Este blog descreve momentos da vida do Conjunto Académico "Os Tubarões", de Viseu, entre 1961 e 1968.
28 de Agosto de 2011

No próximo dia 23 de Setembro de 2011, no Montebelo Viseu Hotel & SPA, a partir das 21H30, apresentação do livro porViseu'60s - Retratos de Viseu e da vida musical do conjunto académico "os Tubarões" (1963-1968).

 

                                  Índice geral:

 

- .Viseu’60s.           : memórias dos locais e hábitos de vida de uma cidade nos '60s.

- .’64s – aprender.  : o 1º ano da vida musical do conjunto: Viseu e S.Pedro do Sul

- .’65s – crescer.    : a evolução musical passo a passo: Figueira da Foz e IÉ-IÉ

- .’66s – conquistar.: a projecção nacional após a presença na Final do IÉ-IÉ

- .’67s – consolidar. : a carreira no País: 3ºAniversário, Caruncho e Woolmark

- .’68s – gozar.        : a Guerra Colonial e o final da carreira                    

- .quem.foi.quem.    : quem foi quem no conjunto

- .playlist.                 : playlist parcial dos principais temas interpretados

- .instrumentos.       : principais instrumentos e aparelhagens

- .e.depois.da.música.: a vida depois da música

- .agradecimentos.

- .indice.geral.

 

Num total de 192 páginas o livro está dividido em duas partes: a 1ª parte descreve facetas da vida, costumes e locais de Viseu nos anos 60 e o ambiente que entusiasmou a juventude e propiciou o aparecimento dos Conjuntos Pop.

A 2ª parte descreve a carreira musical do Conjunto Os Tubarões ano a ano; Os Palcos e os Artistas com quem se cruzaram, episódios e evolução musical. Depoimentos de quem viveu alguns dos episódios descritos como Manuel Maria Carrilho, Rui Oliveira e Costa, Serafim Matos Silva, Vitor Pais, João Correia dos Santos, Ledinha e Kinga, António Valarinho, Luis Cunha Matos, Carlos Manuel Serpa, Fernando Pascoal de Matos e Jorge Marques.

 

Não perca. Apareça que será bem Vindo.

Em Viseu a 23 de Setembro a partir das 21H30.

10 de Outubro de 2010

Com a devida vénia a "IÉ-IÉ",

 

"Os Sheiks venceram a 7ª eliminatória do Concurso Yé-Yé que se realizou no Teatro Monumental, em Lisboa, no dia 09 de Outubro de 1965. Obtiveram 43 pontos. Em 2º lugar ficaram os Tubarões, de Viseu, com 26 pontos, e em 3º os Galãs, do Porto, com 21 pontos. O 4º lugar ficou para os Kzares, de Aveiro, com 17 pontos, e o 5º e último para os Jovens do Ritmo, de Amora-Seixal, com 17 pontos. Sobre a apresentação dos Sheiks, escreveu a imprensa da época: Companheiros de paródias, resolveram, há um ano, formar um conjunto yé-yé. Cada um veste conforme o seu gosto. Não se ocupam com a indumentária, mas sim com a qualidade das músicas que interpretam. Apresentaram "Summertime", "You Got Up Truth", "It Only Cust a Dime" e "Ticket To Ride". Foram os grandes vencedores desta sétima eliminatória. Os 43 pontos alcançados mereceram-nos quer individualmente, quer no respeitante ao conjunto. A identidade dos Sheiks é a seguinte: Carlos Mendes, viola acompanhamento e vocalista, 18 anos, estudante, Fernando Chaby Miranda, viola solo, 19 anos, estudante, Eduardo (Edmundo) Brito da Silva, viola baixo, 26 anos, e Paulo de Carvalho, bateria, 18 anos, estudante.

Sobre os Tubarões: Apenas actuam quando isso não causa transtorno aos seus estudos. Revelou-se um conjunto homogéneo, com valores individuais e com vastas possibilidades no futuro. O júri atribuiu-lhes 23 pontos. Apresentaram-se com "Miss Molly", "Eight Days A Week", "Mike", de Trini Lopez, e "Ya Ya". Envergavam fato azul, camisa branca e laço preto. Eis os seus nomes: Luís Alberto Dutra, viola baixo, 18 anos, Joaquim Guimarães, viola solo, 20 anos, José Merino, vocalista, 17 anos, Eduardo Pinto, bateria, 18 anos, e Carlos Alberto, órgão eléctrico, 16 anos.

Esqueceram-se de falar dos Galãs. Organizado pelo Movimento Nacional Feminino a favor das Forças Armadas, o Concurso Yé-Yé realizou-se de 28 de Agosto de 1965 a 30 de Abril de 1966, tendo saído vencedores os Claves."

Post integral retirado do blog IÉ-IÉ: http://guedelhudos.blogspot.com/

 

Corrige-se a formação de Os Tubarões pois na notícia está omitido Victor Barros, viola ritmo.

 

publicado por ostubaroes às 20:34
23 de Julho de 2009

A semi-final do Concurso Yé-Yé tinha sido extenuante. Correra muito bem e o apoio da claque fora estrondoso. Nem nós o imaginávamos. Das quatro músicas a interpretação do “It’s My Life (The Animals)” fez o delírio da assistência do Teatro Monumental. A tal ponto que o Júri foi obrigado a aceitar um “encore”. Tocámos o “voo do moscardo” numa interpretação em que o Quim Guimarães demonstrava todo o seu virtuosismo com a guitarra poisada nos ombros. Um festival de aplausos intermináveis. Até os membros do Júri aplaudiram! Mas Concurso é concurso, e esta meia-final de 10 de Janeiro de 1966 já incluía conjuntos com nome como The Saints (Os Claves), os Jets, os Kímicos, The Boys, … que traziam boas pontuações das suas primeiras participações e aura de favoritos.

 

Terminada a eliminatória seguimos do Monumental para a Quinta do Tio V. ali para os lados de Sintra onde uma assistência de elite ligada aos bacalhoeiros e outras indústrias aguardava pela nossa actuação. Seriam altas horas quando finalmente conseguimos ir à cama. Domingo foi dia de regresso a Viseu, meios a dormir meios a sonhar com o eco dos aplausos e a possível ida à final. E demorou muito mais do que o normal a publicação da renhida classificação da semi-final com a atribuição de 47 pontos para The Saints, 34,5 para Os Jets, 33,5 para Os Tubarões. Sem dúvida uma boa classificação e a única sessão em que três bandas ultrapassaram os 30 pontos. Restava-nos aguardar pela continuação das eliminatórias e respectivas pontuações.
Só em meados do mês de Março fomos informados dos conjuntos apurados para a final: 6 do Continente em que “Os Tubarões” eram o único conjunto da província, e dois do Ultramar, um de Angola e outro de Moçambique.
Em Viseu a expectativa e o carinho para com o conjunto eram enormes. Todos queriam saber novidades: Os colegas, os amigos e conhecidos, os Professores e todas as entidades da cidade. Vivíamos uma saudável atmosfera junto de todos os conterrâneos. E todos viviam connosco a nossa faceta artística e a comitiva que nos acompanhava nas nossas actuações aos fins de semana aumentava de dia para dia. O snack-bar Alvorada era o nosso escritório oficial e o Sr. Correia, a mulher e sobrinhas, tomavam conta dos inúmeros contactos telefónicos para as festas e contratos.
No início de Abril, dias antes da partida para a final, somos informados de que o Sr.  Governador Civil de Viseu, Engº Engrácia Carrilho, gostaria de nos receber numa audiência oficial no Salão Nobre do Governo Civil. Ficámos admirados por tamanha honra. Chegada a hora lá fomos todos devidamente vestidos com os fatos do conjunto, liderados pelo Sr. António Xavier de Sá Loureiro, pai do Carlos Alberto e nosso “Empresário”. Nunca entráramos naquele edifício na Av. 28 de Maio, hoje Alberto Sampaio. Aguardámos a audiência com o Sr. Engº Engrácia Carrilho. Era uma figura ímpar em Viseu. Muito alto, sempre impecavelmente vestido de fato estilo inglês, casaco sempre abotoado, muito educado e muito simpático para todos com quem se cruzava. Uma pessoa distinta!
Para nós o gigantesco Salão que parecia vazio ficou completamente cheio quando o Engº Carrilho entrou. Iniciada a cerimónia ouvimos em palavras simples, um pouco da história de Viseu, o seu passado, as suas gentes e a importância da cidade no contexto nacional e ibérico. As vias romanas que cruzaram a cidade, a Sé, as Muralhas e todo o passado histórico do qual existem tantos vestígios, os Reis e personalidades ligadas à cidade como D. Afonso Henriques, D. Duarte, Vasco Fernandes (Grão Vasco), João de Barros, Hilário, Emídio Navarro e seguramente muitos outros que já não recordamos. Após tal verdadeira aula de história viva da cidade o Engº Engrácia Carrilho estimulou a nossa presença na finalíssima do Yé-Yé enaltecendo a proeza de termos ultrapassado com tanto mérito as eliminatórias que nos permitiam chegar à final. As palavras de incentivo, de enaltecimento das virtudes das gentes da nossa região, da importância da nossa presença enquanto Viseenses no Monumental, caíram fundo em todos nós, e ainda mais pesaram quando fomos oficialmente nomeados “Embaixadores de Viseu no Yé-Yé”, mandatados para distribuirmos a todos os grupos presentes na final documentação e lembranças da região de Viseu.
Saímos todos muito sérios e muito orgulhosos pela distinção e pelo importante papel que nos fora atribuído naquele acto no Governo Civil de Viseu.
Ainda hoje, 40 anos depois, várias vezes recordamos entre nós este episódio e o quanto nos marcou no amor a Viseu. Todos passámos a ver Viseu com outros e melhores olhos graças à inteligência de uma pessoa que, embora num lugar de grande prestígio, tomou a iniciativa de nos chamar, valorizar o nosso sucesso e transmitir com simplicidade e encanto a importância de se amar Viseu.
 Obrigado Engº Engrácia Carrilho. Nunca o esqueceremos.
Os Tubarões
www.myspace.com/tubaroes
os.tubaroes.viseu@gmail.com
publicado por ostubaroes às 20:52
: Saudades
música: Old Lady
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Falando do Café Rossio e dos bilhares não se pode ...
Que belas noitadas para n... Ver maisós os mais no...
Olá Tubarões!Que belos momentos vividos, e como se...
Obrigada Carapito. O Zé também tinha um grande car...
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