Este blog descreve momentos da vida da banda de rock "Os Tubarões", de Viseu, Portugal entre 1963 e 1968. This blog describes rock band moments of life "Os Tubaroes", Viseu, Portugal between 1963 and 1968.
25 de Abril de 2017

 

Sarau de Finalistas: 27/1/1968 

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 No ano lectivo de 1967-1968 dois dos elementos do conjunto eram finalistas do Liceu Nacional de Viseu: O José Merino (vocalista) e o Victor Barros (viola ritmo). Esta circunstância levou à sua participação nas festas do fim de curso e, por arrasto, o conjunto foi também envolvido em tais actividades, facto que já acontecera, pelos mesmos motivos, na edição anterior (1966-1967).

As festas dos finalistas tinham várias ocasiões importantes: A eleição da Comissão de Finalistas; a colagem dos cartazes; a serenata às colegas de curso e namoradas; o Baile de Finalistas e o Sarau. O Baile e a Matinée tinham ocorrido a 6 e 7 de Janeiro de 1968 com o Sheiks e Os Tubarões, restando o último grande evento, o Sarau de Finalistas, marcado para Sábado, dia 27 de Janeiro e que envolvia todos os alunos procurando cada um deles demonstrar as suas qualidades artísticas.

 

Vivia-se a 2ª metade dos 60’s. Diversos movimentos despontavam pelo Mundo: Os hippies contra a guerra fria e a guerra do Vietname, a favor dos negros vivia-se o movimento black power, experiências com drogas, a minissaia, os movimentos estudantis invadiam as ruas em contestação e vivia-se o apogeu da influência universal da música dos Beatles com Dylan e os Stone’s por perto, entre outros.

Mesmo numa cidade do interior como Viseu vivia-se uma atmosfera de mudança com reflexos numa juventude mais participativa e o envolvimento de jovens Professores com uma postura de maior proximidade com os seus alunos, como veio a acontecer nesta edição das festas estudantis.

 

Liderados pelo professor Dr. Gustavo Barosa que tinha a seu lado o Dr.José Coelho dos Santos e a D.Sílvia Ribeiro Simões foi preparado um grande Sarau com um enorme cartaz que incluiu:

  • Teatro: “O Doido e a morte”, peça em 1 acto de Raul Brandão;
  • A Poesia de Fernando Pessoa;
  • Dança;
  • Variedades;
  • Fados de Coimbra.

Veja aqui o Programa do Sarau:

 

 Como se pode constatar o programa era ambicioso e foi um sucesso que teve repercussões.

 

Imprensa da época - Jornal da Beira de 2/2/1968

 

 Com a devida vénia transcrevemos excertos reportagem do Jornal da Beira a 2/2/1968:


" Assinalando o centenário do nascimento de Raul Brandão, ocorrido em 1967, foi apresentada a curiosa e divulgada peça “O Doido e a Morte”, em que bem se patenteia o talento polifacetado do autor, que nos legou múltiplas produções literárias, quer como romancista, jornalista e historiador, quer como dramaturgo.A encenação e direcção da mesma peça deve-se à reconhecida competência e dedicação do Prof. Dr. Gustavo Barosa; os ensaios estiveram a cargo de outro mestre, o Sr. Dr. José Coelho dos Santos.

Particularmente boa a interpretação do papel de Milhões, a cargo de José Merino. José Girão, na figura de Governador, ressentiu-se bastante dos trabalhos de preparação, traíndo-o, por vezes, a entoação da voz.

Não quiseram os Finalistas deixar de consagrar um momento de poesia ao grande génio que foi Fernando Pessoa. Numa cuidada selecção, a assembleia foi brindada com a audição de algumas das melhores produções do grande poeta. Disseram-nos: Aurora, Conceição, Isabel, Guida, Natércia, Tita e José Rui. Pouco antes, já os mesmos jovens haviam apresentado produções poéticas de A. Herculano, Florbela Espanca e José Régio.

Uma classe de dança, sob a direcção da Profª. D. Sílvia Simões exibiu-se seguidamente e colheu fortes aplausos.

Na rubrica Variedades, actuou um “respeitável conjunto de bigodes”, com Abel Boavida em vocalista. A parte musical continuou com a actuação de “Os Tubarões” (conjunto académico yé-yé, bem conhecido em Viseu e mesmo fora) e de um grupo de meninas (Raquel, Romy, Luzia e Lucy), vindo o espectáculo a terminar com Fados de Coimbra, em que se exibiram Victor e Luis Gonçalves, à guitarra e à viola, e Abel Boavida, como cantor-solista." 


 

 Nós, "Os Tubarões", estivemos envolvidos nos ensaios e preparação do Sarau além de uma actuação própria. Ensaiámos com três bonitas finalistas a interpretarem outros tantos êxitos da época:

          Na foto (e-d): Luzia Sampaio, Rosa Figueiredo Lopes e Lúcia Vasco.

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No Palco do Ginásio do Liceu, Rosa Figueiredo Lopes interpreta ADIOS AMORE,

 podendo ver-se ainda na foto o Victor Barros (v.ritmo) e o Luis Dutra (v.baixo)

 

 Na nossa actuação apresentámos pela primeira vez em público dois temas inéditos de nossa autoria e que integram o nosso disco EP-60-999, o qual só sairia para o mercado no mês de Fevereiro seguinte: Foram eles BABY IT HURTS e o POEMA do HOMEM RÃ, sendo este tema o 1º poema de um Poeta português consagrado a ser musicado por um conjunto POP.

 

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Fados de Coimbra no encerramento do Sarau: Abel Boavida acompanhado à guitarra pelo Victor Gonçalves e à viola Luis Gonçalves e com a presença no Palco do Ginásio dos Finalistas com as sua Cpas e Batinas.

 

  Foi um agradável Sarau do Liceu que mobilizou de forma entusiasmante os jovens da época e até serviu de inspiração para a criação de um Movimento cultural chamado Geração de 60 que chegou a publicar um Jornal.

 

 

 

  

 Pelo nosso lado mal poderíamos imaginar que a nossa agradável participação no Sarau de Finalistas do Liceu Nacional de Viseu de 1967-1968 viria a ser a nossa última actuação pública em Viseu. Estreámos o nosso disco e nunca mais actuámos na nossa cidade. Continuámos a nossa intensa actividade musical em festas de finalistas, espectáculos, no Casino da Figueira da Foz durante o Verão e, em Setembro, no Baile da Festa das Vindimas em Nelas, anunciámos o fim da carreira musical de “Os Tubarões” pois começámos a ser chamados para cumprirmos o Serviço Militar Obrigatório.

E nós, como tantos outros, lá fomos … e por lá andámos: por África e não só ...

 

porep

Agradecimentos: Rosa Figueiredo Lopes e Jorge Vicente.

publicado por os tubaroes, Viseu às 17:43
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01 de Maio de 2014

A estreia oficial do conjunto ocorreu a 26 de Abril de 1964 no Salão Nobre do Clube de Viseu.
50 anos depois, correspondendo a um convite da Direcção do Clube de Viseu e do seu Presidente Dr. Francisco Mendes da Silva, decorreu uma cerimónia no mesmo Salão Nobre que incluiu uma Sessão Evocativa (I), uma exposição da vida dos Tubarões com fotos e reportagens, cartazes, programas, discos editados, instrumentos e trajes originais do conjunto (II) a que se seguiu a inauguração de uma vitrine com o espólio do conjunto relacionado com a vida deste naquele Clube (III).

A Sessão Evocativa (I) foi presidida pelo Dr. Francisco Mendes da Silva, Presidente da Direcção do Clube de Viseu, que salientou a razão de ser da cerimónia e os antecedentes que levaram à sua realização. 

 

 

 

Sobre a carreira musical do conjunto e algumas vicissitudes particulares vividas pelo grupo falou quem as viveu por dentro: José António Sacadura: 

 

 

 

"Reunimo-nos hoje para assinalar 50 anos do 1º concerto dos Tubarões, nesta sala do Clube de Viseu.

 

Pessoalmente estou aqui por uma razão muito simples: Amizade. 

Mas uma amizade que nada tem com o popular ditado que diz serem os amigos para as ocasiões, porque para mim, os amigos são para sempre. E como diria outro amigo que partiu recentemente” Um verdadeiro amigo é alguém que pega a sua mão e toca o seu coração. “(Gabriel García Márquez)

 

Estou certo que a maioria dos presentes recorda o trajecto percorrido pelos Tubarões. Muitos tiveram oportunidade de conhecer detalhes das peripécias vividas na época, graças à leitura do Livro “Viseu Anos 60”,que o Eduardo Pinto deu á estampa.

 

Por isso mesmo, não vou repetir factos ali retratados. Limitar-me-ei a evocar, muito sucintamente, alguns aspectos que ajudem a compreender o que esteve na origem, deste grupo de “afoitos infantes”.

 

No início dos anos 60, na juventude visiense predominava um grupo de mais velhos, digamos do 5ºano do liceu para cima, que por já usarem barba, nós, do grupo dos mais novos, passámos a designar” carinhosamente” por Xibos.

 

Esse grupo, aos domingos à tarde, promovia, aqui no Clube de Viseu, matines dançantes.

 

Nós, os mais novos, que já frequentávamos o Clube de Viseu, começamos a assomar á porta desta sala e alguns aventuraram-se a dar o seu pé de dança.

 

A condescendência dos mais velhos, lá permitia a nossa presença, embora sem voto na escolha das músicas postas a tocar no gira-discos.

 

Mas, para este grupo dos mais novos, as matines sabiam a pouco.

 

De alguma maneira influenciados pelas notas musicais que abalavam estruturas e traziam cheiro de novos tempos, e querendo fugir aos olhares “do Regime rigido”, a que no Clube estavam sujeitos, procuraram uma solução alternativa, que lhes desse mais liberdade.

 

E, a solução pensada apontava para criar o que viria a ser um precursor das Bandas de Garagem, neste caso,  um  orgulhoso “clube de garagem”.

 

Porém, um problema subsistia, onde conseguir uma garagem?

 

É então que o Vitor Barros, Vitó para os amigos, consegue convencer seus pais a autorizar que o sonho se tornasse realidade.

 

Assim, não propriamente na garagem, mas, na cave de sua casa em Massorim, nasceu o clube “Só +2”. Mais tarde viria a evoluir e passou a designar-se por “Tic-Tac”.

 

Ali realizávamos matines dançantes às quartas e sábados, com acesso muito restrito e sem mirones.

 

Não se pense que era um Clube qualquer, pois em réplica do Clube de Viseu, também tínhamos lanches e sala de jogo.

 

Para o nosso grupo de então entra um recém-chegado a Viseu, vindo de Moçambique, o António Fernandes, Tó Fifas para os amigos.

 

O Tó Fifas aporta ao grupo novos conhecimentos, que muito contribuíram para o seu fortalecimento.

 

Desde logo, e por graça o refiro, uma nova forma de assobiar, que passámos a usar nas nossas deambulações nocturnas e que peço ao Fifas para exemplificar.

 

Mas o mais interessante foi ter-nos revelado o seu lado artístico, tocando viola e harmónica na perfeição.

 

Daí nasce a ideia de formar um conjunto,” uma Banda de Garagem”, pois  na época banda, só a dos Bombeiros Voluntários ou a de Quadrazais.

 

E para formar esse almejado conjunto havia apenas que ultrapassar um pequeníssimo problema: Nenhum de nós sabia tocar qualquer instrumento.

 

Para que o Fifas, constituído e arvorado em Mestre, pudesse exercer o seu papel,

era preciso seleccionar quem tivesse aptidões para a coisa e arranjar uns instrumentos para iniciar as lições.

 

Tudo isto parecia fácil, até porque para cantor, o Zé Merino preenchia os requisitos, como agora se diz, e não precisava de aprender a tocar. Um dos poucos que se salvava, no meio da harmoniosa desarmonia.

 

Depois de conseguidas duas violas de empréstimo, só ficava a faltar o local para os ensaios.

 

Pois é, mais uma vez a solução passou por casa do Vitó.

 

Ali, na sala de jantar se juntavam o Vitó, o Eduardo, o Luis Dutra, o Zé Merino e o Fifas. Eu, que nem para tocar ferrinhos tinha queda, ( aliás,  meu instrumento de eleição), permanecia de espectador atento, dando apoio moral, e tentando perceber do aproveitamento dos alunos.

 

As violas lá iam contribuindo para o avanço dos instruendos, mas pior estava o baterista Eduardo, que tinha de se contentar com umas caixas de sapatos, uns testos de panelas e uma baquetas, ou melhor canetas da famosa marca BIC.  Assim, se escreveu, literalmente , o primeiro capítulo da história musical do conjunto.

 

E desta forma simples, mas com muito trabalho e dedicação e ultrapassando difíceis obstáculos, o Mestre Fifas conseguiu, com os seus dotes, aproveitar os talentos dos companheiros: Vitó, Luis, Eduardo e Zé.

 

E o melhor corolário foi o espectáculo dado nesta sala em 26 de Abril de 1964, há precisamente 50 anos. Quem diria que os penetras das matines de domingo” esses afoitos infantes”, viriam abafar o gira-discos e os Xibos dançariam ao som das suas tocadelas?

 

Depois de tão prometedor começo, surge a evolução com a entrada dos talentosos Carlos Alberto Loureiro, e mais tarde a do Quim Guimarães.

 

E a carreira lá vai continuando.

 

Mas o zénite chegou com a participação no famoso concurso ié-ié no Monumental em Lisboa, onde assisti a todas as eliminatórias, e para onde mobilizei amigas e amigos daquela época para um apoio forte. Lembrem-se que era um conjunto de província, desconhecido da juventude da capital.

 

A participação foi excelente e o resultado final ninguém o pode explicar, pois em nada correspondeu ao valor de cada um.

Por esta ocasião entra para o lugar do Quim o Valdemar, Vató para os amigos.

 

Pessoalmente e sem qualquer facciosismo posso garantir que os Tubarões mereciam o 2º ou  3º lugar e que o 1º deveria ter sido para os Sheiks, embora o resultado final não tenha explicação plausível. Mistérios do Movimento Nacional Feminino.

 

 Mas para que esta evolução se tivesse tornado realidade foi peça chave, o Exm Senhor Xavier Sá Loureiro, pai do Carlos Alberto, que deu o suporte financeiro indispensável para aquisição de novos instrumentos, supervisionava o dia a dia e toda a logística dos concertos .

 

Como corolário daquela participação, alcançaram a almejada meta: Gravar um disco.

 

Vivendo os Tubarões em Viseu e sendo necessário promover o disco pelas rádios em Lisboa, coube-me a mim e ao Fernando Pascoal de Matos, então já a viver em Lisboa,

dar as entrevistas a esses programas, de que recordo 23ªHora na RR. e PBX na Comercial.

 

Concluirei, afirmando claramente que sem o talento do Fifas, o extraordinário casal Barros, verdadeiros visionários e apoiantes incondicionais, deste grupo, os Tubarões não “teriam saído ao mar”.

 

Sem o suporte financeiro e controlo activo do Sr. Xavier Sá Loureiro, os Tubarões não teriam “nadado até outros mares”.

 

Tendo também, bem presente na memória, o Sr. Sá Loureiro, e  os amigos que tão cedo nos deixaram, Zé Merino e Luis Dutra. Mas quem é lembrado, nunca desaparece.

 

 Quero aqui prestar uma especial e singela homenagem à  Exmª  Senhora Dª Margarida Barros, que felizmente ainda se encontra entre nós e de boa saúde.

 

A Senhora Dª Margarida Barros, mãe do Vitó, foi de facto uma senhora  que  manifestou uma compreensão da juventude dos anos 60, acompanhou este movimento libertário, muito para além dos padrões praticados, pela sociedade de então.

 

 Enternecedora, na forma como acompanhava as nossas iniciativas, o carinho com que nos recebia em sua casa, será sempre recordada com muito afecto por todos os que a frequentaram.

 

E porque uma das singularidades da vida é não o “adeus”, mas o “ reencontro”, peço, para todos os que acabo de evocar, aqueles que partiram e para  os amigos de sempre, aqui presentes, Vitó, Fifas, Eduardo e Carlos Alberto  peço, dizia eu, uma calorosa salva de palmas.

 

Obrigado"

 

Apoios: José António Sacadura, Fotógrafo José Alfredo.

porep 

 

publicado por os tubaroes, Viseu às 00:24
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05 de Abril de 2012


 
Com a devida vénia ao Semanário O Figueirense de 20120405, foto do dia 31/3 no Casino da Figueira.
Legenda (esq.dir.): Carlos Alberto Loureiro, teclados, Vató(Valdemar Ramalho), viola solo, Eduardo Pinto, bateria, Vitó(Victor Barros), viola ritmo e Luis Dutra, viola baixo.  

 
publicado por os tubaroes, Viseu às 23:16
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20 de Novembro de 2011

 Informações/encomendas:  porviseu@sapo.pt
 

Iniciando a viagem pela segunda metade da década de 50 o autor retrata os hábitos de um Portugal interior em que a onda média radiofónica era o grande veículo comunicacional com as radionovelas do Teatro Tide, os relatos do Hoquei em Patins, os Serões para Trabalhadores da Emissora Nacional, o aparecimento da televisão e como as populações do interior começaram a ver tv.

A primeira parte do livro é dedicada à cidade de Viseu descrevendo as principais ruas da cidade, lugares como os cafés e a sua importância enquanto locais de encontro das pessoas com interesses comuns, a feira franca e o salão de chá dos Bombeiros Voluntários, a importância social e cultural de Instituições como o Instituto Liberal, o Orfeão e o Clube de Viseu.

É salientada a importância dos bailes como diversão mais frequente em todo o País e o seu papel na emancipação feminina. Descrevem-se os hábitos da juventude e o despontar de uma nova geração educada nas dificuldades do pós guerra, a iniciação sexual dos rapazes, o aparecimento dos discos de vinil, gira-discos, os grupos e clubes de garagem até aos bailes de gravata. E a chegada do 1º disco dos Beatles !

Na segunda parte do livro relata-se o nascimento e evolução da música pop em Portugal: os concursos, os conjuntos e os bailes de finalistas. Quanto aos Tubarões, único conjunto da província finalista do Grande Concurso IÉ-IÉ organizado pelo Movimento Nacional Feminino, Embaixadores de Viseu, conjunto privativo do Casino da Figueira, contam-se as suas aventuras, evolução musical e instrumental, os palcos que pisaram, todos os conjuntos com quem se cruzaram, a playlist, os instrumentos, quem foi quem e também os seus encontros com grandes Artistas como Amália, Simone de Oliveira, Nicolau Breyner, Duo Dinâmico, Juan Manuel Serrat, Shegundo Galarza entre muitos outros.

O livro é enriquecido com depoimentos de pessoas que viveram alguns dos episódios relatados como Manuel Maria Carrilho, Rui Oliveira e Costa, Serafim Matos Silva, António Valarinho, Jorge Marques, entre outros.

Ao longo das suas 192 páginas e em complemento ao texto são disponibilizados apontadores para sítios na internet onde o leitor poderá saber mais sobre a temática referida naquela página. O livro é enriquecido com inúmeras fotos da época e documentos inéditos que dão suporte a toda a narrativa.

publicado por os tubaroes, Viseu às 10:05
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15 de Outubro de 2011

 

Foi no domingo, 9 de Outubro, que Os Tubarões se reuniram de novo em Gondemaria, na fantástica casa do Carlos Alberto, para uma confraternização especial motivada pela presença do Luso-Americano Quim Guimarães (Kim Senders) ex-Executivo da Direcção de Marketing da Coca-Cola, radicado em Atlanta, Estados Unidos. E para surpresa do Encontro apareceu um bolo feito pela filha do Rogério Dourado, a Filipa Dourado http://deliciasdapipas.blogspot.com/ que nos presenteou com um bolo com o formato da D.URRACA, com a decoração de 1968 - Preta e Cor de laranja.

Grande ambiente de confraternização que incluiu muito convívio, estórias, memórias e muita música.

Mais um grande momento de uma amizade nascida há 47 anos. É Obra !

Da esquerda/direita: Carlos Alberto, Luis Dutra, Fernando Pascoal de Matos, Teresa Merino, Tó Fernandes (Fifas), Eduardo Pinto e Quim Guimarães.

Grande dia, boa atmosfera e alegre convívio.

Um especial agradecimento aos anfitriões Irene e Carlos Alberto.

 

 

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publicado por os tubaroes, Viseu às 03:27
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25 de Setembro de 2011

 
 

porViseu'60s à venda em Viseu na Foto Germano na Rua Formosa a partir de 26 de Setembro de 2011, ou encomende através os.tubaroes.viseu@gmail.com .

 

 

 
 
publicado por os tubaroes, Viseu às 19:51
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17 de Setembro de 2011

 

Apresentação dia 23/9, 21H30 no Hotel Montebelo em Viseu.

 

Memórias dos locais, ambientes e hábitos da vida de uma cidade do interior e da carreira musical do conjunto académico Os Tubarões, com fotografias inéditas da época da Foto Germano. A primeira parte do livro é dedicada à cidade de Viseu descrevendo as principais ruas da cidade e lugares como os cafés e a sua importância enquanto locais de encontro das pessoas com interesses comuns, a feira franca e o salão de chá dos Bombeiros Voluntários, a importância social e cultural de Instituições como o Instituto Liberal, o Orfeão e o Clube de Viseu. Salienta-se a importância dos bailes como diversão mais frequente e o seu papel na emancipação feminina. Descrevem-se os hábitos da juventude e o despontar de uma nova geração educada nas dificuldades do pós guerra, a iniciação sexual dos rapazes, o aparecimento dos discos, gira-discos, os grupos e clubes de garagem até aos bailes de gravata. E chegou o 1º disco dos Beatles a Viseu ! Na segunda parte do livro relata-se a carreira musical de Os Tubarões entre 1964/68 e também a evolução da música pop em Portugal: os concursos, os conjuntos e os bailes de finalistas. Quanto aos Tubarões, nascidos e sempre ligados a Viseu, finalistas do Grande Concurso IÉ-IÉ, Embaixadores de Viseu, conjunto privativo do Casino da Figueira, contam-se as suas aventuras, evolução musical e instrumental, os palcos que pisaram, todos os conjuntos com quem se cruzaram, a playlist, os instrumentos, quem foi quem e também os seus encontros com grandes Artistas como Amália, Simone de Oliveira, Nicolau Breyner, Duo Dinâmico, Juan Manuel Serrat, entre muitos outros.

O livro é enriquecido com depoimentos de pessoas que viveram alguns dos episódios relatados como Manuel Maria Carrilho, Rui Oliveira e Costa, Serafim Matos Silva, António Valarinho, Jorge Marques, entre outros.

Ao longo das suas 192 páginas e em complemento ao texto são disponibilizados apontadores para sítios na internet onde o leitor poderá saber mais sobre a temática referida na página.

publicado por os tubaroes, Viseu às 12:41
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28 de Agosto de 2011

No próximo dia 23 de Setembro de 2011, no Montebelo Viseu Hotel & SPA, a partir das 21H30, apresentação do livro porViseu'60s - Retratos de Viseu e da vida musical do conjunto académico "os Tubarões" (1963-1968).

 

                                  Índice geral:

 

- .Viseu’60s.           : memórias dos locais e hábitos de vida de uma cidade nos '60s.

- .’64s – aprender.  : o 1º ano da vida musical do conjunto: Viseu e S.Pedro do Sul

- .’65s – crescer.    : a evolução musical passo a passo: Figueira da Foz e IÉ-IÉ

- .’66s – conquistar.: a projecção nacional após a presença na Final do IÉ-IÉ

- .’67s – consolidar. : a carreira no País: 3ºAniversário, Caruncho e Woolmark

- .’68s – gozar.        : a Guerra Colonial e o final da carreira                    

- .quem.foi.quem.    : quem foi quem no conjunto

- .playlist.                 : playlist parcial dos principais temas interpretados

- .instrumentos.       : principais instrumentos e aparelhagens

- .e.depois.da.música.: a vida depois da música

- .agradecimentos.

- .indice.geral.

 

Num total de 192 páginas o livro está dividido em duas partes: a 1ª parte descreve facetas da vida, costumes e locais de Viseu nos anos 60 e o ambiente que entusiasmou a juventude e propiciou o aparecimento dos Conjuntos Pop.

A 2ª parte descreve a carreira musical do Conjunto Os Tubarões ano a ano; Os Palcos e os Artistas com quem se cruzaram, episódios e evolução musical. Depoimentos de quem viveu alguns dos episódios descritos como Manuel Maria Carrilho, Rui Oliveira e Costa, Serafim Matos Silva, Vitor Pais, João Correia dos Santos, Ledinha e Kinga, António Valarinho, Luis Cunha Matos, Carlos Manuel Serpa, Fernando Pascoal de Matos e Jorge Marques.

 

Não perca. Apareça que será bem Vindo.

Em Viseu a 23 de Setembro a partir das 21H30.

publicado por os tubaroes, Viseu às 18:01
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25 de Abril de 2011

 

Quase todos os dias, normalmente depois das aulas, passávamos pelo nosso clube de garagem o “TIC-TAC”. Aos Sábados tínhamos quase sempre audição de novos discos e por vezes baile com ensaios de passes para as danças das matinées do Clube de Viseu. Quanto ao Conjunto continuávamos a ensaiar na Casa do Adro. Como instrumentos tínhamos as duas violas holandesas Egmond Manhattan, uma viola acústica, a caixa de sapatos e, quando podíamos, uma bateria alugada ou emprestada, mesmo só com a tarola e um prato. A nossa “playlist” iniciou-se com alguns dos êxitos do Cliff Richard incluindo, entre outras, as seguintes músicas: Evergreen tree, The young ones, Bachelor boy, Living doll, A girl like you, When the girl in your arms. Dos Shadows, só soladas, como Perfídia, Apache, Guitar Tango, Peace Pipe, Dance On e Sleep Walk. Do Elvis ensaiávamos o It’s now or never, Tutti frutti, Be-bop-a-lula. E também outros êxitos da época como o Oh Carol do Neil Sedaka, América, La Bamba e o If I had a hammer do Trini Lopez, o Bye bye love, The Everly Brothers, When the saints go marching in, Louis Amstrong, Hello Mary Lou, Ricky Nelson, e o Derniers Baisers dos Les Chats Sauvages. Incluíamos ainda algumas outras músicas instrumentais como as Crianças do Pireu, e o Charlston que eram sempre bem acolhidas pelo público gerando sempre alguma animação na pista. Um pouco mais tarde as músicas dos Beatles.

Foi em Março de 1964 que a Radio Caroline, a mais famosa estação clandestina de rádio, iniciou as suas emissões a partir de um barco localizado em águas internacionais ao largo do Reino Unido. Foi criada com o objectivo de promover a novíssima música Pop e os novos conjuntos musicais que as Rádios tradicionais não passavam, e algumas até, boicotavam. A Radio Caroline lançou os novos conjuntos, discos, singles e elaborava uma classificação semanal dos êxitos através do seu Top Ten. Foi esta a rádio que promoveu os Beatles, os Rolling Stones, os Who, os Animals, os Searchers, os Kinks, os Manfred Man, os Hollies, os Birds e muitos outros, com os lançamentos antecipados dos seus novos singles. Tinha um tipo de locução muito viva e dinâmica que contrastava com a voz pautada e respirada da escola de rádio tradicional. E nós por cá sintonizávamos em FM o programa “a 23ªHora”, um programa da nova geração, dinâmico e com muita audiência junto das camadas jovens, e um pouco mais tarde o “Em Órbita”, no Rádio Clube Português. A música Pop ganhava definitivamente o estrelato.

Em Abril reiniciaram-se as matinées quinzenais no Clube de Viseu, sempre aos domingos, agora organizadas pelo grupo Arranha Teddy Twist Club (Os Xibos) liderados pelo O.Martins, F.Matos, Palhoto e J.Barreiros. Era o Grupo mais próximo do nosso, cerca de um ano lectivo mais adiantados, e que acompanhavam à distância as notícias sobre a evolução do Conjunto. Surgiu então a ideia de se organizar uma matinée dançante para a apresentação pública de Os Tubarões junto do seu público alvo. Aconteceu a 26 de Abril com instrumentos e aparelhagens emprestados, em que ainda um dos nossos Rádios serviu de amplificador da viola ritmo do Victor, uma Egmond Manhattan. Foi uma tarde memorável, um grande sucesso com sala esgotada, que gerou uma boa receita a qual permitiu o arranjo do gira-discos do Clube, que já apresentava sinais de algum cansaço. Fizémos dois takes de cerca de uma hora cada com um intervalo e, no final, alguns encore, naturalmente a pedido do público. Dessa data e para a posteridade ficou esta foto com o nosso primeiro grupo de Amigas, Fãs e Admiradores. Na foto podem ver-se: (Superior, esq/dir.) Sá, António Júlio Valarinho, Tó Fernandes, Tito, Eduardo Pinto, Cristiano e mais atrás o Luis Mesquita e o Carlos Alberto ao tempo do Conjunto “Os Ases” com quem partilhámos alguns instrumentos e equipamentos; (meio, e/d) Zé Sacadura, Luis Dutra, Vitó, Zé Merino e Frederico; (em pé) Lena Viegas, Graça Ébil, Anita, Manuela, Helena, Teresa Guerra, Alcina e Dulce. Este sim foi para nós o nosso verdadeiro baptismo de palco, o nosso primeiro concerto para o nosso público, num Palco de boas memórias onde voltámos a actuar inúmeras vezes.

 ‘.’ Extracto do livro porViseu'60s. - Retratos de Viseu nos 60's, e da vida musical do Conjunto Académico Os Tubarões, a editar em breve.

publicado por os tubaroes, Viseu às 18:35
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23 de Fevereiro de 2011

 

Imprensa em 1968

A imprensa comenta o nosso disco:

“Eles são seis. Carlos Alberto, Vitor Barros, Luis Dutra, José Alexandre, Valdemar António e Eduardo Pinto formam «Os Tubarões». Viseu orgulha-se do seu jovem conjunto. E eles sabem prestigiar a cidade onde vivem. O seu primeiro disco, agora editado pela Alvorada, tem atrás de si quatro anos de preparação, que foi o tempo que «Os tubarões» deram a si próprios para estruturar o conjunto. E o disco, o EP-60-999, com dois trechos em inglês e outros dois em português da autoria dos elementos do sexteto, dá conta do nível atingido pelo conjunto de Viseu."



publicado por os tubaroes, Viseu às 00:28
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Os Tubarões em livro: porViseu'60s.
Ler livro aqui
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