernandez, Costa Pinto, e até o Conjunto Italiano Manino Marini, que fez várias épocas em Portugal com os grandes sucessos românticos e únicos da música italiana.

 

E hoje, Viseu, o que é feito de tamanha animação?

 

 

Os chás dançantes dos Bombeiros Voluntários foram, para mim, uma das fontes de inspiração para o que é hoje o conceito de “Os Melhores Anos”.

 

Eduardo Pinto

www.myspace.com/tubaroes

 

 

(O nosso Bem Haja: F.Matos, B.V.V. e "Foto Germano").

 

 Com a devida vénia ao "Made in Viseu", onde este original foi publicado.

 

 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 18:05
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Os Tubarões em livro: porViseu'60s.
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