Este blog descreve momentos da vida da banda de rock "Os Tubarões", de Viseu, Portugal entre 1963 e 1968. This blog describes rock band moments of life "Os Tubaroes", Viseu, Portugal between 1963 and 1968.
08 de Dezembro de 2009

     Homem de paixões, de exageros, de deveres e de obrigações, na família, na amizade, no trabalho, na lealdade e até no seu lazer.

Nada tinha meio termo. Nem o mau feitio.
Cresceu e viveu na Quinta da Pinheira, em Santo Estêvão, Viseu, seguramente a sua primeira paixão, e daí lhe ficou o seu amor à terra e à natureza, que sempre o acompanhou durante a vida.
No Liceu de Viseu encontrou-se com a música, a sua segunda paixão, os Beatles e as cantorias, e nos amores encontrou inspiração para as muitas melodias que criou, e cujas letras efectivamente sabia.
A tropa interrompeu o seu curso na Escola Agrícola de Coimbra e levou-o até Angola onde criou novos e bons Amigos, outra paixão que perdurou.
Cedo se assumiu responsável, cumpridor, honesto, trabalhador, intransigente na defesa dos mais fracos, sempre ao lado dos seus, e muito sensível às injustiças.
Autodidacta na Arquitectura revelou um traço único em vários e meticulosos projectos para os Amigos, a que se dedicou.
A quinta era a sua Amante e a ela dedicou todo o seu tempo, talento e tanta energia, que à noite recuperava em boa companhia e sempre com a melhor gastronomia.
Leu bastante, escreveu alguma coisa, e nada divulgou. Ficou em projecto.
Nobre no carácter, teimoso, possessivo, fértil e fiel na amizade e no amor.
Zé, Fazes falta.
eduardo
publicado por os tubaroes, Viseu às 22:10
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07 de Dezembro de 2009

Conheci o Zé em Janeiro de 1972, quando ele e o Carvalheira acompanharam o nosso pelotão de Nova Lisboa para Nova Chaves, enquanto terminava o "curso" de minas e armadilhas em Luanda.
   Confesso que na altura o achei distante, formal e até um pouco frio. Nos 12 ou 13 meses seguintes forjamos uma sólida amizade que se manteve inalterada durante 37 anos.
   Durante o serviço militar no Leste formamos um grupo de combate unido, e  sou sincero quando digo que ele era o maior dos elementos aglutinadores, dada a relação que estabeleceu com os soldados e especialmente com os cabos do pelotão. O Mutenga e o Paulo Farias simplesmente o idolatravam e em operações os três, sem menosprezo de ninguém, organizavam impecávelmente todos os aspectos de segurança. O Lewu, chefe do GE 318, era tão amigo dele que lhe emprestava, o amuleto anti-balas, nas raras operações em que não nos acompanhava.
   Posso dizer, sem receio de errar, que a alegria quase permanente que era a marca registada dele, atenuou a todos nós a dureza daqueles tempos muito dificeis. 
   Sempre o incluí no meu restrito grupo de amigos indefectíveis. Com o desaparecimento físico dele perdi um dos meus grandes amigos, mas a profunda amizade que sempre nos uniu, não desaparecerá.

                                                                                                                               Até sempre Zé Merino.

                                                                                                                                          António Baptista

publicado por os tubaroes, Viseu às 23:50
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Os Tubarões em livro: porViseu'60s.
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