Este blog descreve momentos da vida do Conjunto Académico "Os Tubarões", de Viseu, entre 1961 e 1968.
11 de Fevereiro de 2012

Convite para a apresentação do Livro porViseu'60s na Livraria Ler Devagar a 29/2 às 18H30:

 

 

 

 Uma sessão muito divertida numa das mais bonitas Livrarias do Mundo, em Lisboa na LX FACTORY em Alcântara, Rua Rodrigues de Faria, 103, 1300 Lisboa.

 

 

Como chegar:

 

Da Av. De Ceuta em direcção a Alcântara, passe o Largo de Alcântara em direcção ao rio (Rua João de Oliveira Miguéns), vire à direita na rua dos eléctricos (R.Fradesso da Silveira) até ao Largo das Fontainhas, vire à esquerda para a Rua Rodrigues de Faria, até ao fim da Rua e entre.

Está num mundo novo de Arte, Design e Moda:

A LX FACTORY : “Data de 1848, que a Companhia de fiação e Tecidos Lisbonense, um dos mais importantes complexos fabris de Lisboa se instala em Alcântara. Esta área industrial de 23.000 m2 foi nos anos subsequentes, ocupada pela Companhia Industrial de Portugal e Colónias, tipografia Anuário Comercial de Portugal e Gráfica Mirandela.

 

A LX FACTORY é uma ilha criativa ocupada por empresas e profissionais da indústria também tem sido cenário de um diverso leque de acontecimentos nas áreas da moda, publicidade, comunicação, multimédia, arte, arquitectura, música, etc. gerando uma dinâmica que tem atraído inúmeros visitantes a re-descobrir esta zona de Alcântara.”

 

Assista à apresentação do livro porViseu'60s e venha conhecer a LER DEVAGAR, telefone 213 259 992, mail: mail@lerdevagar.com, recentemente considerada uma das 20 mais bonitas Livrarias do Mundo.

06 de Fevereiro de 2012

Salão cheio na Casa da Beira Alta. 

 

Pois foi no sábado passado, 4 de Fevereiro pelas 16H00, com o salão da Casa da Beira Alta esgotado, que Fernanda Braga da Cruz, Presidente da Direcção, abriu a sessão apresentando os membros da Mesa: Almiro de Oliveira, Professor Universitário, António Moniz, Presidente da A.Geral da Casa da Beira Alta, Fernando Ruas, Presidente da C.M.Viseu e Eduardo Pinto o autor do livro porViseu’60s. Após as boas vindas e os agradecimentos, Fernanda Braga da Cruz salientou algumas das actividades da Casa da Beira Alta que tanto tem dinamizado, dando a palavra a Almiro de Oliveira, viseense, convidado a fazer a apresentação do livro.

 

Almiro de Oliveira guiou com segurança e mestria o público pelo Viseu dos anos 60 com descrições, imagens, pormenores e curiosidades dos seus tempos de estudante, relembrou pessoas e lugares, episódios pitorescos e não deixou sequer de brindar a assistência com um célebre poema dedicado a Camões, da autoria de um “conhecido anónimo”, a quando da colocação da sua estátua num canto recôndito do Parque da Cidade: ” Que fazes aqui Camões, Homem de tão grande valor? - Estou a apanhar bolotas, para os grandes idiotas, que aqui me vieram pôr”.

Almiro de Oliveira deu assim, com elegância, o tom que pautou toda a restante sessão.

 

Eduardo Pinto, agradecendo o convite e a presença de todos, expôs as razões que o levaram à aventura da escrita, assente na profunda amizade que une os membros do Conjunto desde a sua infância. Salientou o quanto todos se sentem ligados à cidade de Viseu onde se reunem com regularidade relembrando as aventuras vividas, que foram a verdadeira fonte inspiradora para a elaboração do livro com a descrição da carreira musical que partilharam antecedida de um enquadramento do modus vivendi da época numa cidade do interior.

 

Fernando Ruas falou de Viseu, como não poderia deixar de ser. Do passado ao presente enalteceu o estado actual da cidade que já ultrapassou os 100 mil habitantes, a 2ªcidade do País com a população mais jovem, a qualidade de vida, o ambiente e o crescimento urbano controlado que tem atraído e fixado população oriunda de outros pontos do País, sem se esquecer de referir que em Viseu não há “sem abrigo” e os Seniores não são esquecidos pois tem programas específicos que lhes são dedicados.

 

E a assistência quis participar.

Com a surpresa de todos Camilo Costa, filho do Maestro Mário Costa que tanto dinamizou a vertente musical da cidade nos anos 50 e 60, tomou a palavra relembrando de forma emotiva a sua vivência de viseense terminando com uma declamação cantada de um poema seu. 

 

 

 

 

 

 

Ilda Marques, membro da Direcção, com o seu exemplar do livro devidamente anotado, numa contagiante e afectuosa emoção, relembrou inúmeros episódios da vida estudantil e musical da juventude da época provocando saudáveis sorrisos, gargalhadas e algumas lágrimas nalguns dos presentes.

 E outros elementos tomaram a palavra num ambiente muito cordial onde os afectos, as boas memórias de tão bons tempos pulgaram pelo salão. 

 

 

  

 

 

 

 

 

Antes do encerrar da sessão vários elementos da Direcção da Casa da Beira Alta presentearam a assistência com a récita do Poema do Homem Rã de António Gedeão musicado pelos Tubarões e o João Gomes brilhou com uma dança ao som da música dos Tubarões. 

 

A sessão encerrou com todos os presentes a cantarem em coro o hino "Viseu, Senhora da Beira".

A Casa da Beira Alta ofereceu um Porto de Honra aos presentes que se mantiveram em alegre convívio até a noite chegar.

 

 

 

 

07 de Janeiro de 2012

 

               

SÁBADO, 4 de Fevereiro, pelas 16H00 na Casa da Beira Alta, Rua de Santa Catarina, 147 1º (frente Café Majestic) FERNANDO RUAS e ALMIRO de OLIVEIRA, dois ilustres Beirões, falarão de VISEU e contarão algumas das estórias que o povo comentava, enquanto esperava pelas últimas, em frente ao Café LUCIANO. Apareça que se irá distrair e divertir.

 

VISITE DAQUI A CASA DA BEIRA ALTA
Rua de Santa Catarina, 147, 1º, (Santo Ildefonso). 222 052 838, 4000-450 PORTO.

 

 

 

       " Iniciando a viagem pelos anos finais da década de 50 o autor retrata os hábitos de um Portugal interior em que a onda média radiofónica era o grande veículo comunicacional com as radionovelas do Teatro Tide, os relatos do Hoquei em Patins, os Serões para Trabalhadores da Emissora Nacional, o aparecimento da televisão e como as populações do interior começaram a ver tv.

A primeira parte do livro é dedicada à cidade de Viseu descrevendo as principais ruas da cidade, lugares como os cafés e a sua importância enquanto locais de encontro das pessoas com interesses comuns, a feira franca e o salão de chá dos Bombeiros Voluntários, a importância social e cultural de Instituições como o Instituto Liberal, o Orfeão e o Clube de Viseu.

É salientada a importância dos bailes como diversão mais frequente em todo o País e o seu papel na emancipação feminina. Descrevem-se os hábitos da juventude e o despontar de uma nova geração educada nas dificuldades do pós guerra, a iniciação sexual dos rapazes, o aparecimento dos discos de vinil, gira-discos, os grupos e clubes de garagem até aos bailes de gravata. E a chegada do 1º disco dos Beatles !

Na segunda parte do livro relata-se o nascimento e evolução da música pop em Portugal: os concursos, os conjuntos e os bailes de finalistas. Quanto aos Tubarões, único conjunto da província finalista do Grande Concurso IÉ-IÉ organizado pelo Movimento Nacional Feminino, Embaixadores de Viseu, conjunto privativo do Casino da Figueira, contam-se as suas aventuras, evolução musical e instrumental, os palcos que pisaram, todos os conjuntos com quem se cruzaram, a playlist, os instrumentos, quem foi quem e também os seus encontros com grandes Artistas como Amália, Simone de Oliveira, Nicolau Breyner, Duo Dinâmico, Juan Manuel Serrat, Shegundo Galarza entre muitos outros.

 

O livro é enriquecido com depoimentos de pessoas que viveram alguns dos episódios relatados como Manuel Maria Carrilho, Rui Oliveira e Costa, Serafim Matos Silva, António Valarinho, Jorge Marques, entre outros.

Ao longo das suas 192 páginas e em complemento ao texto são disponibilizados apontadores para sítios na internet onde o leitor poderá saber mais sobre a temática referida naquela página. O livro é enriquecido com mais de 200 fotos, alguns originais da época e documentos inéditos que dão suporte a toda a narrativa."

  

O CAFÉ LUCIANO
 
 
20 de Dezembro de 2011

 

O nosso Bem Haja a Carlos Menezes.

 

Aprendemos muito com Carlos Menezes .

Em Julho de 1966 conhecemos o Carlos Menezes como viola do Conjunto de Shegundo Galarza. 

Surpreendeu-nos a sua simplicidade, a entrega total e diária ao estudo da sua viola, a disponibilidade e humildade.

Convivemos mais de um mês. Todos os dias. Ensaiava todos os dias, sózinho ou acompanhado.

Um exemplo de um grande profissional que nos marcou.

 

 

 

Carlos Menezes

 

(do livro porViseu60s - Informações em porviseu@sapo.pt )

 

 

"(1966, Julho)

...

.segundo.galarza.

 

Era compreensível o nosso nervoso e a responsabilidade que sentimos quando começámos a alternar com um dos melhores conjuntos portugueses como era o de Shegundo Galarza. O quarteto era composto pelo Maestro, pelo Carlos Menezes, mestre em viola, pelo José Manuel (o Baby Rock) no Baixo e pelo Eduardo Esteves, um figueirense, na bateria. Eram uns Senhores e muito aprendemos a vê-los, a ouvi-los e a assistirmos aos seus ensaios.

 

O mais trabalhador era sem dúvida o Carlos Menezes que chegava sempre uma hora mais cedo para aquecer os dedos, fosse para o ensaio, actuação ou mesmo que não tivesse nada para fazer. Estava sempre a “estudar” viola, como dizia com a sua simpatia e simplicidade. E também aprendemos com estes profissionais que para se tocar bem é preciso ensaiar muito. E isso nunca seria esquecido e foi um bom exemplo que procurámos seguir, de forma menos regular do que eles, é certo. O Conjunto de Shegundo Galarza passou a ser uma referência musical para nós. Voltámos a cruzar-nos numas Festas de Tondela e ainda em outros lugares.

... "

 

Carlos Menezes, um pioneiro na introdução da guitarra elétrica em Portugal, morreu no domingo 2011/12/18 em Lisboa, aos 91 anos.

 

 

18 de Dezembro de 2011

 

Sérgio Borges

(do livro porViseu60s - Informações em porviseu@sapo.pt )

 

Singela homenagem a Sérgio Borges, vocalista do Conjunto Académico João Paulo, oriundos da Ilha da Madeira, com quem nos cruzámos em diversos palcos nos anos de 1966, 67 e 68 e que, infelizmente e cedo de mais, nos acaba de deixar.

Em 1966 o Conjunto Académico João Paulo fez uma tournée pelo País e passou por Viseu, onde deu um excelente espectáculo no Cine Rossio. Tiveram um problema com algum equipamento e nós demos todo o apoio logístico que necessitaram o que mereceu a cortesia de nos chamarem ao palco manifestando o seu agradecimento público para além de nos dedicarem uma música. Foi uma cortesia simpática.

Foram efectivamente dos melhores conjuntos nos 60’s e, quanto a nós, os primeiros a implementarem em Portugal o verdadeiro conceito de Concerto em Palco de Teatro.

Reproduzimos extractos do livro porViseu’60s numa singela homenagem ao Sérgio Borges, Vocalista e imagem do som do Conjunto.

 

 

“… .playlist.

Nos anos 50/60 os Bailes eram a diversão mais frequente e a principal oportunidade para jovens se conhecerem e iniciarem um convívio que de outro modo nunca seria possível. Havia Bailes em todas as festas e romarias, num terreiro, num largo ou no pátio da freguesia. Por este motivo os Bailes eram o mercado alvo dos Conjuntos onde poderiam actuar e ver o seu trabalho remunerado. Para actuar num Baile os conjuntos tinham de tocar todo o tipo de música pois havia dançarinos para todos os géneros musicais, do tango, rock, twist ao chá-chá-chá. Em Portugal os primeiros concertos em Palco de Conjuntos Pop terão ocorrido no Teatro Monumental em Lisboa. Quanto a nós o primeiro Conjunto Pop português a apresentar um alinhamento de espectáculo/concerto terá sido o Conjunto Académico João Paulo. Concretizou várias tournées pelo país onde se apresentou nos Teatros e Cinemas existentes em cada localidade com um alinhamento específico de espectáculo devidamente montado, com duas partes separadas por um intervalo. …”

 

Com muita estima e admiração aqui prestamos a nossa homenagem com as condolências aos Familiarres e Colegas.

 

04 de Dezembro de 2011

 

 

O CINE ROSSIO

(do livro porViseu60s - Informações em porviseu@sapo.pt )

 

 

 

 

 Cine Rossio.

 

 

A partir de 1961 Viseu tinha uma única casa de espectáculos activa: o cinema Cine-Rossio localizado nas traseiras da Câmara, que iniciou as suas actividades em 1952. O edifício dispunha de três pisos e, dizia-se, tinha sido construído para albergar uma garagem: o piso -1, ao nível do actual Mercado, era um Salão de eventos onde se realizavam os bailes de Finalistas; no piso 0 situava-se a sala de cinema em anfiteatro, com um palco com boca de cena a toda a largura da sala mas com uma pequena profundidade de +- 2,5m, o que era uma grande limitação para outros espectáculos, com uns camarins rudimentares. Tinha 2ª e 1ª Plateias, e ao fundo da sala um conjunto de 12 Frisas de 6 lugares extensíveis a 8. No Piso 1 tinha o Bar e a Cabine de Projecção. Havia cinema às 3ªs, normalmente cowboys ou filmes de pancadaria, 5ªs Sábados e Domingos.

 

Embora com grandes limitações de área de palco também se realizavam alguns espectáculos no Salão de Cinema do Cine Rossio. Por ali passaram a Escola de Acórdeãos de Mário Costa, o Carlos do Carmo, o Conjunto Académico João Paulo e a Tonicha, entre outros.

Acompanhando o sucesso crescente da música ligeira dos anos 60's surgiram muitos filmes musicais. E nos Cinemas começou a moda de, aos intervalos da projecção destes filmes, actuarem os novos conjuntos Pop o que também aconteceu no Cine Rossio nos anos de 1965 e 1966 onde nós, Os Tubarões, actuámos inúmeras vezes.

 

 
 
.espectáculo.no.cine.rossio.  

    

 

   Regressámos à nossa linda terra, às aulas, aos ensaios no Cine Rossio, aos bailes, aos espectáculos e aos amigos.

E Viseu recebeu-nos muito bem. Toda a cidade falava connosco. E a nossa vida agitou-se ainda mais.

Aumentaram as solicitações, os contactos, os contratos e o nosso cachet subiu.

Com o fotógrafo Germano, artista impar que retratou a cidade como ninguém e que nos deixou um arquivo de imagens de Viseu que são um património único, fizemos várias provas fotográficas com diversos fins. Uma das fotos, tirada no Hotel Grão Vasco, deu origem a um postal ilustrado, disponível em vários expositores e cafés da cidade, e que foi record de vendas na cidade durante vários anos.

O Sr. Severo queria fazer um espectáculo no Cine Rossio para nos apresentar em Viseu após a nossa participação na final do IÉ-IÉ. O mesmo ficou marcado para 28 de Maio, aproveitando a projecção da comédia musical Every Day’s a Holiday com Freddie and The Dreamers, John Leyton, Mike Sarne, Ron Moody, Liz Fraser entre outros. Foi o nosso 1º Concerto em Viseu depois da final do IÉ-IÉ. O preço dos bilhetes era de 5$50 para a 2ªPlateia, 9$50 para a 1ª Plateia e 12$50 para as poltronas. As Frisas (6 lugares) eram a 57$50. Sessão completamente esgotada com todas as frisas com cadeiras extra. Foi um sucesso que terminou tarde com vários encore, muitos pedidos do Clube de Fãs, e uma dedicatória especial do “E que tudo o mais vá pró inferno” para umas fãs do Brasil que haviam chegado para umas férias em Vil de Soito. Foi um espectáculo muito divertido e animado."

 

03 de Dezembro de 2011

TEATROS e CINEMAS de VISEU

 

No princípio do Século XX Viseu chegou a ter cinco casas de Espectáculos: Teatro da Rua Escura, Teatro Viriato, Teatro Paraíso, Avenida-Teatro e o Cine-Rossio. Em 1959 já só estavam activos o Avenida-Teatro, o Teatro Viriato e o Cine-Rossio.

  

 

 O TEATRO VIRIATO 

(do livro porViseu60s - Informações em porviseu@sapo.pt )

 

 

 

 (Fotos cedidas pela Foto Germano, Rua Formosa, Viseu)

  

Nos anos 60 o Teatro Viriato, inaugurado em 1883 com o nome de Theatro Boa União, já tinha encerrado as suas portas e dava lugar a um Armazém de Mercearias.

 

 

 (Foto inédita do interior do Teatro Viriato enquanto Armazem de Mercearias)

 

 

 

Felizmente voltou a ser reconstruído respeitando a traça original, e reiniciando as suas actividades em 1998.

 

 

 
publicado por ostubaroes às 20:04
30 de Novembro de 2011

TEATROS e CINEMAS de VISEU

 

No princípio do Século XX Viseu chegou a ter cinco casas de Espectáculos: Teatro da Rua Escura, Teatro Viriato, Teatro Paraíso, Avenida-Teatro e o Cine-Rossio. Em 1959 já só estavam activos o Avenida-Teatro, o Teatro Viriato e o Cine-Rossio.

 

 

 

 O AVENIDA TEATRO 

(do livro porViseu60s - Informações em porviseu@sapo.pt )

 

O Avenida-Teatro foi inaugurado em 1921, dispunha de 2.000 lugares com duas Plateias e Geral, dois andares com Camarotes, jardins exteriores, uma iluminação única com mais de 1.500 lâmpadas. Era considerado o melhor teatro da sua época a par com o S.Carlos. Nos anos 50 passavam no Avenida-Teatro peças de Teatro, números de Revista, os grandes Artistas Nacionais da época acompanhados pela Orquestra do Maestro Mário Costa, os Serões para Trabalhadores da Emissora Nacional e os espectáculos da Volta a Portugal. Mas no final da década já era o cinema que tinha maior destaque nesta imponente casa de espectáculos de Viseu localizada na Avenida Emídio Navarro, sensivelmente no local onde hoje se encontra o restaurante Casablanca. Acabou por fechar as suas portas no início da década de 60, vindo a ser demolido em 1971.

  

 

 (Fotos Germano: Avenida Teatro 1955, Planta da Sala e Programa de Cinema)

 

O Filme “A Epopeia do Pacífico” apresentado no Domingo 17 de Novembro de 1957 tinha a seguinte lista de preços:

Camarote de 1ª –   6 entradas: 30$00 (15 cts);

                           4 entradas: 20$00  (10 cts);

                           2 entradas: 12$00 (5,9);

Camarote de 2ª –   6 entradas: 20$00 (10 cts);

                           4 entradas: 15$00  (7,5 cts);

                           2 entradas: 7$50 (3,7 cts);

1ª Plateia                               7$50 (3,7 cts);

2ª Plateia                               5$00 (2,5 cts);

Geral numerada                      3$00 (1,5 cts);

Geral simples                          2$50 (1,2 cts);

________________________________________________________________________

 

Do Blog porviseu http://porviseu.blogs.sapo.pt/

 

Teatros de Viseu (1941)



"MUlTO longo vai já o tempo em que, de entusiasmos na alma assistíamos embevecidos com ternura, a um dramalhão complicadíssimo com que o cinema nos presenteava em sessões mudas verdadeiramente quilométricas, só suportáveis em étapes.
Com ritmo cinematográfico o tempo foi passando e, a arte do movimento aperfeiçoada e sonorizada, conquistou os «exércitos de cinéfilos» espalhados pelo mundo.
Todos os cinéfilos de Viseu, tem acompanhado, com manifesto agrado as diversas étapas vencidas pela Empresa dos Teatros e Cinemas da cidade, no que diz respeito não só ao melhoramento dos programas que são levados ao écran como também pelo aumento de sessões, quer em matinées, como em soirées.
Evidentemente que, se o empresário sr. Alberto Rodrigues, assim tem procurado beneficiar o público, é porque este – o de Viseu - bem entendido, tem sabido compreender que, um esforço quando se faz em beneficio de outrem, esse outrem tem, a compreensão de que para si, resultou algo de proveitoso.
0 público de Viseu, habituou-se ao bom cinema e, esse hábito, foi a Empresa Alberto Rodrigues que o trouxe a Viseu, com a exibição de filmes de elevada categoria e recente produção. Daí, já não era possível voltar a atrás, embora essa intenção não existisse mas para se manter um cartaz que ao público interesse, necessário é que, a Empresa, aguente com produções de inferior categoria, que são o rabo dos grandes filmes. Isto é que a maior parte dos cinéfilos ignoram.
0 grande Avenida-Teatro, cuja fachada aqui reproduzimos e o antigo Viriato, são sem dúvida duas grandes casas de espectáculos que reúnem as necessárias condições da sua categoria e, a sua frequência tem sido assás compensadora do esforço dispendido pela Empresa.
De tempos a tempos, a Empresa pretende trazer ao público de Viseu uma ou outra companhia de teatro mas, já porque a arte de representar no palco tem diminuído bastante e muitos já preferem o cinema sonoro, a Empresa, acompanhando a preferência do público dá-lhe aquilo que mais lhe agrada.
Assim, sabemos que, para 1942, tem a Empresa Alberto Rodrigues, a marcação de grande número de produções de cartaz, que sem dúvida Viseu continuará a apreciar com aquela preferência que até agora se tem verificado.
Ao ilustrarmos este Documentário com um pouco de prosa sabre os teatros e cinemas em Viseu, não podemos terminar sem prestar homenagem ao Sr. Alberto Rodrigues e ao Gerente da sua Empresa, Sr. Luiz Liz.

Viseu – Outubro 1941." (in Documentário Gráfico de Viseu – 1942)

 

20 de Novembro de 2011

 Informações/encomendas:  porviseu@sapo.pt
 

Iniciando a viagem pela segunda metade da década de 50 o autor retrata os hábitos de um Portugal interior em que a onda média radiofónica era o grande veículo comunicacional com as radionovelas do Teatro Tide, os relatos do Hoquei em Patins, os Serões para Trabalhadores da Emissora Nacional, o aparecimento da televisão e como as populações do interior começaram a ver tv.

A primeira parte do livro é dedicada à cidade de Viseu descrevendo as principais ruas da cidade, lugares como os cafés e a sua importância enquanto locais de encontro das pessoas com interesses comuns, a feira franca e o salão de chá dos Bombeiros Voluntários, a importância social e cultural de Instituições como o Instituto Liberal, o Orfeão e o Clube de Viseu.

É salientada a importância dos bailes como diversão mais frequente em todo o País e o seu papel na emancipação feminina. Descrevem-se os hábitos da juventude e o despontar de uma nova geração educada nas dificuldades do pós guerra, a iniciação sexual dos rapazes, o aparecimento dos discos de vinil, gira-discos, os grupos e clubes de garagem até aos bailes de gravata. E a chegada do 1º disco dos Beatles !

Na segunda parte do livro relata-se o nascimento e evolução da música pop em Portugal: os concursos, os conjuntos e os bailes de finalistas. Quanto aos Tubarões, único conjunto da província finalista do Grande Concurso IÉ-IÉ organizado pelo Movimento Nacional Feminino, Embaixadores de Viseu, conjunto privativo do Casino da Figueira, contam-se as suas aventuras, evolução musical e instrumental, os palcos que pisaram, todos os conjuntos com quem se cruzaram, a playlist, os instrumentos, quem foi quem e também os seus encontros com grandes Artistas como Amália, Simone de Oliveira, Nicolau Breyner, Duo Dinâmico, Juan Manuel Serrat, Shegundo Galarza entre muitos outros.

O livro é enriquecido com depoimentos de pessoas que viveram alguns dos episódios relatados como Manuel Maria Carrilho, Rui Oliveira e Costa, Serafim Matos Silva, António Valarinho, Jorge Marques, entre outros.

Ao longo das suas 192 páginas e em complemento ao texto são disponibilizados apontadores para sítios na internet onde o leitor poderá saber mais sobre a temática referida naquela página. O livro é enriquecido com inúmeras fotos da época e documentos inéditos que dão suporte a toda a narrativa.

publicado por ostubaroes às 10:05
31 de Outubro de 2011

Sarau do Liceu Nacional de Viseu, 21 de janeiro de 1967.

 

 
O Fidalgo Aprendiz
 
 
 

 

Legendas (esq/dir; trás/frt):

Dr. Osório Mateus, Dr. Melo, Eduardo Pinto, Patrício;

Dra Teresa, Edite, José Soeiro, Jorge Ramalho, Luis Dutra, António Valarinho, João Albernaz, Mário Videira Lopes, Fernanda;

Cristiano, Rosa, Francisco Carrilho, e José Leitão ( o Homem das Almas).

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