Este blog descreve momentos da vida da banda de rock "Os Tubarões", de Viseu, Portugal entre 1963 e 1968. This blog describes rock band moments of life "Os Tubaroes", Viseu, Portugal between 1963 and 1968.
12 de Julho de 2013

José Merino

 

José Alexandre Arriaga Merino (1948-2009)

 

O Zé Merino era o mais criativo de todos nós. Tinha uma voz poderosa que tanto cantava Tom Jones, Eric Burdon, Bécaud ou Bee Gees, nunca faltando os seus idolatrados Beatles de quem absorvia tudo, conhecia todas as músicas, e sabia quase todas as letras. E este pormenor muito contribuiu para a sua evolução enquanto vocalista e também fomentou a sua veia criativa. Tudo o inspirava para a criação de novos temas. O Zé, se tivesse tocado um instrumento, teria sido um criador musical único. Dos sete originais que temos registados esteve presente em 6 e foi o principal autor de 5. E mais não fez por se esquecer das muitas criações que lhe surgiam na cabeça e que mais tarde não conseguia reproduzir junto dos restantes membros do conjunto. Seguramente com um instrumento á mão tais criações não seriam esquecidas. O timbre da sua voz era uma das marcas do nosso conjunto.

(in porViseu’60s)

 

Homem de paixões, de exageros, de deveres e de obrigações, na família, na amizade, no trabalho, na lealdade e até no seu lazer.

Nada tinha meio termo. Nem o mau feitio.

Cresceu e viveu na Quinta da Pinheira, em Santo Estêvão, Viseu, seguramente a sua primeira paixão, e daí lhe ficou o seu amor à terra e à natureza, que sempre o acompanhou durante a vida.

No Liceu de Viseu encontrou-se com a música, a sua segunda paixão, os Beatles e as cantorias, e nos amores encontrou inspiração para as muitas melodias que criou, e cujas letras efectivamente sabia.

A tropa interrompeu o seu curso na Escola Agrícola de Coimbra e levou-o até Angola onde criou novos e bons Amigos, outra paixão que perdurou.

Cedo se assumiu responsável, cumpridor, honesto, trabalhador, intransigente na defesa dos mais fracos, sempre ao lado dos seus, e muito sensível às injustiças.

Autodidacta na Arquitectura revelou um traço único em vários e meticulosos projectos para os Amigos, a que se dedicou.

A quinta era a sua Amante e a ela dedicou todo o seu tempo, talento e tanta energia, que à noite recuperava em boa companhia e sempre com a melhor gastronomia.

 

Leu bastante, escreveu alguma coisa, e nada divulgou. Ficou em projecto.

Nobre no carácter, teimoso, possessivo, fértil e fiel na amizade e no amor.

Zé, Fazes falta.

 

porep

 

 

ABRAÇO. Saudades.

T&Tubarões.

publicado por os tubaroes, Viseu às 01:18
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Eduardo, parabéns pelo trabalho de pesquisa! Muito bom! Gostei muito pois me fez fazer um viagem no tempo mesmo sem ter conhecido "Os Tubarões" e Viseu.
Abraços.
Cornélio
Cornélio Melo a 8 de Maio de 2014 às 15:59
Cornélio,
Obrigado e um abraço,
Eduardo pinto
Os Tubarões em livro: porViseu'60s.
Ler livro aqui
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